Observações mostram que astros fora do nosso sistema solar podem ser absorvidos por força da gravidade.
(BBC / G1) Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns planetas descobertos fora do nosso sistema solar "caem" dentro de seus próprios sóis e desaparecem.
Segundo o astrônomo Rory Barnes, da Universidade de Washington, trata-se da primeira prova de um fenômeno já previsto por modelos computacionais no ano passado, que mostravam que a força da gravidade é capaz de "puxar" um planeta para dentro de seu sol.
"Quando examinamos as propriedades de planetas extra-solares, podemos ver que esse fenômeno já ocorreu com alguns deles", afirmou Barnes.
Os modelos computacionais apontam a localização dos planetas em um determinado sistema solar, mas a observação direta mostrou que, em alguns desses sistemas, os planetas que deveriam estar mais próximos de seu sol não existem mais.
Segundo os cientistas, a proximidade entre esses astros faz com que um "puxe" o outro com uma força gravitacional cada vez mais intensa, que causa uma deformação na superfície do sol, provocando ondas na sua superfície gasosa.
"As ondas distorcem a forma dessas estrelas, e quanto maior essa distorção, mais rapidamente as ondas 'puxam' o planeta para dentro", explicou Brian Jackson, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, e chefe da equipe de pesquisadores.
Massas gasosas
A maioria dos planetas descobertos fora do nosso sistema solar são gigantes massas gasosas, como Júpiter, mas ainda maiores que este planeta.
Entretanto, no início deste ano, astrônomos detectaram um planeta extra-solar mais parecido com a Terra do que qualquer outro encontrado até o momento.
Batizado de CoRoT-7 B, o astro tem uma órbita a cerca de 2,4 milhões de quilômetros de seu sol - uma distância menor do que Mercúrio está do nosso Sol. Com isso, o planeta estaria em vias de ser 'absorvido'.
"A destruição deste planeta é lenta, mas inevitável", decretou Jackson.
"As órbitas desses planetas mudam em uma ordem de dezenas de milhões de anos. Em um certo momento, o planeta fica tão perto de seu sol que, começa a ser desmantelado por ele", disse o cientista.
"Ou o planeta é destruído antes de atingir a superfície do sol, ou, no processo de destruição, sua órbita acaba entrando em intersecção com a atmosfera desse sol e o calor dele faz o planeta desaparecer."
Os cientistas esperam que o estudo, a ser publicado no Astrophysical Journal, facilite a compreensão de como as estrelas destroem planetas e como esse processo afeta as órbitas planetárias.
terça-feira, 28 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Cientistas anunciam o mais leve planeta extrasolar já descoberto
Ilustração mostra a zona habitável, distância à estrela principal onde o aquecimento da superfície permite que a água se mantenha em estado líquido. (Apolo11) Uma equipe de pesquisadores europeus anunciou na última terça-feira (21 de abril) uma importante descoberta ligada ao estudo dos planetas extrasolares, confirmando a existência de um novo objeto orbitando ao redor da estrela Gliese 581. O novo planeta recebeu a denominação "Gliese 581 e" e é um pouco menor que o dobro da Terra.
Além da descoberta do novo astro, os cientistas também recalcularam a posição de outro objeto do sistema - Gliese 581 d - descoberto em 2007. Os números mostram que o planeta situa-se dentro da "zona habitável", o que permite que a temperatura da superfície mantenha a água em estado líquido.
As descobertas foram feitas por uma equipe internacional de pesquisadores franceses, suíços e portugueses, liderados pelo astrofísico Michael Mayor, do Observatório de Genebra, na Suíça, que utilizaram os dados do Observatório Europeu do Hemisfério Sul, ESO, localizado em La Silla, no Chile.
Gliese 581 e
O novo planeta Gliese 581 e orbita uma estrela do tipo anã vermelha distante 20.5 anos-luz da Terra, na constelação de Libra. Segundo Xavier Bonfils, colega de Mayor e co-autor do trabalho, Gliese 581 e tem 1.9 vezes o tamanho da Terra e é o mais leve dos exoplanetas já descobertos. De acordo com o cientista tudo leva a crer que seja do tipo rochoso, mas seu período de translação de apenas 3.15 dias mostra que sua distância até a estrela é muito pequena, excluindo o planeta da zona habitável.
"O objetivo máximo das pesquisas atuais com os planetas extrasolares é a detecção de um objeto rochoso, semelhante à Terra, dentro da zona habitável", disse Mayor. "Estamos a caminho. É maravilhoso saber que o primeiro objeto descoberto fora do Sistema Solar, ao redor de da estrela 51 Pégaso, aconteceu há apenas 14 anos. A massa de Gliese 581 e é 80 vezes menor, o que mostra que estamos conseguindo ver objetos cada vez menores. É um avanço e tanto", explicou o pesquisador.
Gliese 581 d
Além de Gliese 581 e, orbitam a estrela o objeto "Gliese 581 b", um gigante gasoso similar a Netuno, dezesseis vezes maior que a Terra, o objeto "Gliese 581 c", cinco vezes maior que nosso planeta, e o objeto "Gliese 581 d", com sete diâmetros terrestres. Gliese 581 d é o planeta mais distante da estrela e completa uma órbita em 66.8 dias.
Os cientistas acreditam que pelo fato de Gliese 581 d ser muito denso, não pode ser constituído apenas de rocha. No entender de Stephane Udry, também co-autor do trabalho, provavelmente Gliese 581 d seja um planeta muito frio, que migrou para perto da estrela. "Novas observações mostram que este planeta está na zona habitável e pode até mesmo estar imerso em um grande e profundo oceano. É nosso primeiro candidato a um "mundo de água", completou Udry
terça-feira, 21 de abril de 2009
Planeta descoberto é o "mais similar à Terra", diz astrônomo
(Efe / Terra) O menor planeta conhecido até o momento, batizado como Gliese 581e e cuja descoberta foi anunciada hoje, é o "mais similar à Terra até hoje", afirmou Gaspare lo Curto, astrônomo do Observatório Europeu Austral (ESO, em inglês) no Chile.
O novo planeta orbita ao redor da diminuta estrela Gliese 581, na constelação de Libra, localizada a 20,5 anos luz da Terra e em cuja órbita já foram descobertos outros três planetas.
A superfície de Gliese 581e é rochosa e não tem atmosfera porque fica muito próxima a sua estrela e as temperaturas são muito elevadas, explicaram hoje em entrevista coletiva os cientistas do ESO em sua sede em Santiago.
"(Hoje) é um dia muito importante. Há 14 anos, quando foi anunciada a descoberta do primeiro planeta extra-solar, alguns ainda duvidavam da existência de planetas fora de nosso sistema", assegurou Lo Curto.
Segundo o cientista, desde a observação desse primeiro planeta extra-solar, mais 340 foram descobertos, e a lista aumenta a cada semana.
Além disso, Lo Curto afirmou que a maioria dos planetas que orbitam ao redor de uma estrela fora do sistema solar são sistemas múltiplos, em que coexistem entre três e quatro planetas.
O descobrimento do menor planeta conhecido até agora foi possível graças ao instrumento de precisão chamado HARPS, localizado no observatório de La Silla, situado no norte do Chile.
"Nos próximos 15 anos, vamos observar atmosferas de outros planetas e, portanto, poderemos encontrar evidências de vida", sustentou Massimo Tarengui, representante da ESO no Chile.
No entanto, o astrônomo pediu tempo e paciência, porque "o trabalho astronômico é muito lento e necessita muitos anos para dar resultados", como foi o caso da descoberta de Gliese 581e, confirmada após quatro anos de observação ininterrupta.
O novo planeta orbita ao redor da diminuta estrela Gliese 581, na constelação de Libra, localizada a 20,5 anos luz da Terra e em cuja órbita já foram descobertos outros três planetas.
A superfície de Gliese 581e é rochosa e não tem atmosfera porque fica muito próxima a sua estrela e as temperaturas são muito elevadas, explicaram hoje em entrevista coletiva os cientistas do ESO em sua sede em Santiago.
"(Hoje) é um dia muito importante. Há 14 anos, quando foi anunciada a descoberta do primeiro planeta extra-solar, alguns ainda duvidavam da existência de planetas fora de nosso sistema", assegurou Lo Curto.
Segundo o cientista, desde a observação desse primeiro planeta extra-solar, mais 340 foram descobertos, e a lista aumenta a cada semana.
Além disso, Lo Curto afirmou que a maioria dos planetas que orbitam ao redor de uma estrela fora do sistema solar são sistemas múltiplos, em que coexistem entre três e quatro planetas.
O descobrimento do menor planeta conhecido até agora foi possível graças ao instrumento de precisão chamado HARPS, localizado no observatório de La Silla, situado no norte do Chile.
"Nos próximos 15 anos, vamos observar atmosferas de outros planetas e, portanto, poderemos encontrar evidências de vida", sustentou Massimo Tarengui, representante da ESO no Chile.
No entanto, o astrônomo pediu tempo e paciência, porque "o trabalho astronômico é muito lento e necessita muitos anos para dar resultados", como foi o caso da descoberta de Gliese 581e, confirmada após quatro anos de observação ininterrupta.
Descoberto planeta com tamanho próximo ao da Terra
Mesmo sistema pode conter planeta gigante coberto por oceano, diz um dos autores da descoberta
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Ilustração do sistema de Gliese 581, com o novo planeta em primeiro plano
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Ilustração do sistema de Gliese 581, com o novo planeta em primeiro plano
(Estadão) O astrônomo Michael Mayor anunciou nesta terça-feira, 21, a descoberta do mais leve planeta já encontrado fora do Sistema Solar. O planeta foi catalogado como o astro "e" do sistema Gliese 581 e tem pouco menos de o dobro da massa da Terra. A mesma equipe refinou op cálculo da órbita do planeta Gliese 581 d, descoberto em 2007, determinando que ela fica dentro da chamada zona habitável do sistema, onde pode existir água no estado líquido.
As descobertas foram feitas com o uso do telescópio do Observatório Europeu baseado em La Silla, no Chile.
"O santo Graal da pesquisa atual de planetas fora do Sistema Solar é a detecção de um planeta rochoso, semelhante à Terra, na zona habitável", disse Mayor, em nota sobre a descoberta.
O planeta Gliese 581 e gira em torno de sua estrela - localizada a 20,5 anos-luz, na constelação de Libra - em 3,15 dias. "Com apenas 1,9 massa terrestre. é o menos massivo dos exoplanetas já detectados e é, muito provavelmente, rochoso", disse um dos coautores da descoberta, Xavier Bonfils. O mundo recém-descoberto fica muito perto da estrela, e por isso está fora da zona habitável.
Observações anteriores já haviam revelado que a estrela Gliese 581 possui três outros planetas. Os demais mundos são Gliese 581 b, com 16 massas terrestres; Gliese 581 c (cinco massas terrestres); e Gliese 581 d (sete massas terrestres).
O planeta mais distante da estrela, Gliese 581 d, completa uma órbita em 66,8 dias. "Gliese 581 d é provavelmente pesado demais para ser feito só de rocha, mas podemos especular que este é um planeta gelado que migrou para Amis perto da estrela", disse outro membro da equipe que estuda o sistema, Stephane Udry. Novas observações revelaram que este planeta está, inegavelmente, na zona habitável. O 'd' pode até mesmo estar coberto por um grande oceano profundo. É o primeiro sério candidato a um 'mundo de água'", disse.
"O santo Graal da pesquisa atual de planetas fora do Sistema Solar é a detecção de um planeta rochoso, semelhante à Terra, na zona habitável", disse Mayor, em nota sobre a descoberta.
O planeta Gliese 581 e gira em torno de sua estrela - localizada a 20,5 anos-luz, na constelação de Libra - em 3,15 dias. "Com apenas 1,9 massa terrestre. é o menos massivo dos exoplanetas já detectados e é, muito provavelmente, rochoso", disse um dos coautores da descoberta, Xavier Bonfils. O mundo recém-descoberto fica muito perto da estrela, e por isso está fora da zona habitável.
Observações anteriores já haviam revelado que a estrela Gliese 581 possui três outros planetas. Os demais mundos são Gliese 581 b, com 16 massas terrestres; Gliese 581 c (cinco massas terrestres); e Gliese 581 d (sete massas terrestres).
O planeta mais distante da estrela, Gliese 581 d, completa uma órbita em 66,8 dias. "Gliese 581 d é provavelmente pesado demais para ser feito só de rocha, mas podemos especular que este é um planeta gelado que migrou para Amis perto da estrela", disse outro membro da equipe que estuda o sistema, Stephane Udry. Novas observações revelaram que este planeta está, inegavelmente, na zona habitável. O 'd' pode até mesmo estar coberto por um grande oceano profundo. É o primeiro sério candidato a um 'mundo de água'", disse.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Descoberto sinal de planetas em órbita de estrelas mortas
De 1% a 3% das estrelas anãs brancas T~em sinais de rocha em órbita, de acordo com análise de astrônomos
(Estadão) Usando detectores de radiação infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, uma equipe de cientistas dos EUA e do Reino Unido vasculharam o espaço ao redor de estrelas conhecidas como anãs brancas - o remanescente da morte de um astro como o Sol - e determinaram que de 1% a 3% delas, pelo menos, estão cercadas por rochas e poeira. Entre os pesquisadores envolvidos estão Jay Farihi, da Universidade de Leicester, e Michael Jura e Ben Zuckerman, ambos da Universidade da Califórnia, Los Angeles.
"O brilho infravermelho da poeira ao redor dessas anãs brancas é um sinal de que houve, ou há, planetas rochosos nesses sistemas", diz Farihi. A equipe acredita que a poeira foi produzida quando asteroides - os tijolos da construção de planetas - ao redor da estrela foram puxados e empurrados pela gravidade estelar. A poeira então formou o disco de material rochosos que o Spitzer detectou.
Em um estudo anterior realizado pela mesma equipe uma amostra de oito anãs brancas revelou ter vestígios de asteroides pulverizados. No novo trabalho, Farihi e seu grupo analisaram sistematicamente anãs brancas ricas em metais e descobriram limites estatísticos para a possível existência de planetas rochosos.
"Agora sabemos de 14 anãs brancas cercadas por vestígios de poeira. Isso sugere que de 1% a 3% das estrelas tipo A e F da sequência principal - que são um pouco maiores e mais quentes que o Sol - têm planetas rochosos como a Terra", disse ele.
Anãs brancas são os restos de estrelas de massa relativamente baixa, que já encerraram seu estágio de gigantes vermelhas, algo pelo que o Sol passará dentro de bilhões de anos. Uma anã branca pode ter o tamanho da Terra, mas conter a mesma massa que o Sol. A estrela é tão densa que uma colher de chá de seu material pesaria várias toneladas.
As descobertas da equipe de Farihi foram apresentadas nesta segunda-feira, 20, em conferência da Semana Europeia de Astronomia e Ciência Espacial, na Universidade de Hertfordshire.

Ilustração de asteroide em deintegração, sob os raios de uma estrela anã branca
(Estadão) Usando detectores de radiação infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, uma equipe de cientistas dos EUA e do Reino Unido vasculharam o espaço ao redor de estrelas conhecidas como anãs brancas - o remanescente da morte de um astro como o Sol - e determinaram que de 1% a 3% delas, pelo menos, estão cercadas por rochas e poeira. Entre os pesquisadores envolvidos estão Jay Farihi, da Universidade de Leicester, e Michael Jura e Ben Zuckerman, ambos da Universidade da Califórnia, Los Angeles.
"O brilho infravermelho da poeira ao redor dessas anãs brancas é um sinal de que houve, ou há, planetas rochosos nesses sistemas", diz Farihi. A equipe acredita que a poeira foi produzida quando asteroides - os tijolos da construção de planetas - ao redor da estrela foram puxados e empurrados pela gravidade estelar. A poeira então formou o disco de material rochosos que o Spitzer detectou.
Em um estudo anterior realizado pela mesma equipe uma amostra de oito anãs brancas revelou ter vestígios de asteroides pulverizados. No novo trabalho, Farihi e seu grupo analisaram sistematicamente anãs brancas ricas em metais e descobriram limites estatísticos para a possível existência de planetas rochosos.
"Agora sabemos de 14 anãs brancas cercadas por vestígios de poeira. Isso sugere que de 1% a 3% das estrelas tipo A e F da sequência principal - que são um pouco maiores e mais quentes que o Sol - têm planetas rochosos como a Terra", disse ele.
Anãs brancas são os restos de estrelas de massa relativamente baixa, que já encerraram seu estágio de gigantes vermelhas, algo pelo que o Sol passará dentro de bilhões de anos. Uma anã branca pode ter o tamanho da Terra, mas conter a mesma massa que o Sol. A estrela é tão densa que uma colher de chá de seu material pesaria várias toneladas.
As descobertas da equipe de Farihi foram apresentadas nesta segunda-feira, 20, em conferência da Semana Europeia de Astronomia e Ciência Espacial, na Universidade de Hertfordshire.
sábado, 18 de abril de 2009
Satélite caçador de planetas terrestres envia primeiras imagens
O Kepler, da Nasa, começa a fotografar trechos do céu onde há chance de existirem planetas como a Terra
(Associated Press / Estadão) O novo telescópio espacial lançado pela Nasa para procurar planetas enviou para a Terra as primeiras imagens de estrelas distantes onde cientistas têm a esperança de encontrar mundos semelhantes à Terra.
Detalhe de parte do céu avistado pelo telescópio, que busca mundo rochosos. Imagem: Nasa
Nesta quinta-feira, 16, a Nasa divulgou várias fotos feitas pelo satélite Kepler no início do mês, incluindo a visão de uma parte distante de nossa galáxia, contendo cerca de 14 milhões de estrelas. Cientistas dizem que mais de 100 mil delas são candidatas em potencial para abrigar planetas rochosos.
Parte do campo amplo avistado pelo satélite, divididido em setores. Imagem: Nasa
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Técnica permite descoberta de planetas em dados do Hubble
Nova estratégia foi demonstrada identificando um exoplaneta não detectado em imagens de 1998 do telescópio
Exoplaneta que orbita a estrela HR 8799, a 130 anos-luz da Terra (concepção artística)
(Estadão) Uma poderosa técnica de processamento de imagens, aperfeiçoada recentemente, pode permitir que astrônomos descubram planetas extrassolares que possivelmente estão ocultos em mais de uma década de informações coletadas pelo Telescópio Hubble.
David Lafreniere da Universidade de Toronto, Canadá, demonstrou com sucesso sua nova estratégia para buscar planetas identificando um exoplaneta presente, mas não detectado, nas imagens tiradas em 1998 pelo Hubble com sua Near Infrared Camera and Multi-Object Spectrometer (NICMOS).
O planeta, que se estima ter sete vezes a massa de Jupiter, foi originalmente descoberto em imagens feitas com os telescópios Keck e Gemini North em 2007 e 2008. Ele é o mais distante dos três planetas conhecidos que orbitam a estrela HR 8799, a 130 anos-luz da Terra. A NICMOS não pôde ver os outros dois planetas devido a interferências na imagem.
As imagens do Hubble foram tiradas 10 anos antes da descoberta pelo Keck/Gemini, e não somente fornecem importante confirmação da existência do planeta, como a demonstração de que o planeta orbita a estrela.
A imagem da NICMOS forneceu importantes informações sobre as características físicas do planeta, também. Isso foi possível porque NICMOS trabalha com ondas infravermelhas que são bloqueadas pela atmosfera da Terra devido à absorção pelo vapor de água. "O planeta parece ser parcialmente coberto por nuvens, e pudemos detectar absorção de radiação pelo vapor de água em sua atmosfera", disse Travis Barman do Lowell Observatory. "Medir as propriedades de absorção da água nós dirá muito sobre as temperaturas e pressões nas atmosferas dos planetas ao redor da HR 8799", afirmou.
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