domingo, 10 de maio de 2009
Sóis podem "despir" planetas gigantes gasosos
(National Geographic / Terra) Um planeta rochoso de grande porte recentemente descoberto e definido como uma "super-Terra" talvez seja o núcleo despido de um gigante gasoso que orbitava o seu sol a uma distância curta demais, afirmam cientistas.
O COROT-7b, descoberto em fevereiro, orbita um sol localizado a cerca de 457 anos-luz da Terra. Com massa cinco a oito vezes maior que a terrestre, esse mundo distante é um dos menores planetas que foram identificados até agora fora do Sistema Solar. À primeira vista, o COROT-7b poderia parecer um planeta rochoso e assemelhado à Terra, posicionado em órbita próxima à estrela de seu sistema.
Mas novos modelos de computação demonstram que esse planeta de um sistema distante, ou exoplaneta, no passado pode ter sido um gigante gasoso com tamanho semelhante ao de Netuno, cuja atmosfera tenha sido lentamente expelida para o espaço devido ao efeito da radiação de seu sol.
O responsável pelo estudo, Helmut Lammer, do Instituto de Pesquisa Espacial da Academia Austríaca de Ciências, e seus colegas queriam determinar de que maneira o vento solar e o clima espacial podem influenciar planetas muito próximos aos seus astros.
De acordo com o seu modelo, um gigante gasoso de tamanho semelhante ao de Júpiter poderia ter sua atmosfera inteiramente arrancada caso percorra órbita em distância inferior a 2% de uma Unidade Astronômica (UA) com relação a um sol semelhante ao do Sistema Solar. Uma UA equivale a 150 milhões de quilômetros, a distância que separa a Terra do Sol.
Planetas gasosos menores do que Júpiter, a exemplo de Netuno ou Urano, podem ser reduzidos a núcleos rochosos caso suas órbitas fiquem a menos de 5% de uma UA com relação ao sol, anunciou a equipe de Lammer durante a Semana Européia de Ciência Espacial e Astronomia, uma conferência realizada em abril na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido.
Quando os gigantes gasosos sofrem essa perda extrema de massa, disse Lammer, eles terminam por se assemelhar a cometas de dimensões planetárias, porque a radiação de seus sóis faz com que as atmosferas em fuga se distendam na forma de longas e tênues caudas.
Lentamente despidosOs gigantes gasosos com órbitas próximas às de suas estrelas sofrem maior risco de perda de atmosfera quando as estrelas são jovens e ativas, prevê o modelo. O COROT-7b orbita sua estrela, um sol vermelho-alaranjado semelhante ao terrestre, a uma distância de apenas pouco mais de 1% de uma UA.
Por enquanto, os astrônomos não estão certos quanto à forma original do COROT-7b. O planeta pode ter sido um mundo terrestre ou gigante gasoso no passado. O novo modelo significa simplesmente que os cientistas não podem descartar a possibilidade de que o planeta tenha sido um mundo gasoso um dia, diz Lammer. Caso fosse um planeta semelhante a Netuno, o COROT-7b teria perdido sua atmosfera em um período de cerca de 500 milhões de anos, aponta o pesquisador.
Os cientistas especulam há muito sobre a perda extrema de massa em gigantes gasosos, disse Jean Schneider, astrofísico do Observatório de Paris, na França, que não participou do estudo. O novo estudo é o primeiro a modelar esse fenômeno de maneira detalhada, ele afirma. Uma maneira de testar a teoria de Lammer, segundo Schneider, seria medir em que velocidade ocorre a perda de gás em gigantes gasosos de órbita próxima aos seus sóis já conhecidos, e comparar esse ritmo de perda ao previsto pelo novo modelo.
sábado, 2 de maio de 2009
Novo planeta poderia abrigar vida, afirma astrônomo
(The New York Times / AP / Terra) Talvez um visitante não viesse a se sentir exatamente em casa. Mas o planeta conhecido como Gliese 581d tem muito mais em comum com a Terra do que os astrônomos imaginavam inicialmente. Novas medições sobre a órbita do planeta o colocam firmemente em uma região na qual as condições seriam propícias à presença de água em forma líquida e, assim, de vida tal qual a conhecemos, afirmou o astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra, Suíça, em anúncio recente.
"O planeta está na zona habitável (que sustenta vida), e pode ser que exista um oceano em sua superfície", disse Mayor durante a Semana Européia de Astronomia e Ciência Espacial, uma conferência realizada na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Descoberto em 2007, o Gliese 581d teve sua posição inicialmente calculada como distante demais de sua estrela - o que o tornaria frio demais - para sustentar um oceano.
Mas Mayor e seus colegas agora acreditam ter descoberto um quarto planeta orbitando o Sol do sistema solar Gliese 581 - e se trata do mais leve dos exoplanetas até agora identificados. O astro, conhecido como Gliese 581e, tem massa duas vezes maior que a da Terra e é o mais próximo do Sol, completando uma órbita em 3,15 dias.
"Isso reduz o fator de massa (do exoplaneta mais leve conhecido) a menos da metade. O exoplaneta mais leve entre os anteriormente identificados tinha massa cinco vezes superior à da Terra", afirmou Andrew Collier Cameron, astrônomo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, que não participou da descoberta.
Vizinho próximoO Gliese 581 é um sol anão vermelho que integra a constelação da Libra, e fica a cerca de 20,5 anos-luz da Terra. "Em termos astronômicos, é um dos nossos vizinhos mais próximos, o 87° na ordem de distância com relação ao Sistema Solar", afirmou Carole Haswell, astrônoma da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido.
Porque os planetas que orbitam Gliese 581 estão distantes demais para permitir observação direta, Mayor e seus colegas avistaram o Gliese 581d originalmente ao identificar pequenas oscilações no movimento da estrela do sistema, utilizando o telescópio do Observatório Meridional Europeu (ESO), em La Silla, Chile. Com massa equivalente a sete vezes a da Terra, o Gliese 581d não deve ser feito exclusivamente de rochas, acredita a equipe de pesquisadores que o identificou.
"A essa altura só podemos especular, mas é possível que o planeta tenha um núcleo rochoso encapsulado em uma camada de gelo, com um oceano em forma líquida na superfície e uma atmosfera", afirmou Mayor. Enquanto isso, o muito menor e mais leve Gliese 581e "provavelmente não parece muito diferente da Terra, se excetuarmos a temperatura provavelmente muito alta, já que ele se localiza bem perto do sol do sistema", disse Andrew Norton, outro astrônomo da Universidade Aberta.
"É muito animador que um candidato tão promissor entre os planetas assemelhados à Terra tenha sido descoberto a distância tão curta de nós; isso significa que a probabilidade de que muitos mais planetas semelhantes existam será maior quando estendermos o alcance de nossas buscas". E quanto mais planetas semelhantes à Terra existirem, maior a chance de descobrir que um deles abriga vida.
"Creio que seja apenas questão de tempo", disse Norton. "Se de fato existir vida em qualquer outro lugar do universo, então dentro de 10 a 15 anos espero que seja possível perceber seus primeiros sinais, por meio de sinais espectroscópicos dos exoplanetas".
"O planeta está na zona habitável (que sustenta vida), e pode ser que exista um oceano em sua superfície", disse Mayor durante a Semana Européia de Astronomia e Ciência Espacial, uma conferência realizada na Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Descoberto em 2007, o Gliese 581d teve sua posição inicialmente calculada como distante demais de sua estrela - o que o tornaria frio demais - para sustentar um oceano.
Mas Mayor e seus colegas agora acreditam ter descoberto um quarto planeta orbitando o Sol do sistema solar Gliese 581 - e se trata do mais leve dos exoplanetas até agora identificados. O astro, conhecido como Gliese 581e, tem massa duas vezes maior que a da Terra e é o mais próximo do Sol, completando uma órbita em 3,15 dias.
"Isso reduz o fator de massa (do exoplaneta mais leve conhecido) a menos da metade. O exoplaneta mais leve entre os anteriormente identificados tinha massa cinco vezes superior à da Terra", afirmou Andrew Collier Cameron, astrônomo da Universidade de St. Andrews, no Reino Unido, que não participou da descoberta.
Vizinho próximoO Gliese 581 é um sol anão vermelho que integra a constelação da Libra, e fica a cerca de 20,5 anos-luz da Terra. "Em termos astronômicos, é um dos nossos vizinhos mais próximos, o 87° na ordem de distância com relação ao Sistema Solar", afirmou Carole Haswell, astrônoma da Universidade Aberta de Milton Keynes, no Reino Unido.
Porque os planetas que orbitam Gliese 581 estão distantes demais para permitir observação direta, Mayor e seus colegas avistaram o Gliese 581d originalmente ao identificar pequenas oscilações no movimento da estrela do sistema, utilizando o telescópio do Observatório Meridional Europeu (ESO), em La Silla, Chile. Com massa equivalente a sete vezes a da Terra, o Gliese 581d não deve ser feito exclusivamente de rochas, acredita a equipe de pesquisadores que o identificou.
"A essa altura só podemos especular, mas é possível que o planeta tenha um núcleo rochoso encapsulado em uma camada de gelo, com um oceano em forma líquida na superfície e uma atmosfera", afirmou Mayor. Enquanto isso, o muito menor e mais leve Gliese 581e "provavelmente não parece muito diferente da Terra, se excetuarmos a temperatura provavelmente muito alta, já que ele se localiza bem perto do sol do sistema", disse Andrew Norton, outro astrônomo da Universidade Aberta.
"É muito animador que um candidato tão promissor entre os planetas assemelhados à Terra tenha sido descoberto a distância tão curta de nós; isso significa que a probabilidade de que muitos mais planetas semelhantes existam será maior quando estendermos o alcance de nossas buscas". E quanto mais planetas semelhantes à Terra existirem, maior a chance de descobrir que um deles abriga vida.
"Creio que seja apenas questão de tempo", disse Norton. "Se de fato existir vida em qualquer outro lugar do universo, então dentro de 10 a 15 anos espero que seja possível perceber seus primeiros sinais, por meio de sinais espectroscópicos dos exoplanetas".
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Astrônomos descobrem planeta do tamanho de Júpiter
(Efe / Terra) Um grupo de astrônomos descobriu um planeta do tamanho de Júpiter e que realiza a órbita ao redor de uma estrela similar ao Sol, segundo a BBC. O planeta batizado de HD80606b se movimenta por uma incomum órbita elíptica ao redor dessa estrela, segundo explicaram os especialistas do University College de Londres.
Quando o astro atinge o ponto mais distante em relação a esta estrela, alcança uma distância semelhante à que separa a Terra do Sol (123 milhões de km).
Já quando o HD80606b chega ao ponto mais próximo, a distância é dez vezes menor os 5 milhões de km que separam Mercúrio do Sol. Os astrônomos disseram que sua temperatura apresenta uma variação entre três e 1.200 graus. Com isso, há uma grande mudança na quantidade de calor, segundo o pesquisador David Kipping.
Quando o astro atinge o ponto mais distante em relação a esta estrela, alcança uma distância semelhante à que separa a Terra do Sol (123 milhões de km).
Já quando o HD80606b chega ao ponto mais próximo, a distância é dez vezes menor os 5 milhões de km que separam Mercúrio do Sol. Os astrônomos disseram que sua temperatura apresenta uma variação entre três e 1.200 graus. Com isso, há uma grande mudança na quantidade de calor, segundo o pesquisador David Kipping.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Planetas 'caem' dentro de sóis e desaparecem, diz estudo
Observações mostram que astros fora do nosso sistema solar podem ser absorvidos por força da gravidade.
(BBC / G1) Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns planetas descobertos fora do nosso sistema solar "caem" dentro de seus próprios sóis e desaparecem.
Segundo o astrônomo Rory Barnes, da Universidade de Washington, trata-se da primeira prova de um fenômeno já previsto por modelos computacionais no ano passado, que mostravam que a força da gravidade é capaz de "puxar" um planeta para dentro de seu sol.
"Quando examinamos as propriedades de planetas extra-solares, podemos ver que esse fenômeno já ocorreu com alguns deles", afirmou Barnes.
Os modelos computacionais apontam a localização dos planetas em um determinado sistema solar, mas a observação direta mostrou que, em alguns desses sistemas, os planetas que deveriam estar mais próximos de seu sol não existem mais.
Segundo os cientistas, a proximidade entre esses astros faz com que um "puxe" o outro com uma força gravitacional cada vez mais intensa, que causa uma deformação na superfície do sol, provocando ondas na sua superfície gasosa.
"As ondas distorcem a forma dessas estrelas, e quanto maior essa distorção, mais rapidamente as ondas 'puxam' o planeta para dentro", explicou Brian Jackson, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, e chefe da equipe de pesquisadores.
Massas gasosas
A maioria dos planetas descobertos fora do nosso sistema solar são gigantes massas gasosas, como Júpiter, mas ainda maiores que este planeta.
Entretanto, no início deste ano, astrônomos detectaram um planeta extra-solar mais parecido com a Terra do que qualquer outro encontrado até o momento.
Batizado de CoRoT-7 B, o astro tem uma órbita a cerca de 2,4 milhões de quilômetros de seu sol - uma distância menor do que Mercúrio está do nosso Sol. Com isso, o planeta estaria em vias de ser 'absorvido'.
"A destruição deste planeta é lenta, mas inevitável", decretou Jackson.
"As órbitas desses planetas mudam em uma ordem de dezenas de milhões de anos. Em um certo momento, o planeta fica tão perto de seu sol que, começa a ser desmantelado por ele", disse o cientista.
"Ou o planeta é destruído antes de atingir a superfície do sol, ou, no processo de destruição, sua órbita acaba entrando em intersecção com a atmosfera desse sol e o calor dele faz o planeta desaparecer."
Os cientistas esperam que o estudo, a ser publicado no Astrophysical Journal, facilite a compreensão de como as estrelas destroem planetas e como esse processo afeta as órbitas planetárias.
(BBC / G1) Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que alguns planetas descobertos fora do nosso sistema solar "caem" dentro de seus próprios sóis e desaparecem.
Segundo o astrônomo Rory Barnes, da Universidade de Washington, trata-se da primeira prova de um fenômeno já previsto por modelos computacionais no ano passado, que mostravam que a força da gravidade é capaz de "puxar" um planeta para dentro de seu sol.
"Quando examinamos as propriedades de planetas extra-solares, podemos ver que esse fenômeno já ocorreu com alguns deles", afirmou Barnes.
Os modelos computacionais apontam a localização dos planetas em um determinado sistema solar, mas a observação direta mostrou que, em alguns desses sistemas, os planetas que deveriam estar mais próximos de seu sol não existem mais.
Segundo os cientistas, a proximidade entre esses astros faz com que um "puxe" o outro com uma força gravitacional cada vez mais intensa, que causa uma deformação na superfície do sol, provocando ondas na sua superfície gasosa.
"As ondas distorcem a forma dessas estrelas, e quanto maior essa distorção, mais rapidamente as ondas 'puxam' o planeta para dentro", explicou Brian Jackson, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona, e chefe da equipe de pesquisadores.
Massas gasosas
A maioria dos planetas descobertos fora do nosso sistema solar são gigantes massas gasosas, como Júpiter, mas ainda maiores que este planeta.
Entretanto, no início deste ano, astrônomos detectaram um planeta extra-solar mais parecido com a Terra do que qualquer outro encontrado até o momento.
Batizado de CoRoT-7 B, o astro tem uma órbita a cerca de 2,4 milhões de quilômetros de seu sol - uma distância menor do que Mercúrio está do nosso Sol. Com isso, o planeta estaria em vias de ser 'absorvido'.
"A destruição deste planeta é lenta, mas inevitável", decretou Jackson.
"As órbitas desses planetas mudam em uma ordem de dezenas de milhões de anos. Em um certo momento, o planeta fica tão perto de seu sol que, começa a ser desmantelado por ele", disse o cientista.
"Ou o planeta é destruído antes de atingir a superfície do sol, ou, no processo de destruição, sua órbita acaba entrando em intersecção com a atmosfera desse sol e o calor dele faz o planeta desaparecer."
Os cientistas esperam que o estudo, a ser publicado no Astrophysical Journal, facilite a compreensão de como as estrelas destroem planetas e como esse processo afeta as órbitas planetárias.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Cientistas anunciam o mais leve planeta extrasolar já descoberto
Ilustração mostra a zona habitável, distância à estrela principal onde o aquecimento da superfície permite que a água se mantenha em estado líquido. (Apolo11) Uma equipe de pesquisadores europeus anunciou na última terça-feira (21 de abril) uma importante descoberta ligada ao estudo dos planetas extrasolares, confirmando a existência de um novo objeto orbitando ao redor da estrela Gliese 581. O novo planeta recebeu a denominação "Gliese 581 e" e é um pouco menor que o dobro da Terra.
Além da descoberta do novo astro, os cientistas também recalcularam a posição de outro objeto do sistema - Gliese 581 d - descoberto em 2007. Os números mostram que o planeta situa-se dentro da "zona habitável", o que permite que a temperatura da superfície mantenha a água em estado líquido.
As descobertas foram feitas por uma equipe internacional de pesquisadores franceses, suíços e portugueses, liderados pelo astrofísico Michael Mayor, do Observatório de Genebra, na Suíça, que utilizaram os dados do Observatório Europeu do Hemisfério Sul, ESO, localizado em La Silla, no Chile.
Gliese 581 e
O novo planeta Gliese 581 e orbita uma estrela do tipo anã vermelha distante 20.5 anos-luz da Terra, na constelação de Libra. Segundo Xavier Bonfils, colega de Mayor e co-autor do trabalho, Gliese 581 e tem 1.9 vezes o tamanho da Terra e é o mais leve dos exoplanetas já descobertos. De acordo com o cientista tudo leva a crer que seja do tipo rochoso, mas seu período de translação de apenas 3.15 dias mostra que sua distância até a estrela é muito pequena, excluindo o planeta da zona habitável.
"O objetivo máximo das pesquisas atuais com os planetas extrasolares é a detecção de um objeto rochoso, semelhante à Terra, dentro da zona habitável", disse Mayor. "Estamos a caminho. É maravilhoso saber que o primeiro objeto descoberto fora do Sistema Solar, ao redor de da estrela 51 Pégaso, aconteceu há apenas 14 anos. A massa de Gliese 581 e é 80 vezes menor, o que mostra que estamos conseguindo ver objetos cada vez menores. É um avanço e tanto", explicou o pesquisador.
Gliese 581 d
Além de Gliese 581 e, orbitam a estrela o objeto "Gliese 581 b", um gigante gasoso similar a Netuno, dezesseis vezes maior que a Terra, o objeto "Gliese 581 c", cinco vezes maior que nosso planeta, e o objeto "Gliese 581 d", com sete diâmetros terrestres. Gliese 581 d é o planeta mais distante da estrela e completa uma órbita em 66.8 dias.
Os cientistas acreditam que pelo fato de Gliese 581 d ser muito denso, não pode ser constituído apenas de rocha. No entender de Stephane Udry, também co-autor do trabalho, provavelmente Gliese 581 d seja um planeta muito frio, que migrou para perto da estrela. "Novas observações mostram que este planeta está na zona habitável e pode até mesmo estar imerso em um grande e profundo oceano. É nosso primeiro candidato a um "mundo de água", completou Udry
terça-feira, 21 de abril de 2009
Planeta descoberto é o "mais similar à Terra", diz astrônomo
(Efe / Terra) O menor planeta conhecido até o momento, batizado como Gliese 581e e cuja descoberta foi anunciada hoje, é o "mais similar à Terra até hoje", afirmou Gaspare lo Curto, astrônomo do Observatório Europeu Austral (ESO, em inglês) no Chile.
O novo planeta orbita ao redor da diminuta estrela Gliese 581, na constelação de Libra, localizada a 20,5 anos luz da Terra e em cuja órbita já foram descobertos outros três planetas.
A superfície de Gliese 581e é rochosa e não tem atmosfera porque fica muito próxima a sua estrela e as temperaturas são muito elevadas, explicaram hoje em entrevista coletiva os cientistas do ESO em sua sede em Santiago.
"(Hoje) é um dia muito importante. Há 14 anos, quando foi anunciada a descoberta do primeiro planeta extra-solar, alguns ainda duvidavam da existência de planetas fora de nosso sistema", assegurou Lo Curto.
Segundo o cientista, desde a observação desse primeiro planeta extra-solar, mais 340 foram descobertos, e a lista aumenta a cada semana.
Além disso, Lo Curto afirmou que a maioria dos planetas que orbitam ao redor de uma estrela fora do sistema solar são sistemas múltiplos, em que coexistem entre três e quatro planetas.
O descobrimento do menor planeta conhecido até agora foi possível graças ao instrumento de precisão chamado HARPS, localizado no observatório de La Silla, situado no norte do Chile.
"Nos próximos 15 anos, vamos observar atmosferas de outros planetas e, portanto, poderemos encontrar evidências de vida", sustentou Massimo Tarengui, representante da ESO no Chile.
No entanto, o astrônomo pediu tempo e paciência, porque "o trabalho astronômico é muito lento e necessita muitos anos para dar resultados", como foi o caso da descoberta de Gliese 581e, confirmada após quatro anos de observação ininterrupta.
O novo planeta orbita ao redor da diminuta estrela Gliese 581, na constelação de Libra, localizada a 20,5 anos luz da Terra e em cuja órbita já foram descobertos outros três planetas.
A superfície de Gliese 581e é rochosa e não tem atmosfera porque fica muito próxima a sua estrela e as temperaturas são muito elevadas, explicaram hoje em entrevista coletiva os cientistas do ESO em sua sede em Santiago.
"(Hoje) é um dia muito importante. Há 14 anos, quando foi anunciada a descoberta do primeiro planeta extra-solar, alguns ainda duvidavam da existência de planetas fora de nosso sistema", assegurou Lo Curto.
Segundo o cientista, desde a observação desse primeiro planeta extra-solar, mais 340 foram descobertos, e a lista aumenta a cada semana.
Além disso, Lo Curto afirmou que a maioria dos planetas que orbitam ao redor de uma estrela fora do sistema solar são sistemas múltiplos, em que coexistem entre três e quatro planetas.
O descobrimento do menor planeta conhecido até agora foi possível graças ao instrumento de precisão chamado HARPS, localizado no observatório de La Silla, situado no norte do Chile.
"Nos próximos 15 anos, vamos observar atmosferas de outros planetas e, portanto, poderemos encontrar evidências de vida", sustentou Massimo Tarengui, representante da ESO no Chile.
No entanto, o astrônomo pediu tempo e paciência, porque "o trabalho astronômico é muito lento e necessita muitos anos para dar resultados", como foi o caso da descoberta de Gliese 581e, confirmada após quatro anos de observação ininterrupta.
Descoberto planeta com tamanho próximo ao da Terra
Mesmo sistema pode conter planeta gigante coberto por oceano, diz um dos autores da descoberta
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Ilustração do sistema de Gliese 581, com o novo planeta em primeiro plano
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Ilustração do sistema de Gliese 581, com o novo planeta em primeiro plano
(Estadão) O astrônomo Michael Mayor anunciou nesta terça-feira, 21, a descoberta do mais leve planeta já encontrado fora do Sistema Solar. O planeta foi catalogado como o astro "e" do sistema Gliese 581 e tem pouco menos de o dobro da massa da Terra. A mesma equipe refinou op cálculo da órbita do planeta Gliese 581 d, descoberto em 2007, determinando que ela fica dentro da chamada zona habitável do sistema, onde pode existir água no estado líquido.
As descobertas foram feitas com o uso do telescópio do Observatório Europeu baseado em La Silla, no Chile.
"O santo Graal da pesquisa atual de planetas fora do Sistema Solar é a detecção de um planeta rochoso, semelhante à Terra, na zona habitável", disse Mayor, em nota sobre a descoberta.
O planeta Gliese 581 e gira em torno de sua estrela - localizada a 20,5 anos-luz, na constelação de Libra - em 3,15 dias. "Com apenas 1,9 massa terrestre. é o menos massivo dos exoplanetas já detectados e é, muito provavelmente, rochoso", disse um dos coautores da descoberta, Xavier Bonfils. O mundo recém-descoberto fica muito perto da estrela, e por isso está fora da zona habitável.
Observações anteriores já haviam revelado que a estrela Gliese 581 possui três outros planetas. Os demais mundos são Gliese 581 b, com 16 massas terrestres; Gliese 581 c (cinco massas terrestres); e Gliese 581 d (sete massas terrestres).
O planeta mais distante da estrela, Gliese 581 d, completa uma órbita em 66,8 dias. "Gliese 581 d é provavelmente pesado demais para ser feito só de rocha, mas podemos especular que este é um planeta gelado que migrou para Amis perto da estrela", disse outro membro da equipe que estuda o sistema, Stephane Udry. Novas observações revelaram que este planeta está, inegavelmente, na zona habitável. O 'd' pode até mesmo estar coberto por um grande oceano profundo. É o primeiro sério candidato a um 'mundo de água'", disse.
"O santo Graal da pesquisa atual de planetas fora do Sistema Solar é a detecção de um planeta rochoso, semelhante à Terra, na zona habitável", disse Mayor, em nota sobre a descoberta.
O planeta Gliese 581 e gira em torno de sua estrela - localizada a 20,5 anos-luz, na constelação de Libra - em 3,15 dias. "Com apenas 1,9 massa terrestre. é o menos massivo dos exoplanetas já detectados e é, muito provavelmente, rochoso", disse um dos coautores da descoberta, Xavier Bonfils. O mundo recém-descoberto fica muito perto da estrela, e por isso está fora da zona habitável.
Observações anteriores já haviam revelado que a estrela Gliese 581 possui três outros planetas. Os demais mundos são Gliese 581 b, com 16 massas terrestres; Gliese 581 c (cinco massas terrestres); e Gliese 581 d (sete massas terrestres).
O planeta mais distante da estrela, Gliese 581 d, completa uma órbita em 66,8 dias. "Gliese 581 d é provavelmente pesado demais para ser feito só de rocha, mas podemos especular que este é um planeta gelado que migrou para Amis perto da estrela", disse outro membro da equipe que estuda o sistema, Stephane Udry. Novas observações revelaram que este planeta está, inegavelmente, na zona habitável. O 'd' pode até mesmo estar coberto por um grande oceano profundo. É o primeiro sério candidato a um 'mundo de água'", disse.
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