sábado, 9 de janeiro de 2010

Ainda não conhecemos nosso lugar no Universo

O estudo é sério e foi muito bem feito. Mas as conclusões devem ser vistas com cautela. Com a mesma cautela dos inúmeros outros que tentaram, por meio de cálculos sem embasamento adequado, impedir ou denegrir os estudos que buscam vida fora da Terra. [Imagem: NASA]
Outras Terras
(Inovação Tecnológica) Graças às novas tecnologias desenvolvidas ao longo dos últimos 20 anos, a capacidade de encontrar exoplanetas - planetas que circundam outras estrelas que não o Sol - fez com que esse campo de pesquisas saltasse das conjecturas para a contagem direta de corpos celestes antes considerados meras especulações.

Mas estas tecnologias são novas e precisam de refinamentos. Isto tem feito com que, até agora, só tenham sido encontrados planetas gigantescos e quentes, orbitando suas estrelas a ponto de quase tocá-las.

O Telescópio Espacial Kepler é a mais poderosa dessas novas ferramentas e já apresentou suas primeiras descobertas. Mas ele deverá ser o primeiro a encontrar "outras Terras," exoplanetas circundando suas estrelas em órbitas que permitam condições de vida semelhantes às da Terra.

De 1% a 45%
Até lá, o campo continuará dependente de cálculos. Outros pesquisadores já fizeram suas contas e concluíram que nosso Sistema Solar é muito especial - suas simulações levaram-nos a crer que 1% dos sistemas planetários da Via Láctea seriam semelhantes ao nosso.

Agora, uma nova pesquisa elevou esse número para impressionantes 15%. O mesmo pesquisador já havia feito um cálculo que resultara em 45%.

Segundo a análise, apresentada durante a reunião da Sociedade Astronômica dos Estados Unidos, em Washington, 15% de todas as estrelas em nossa galáxia compõem sistemas solares como o nosso, que conta com diversos planetas gigantes gasosos em sua parte mais externa.

Teorias frágeis
Mas o novo estudo parece demonstrar mais a fragilidade dos cálculos e projeções do que fornecer qualquer novo alento às buscas por outras formas de vida - a conclusão foi tirada do estudo de um único sistema extrassolar.

"Apesar dessa determinação inicial de 15% ser baseada em apenas um único sistema como o Sistema Solar, e de o número final poder mudar consideravelmente, nosso estudo indica que podemos começar a fazer tais medidas com os instrumentos de que dispomos hoje", disse Scott Gaudi, da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos.

Preconceitos
Ainda hoje é fácil encontrar cientistas que se opõem à busca por civilizações fora da Terra - o Programa Seti somente sobreviveu graças a doações de particulares.

No meio científico, contudo, nenhum preconceito sobrevive às evidências - e a enxurrada de exoplanetas encontrados está alavancando novas pesquisas.

E as evidências parecem dar mais sustentação às novas pesquisas do que cálculos estatisticamente questionáveis - os 15% de agora não parecem ser muito mais seguros do que o 1% de antes, fazendo parecer ridícula a afirmação do pesquisador de que "Agora conhecemos nosso lugar no Universo."

De fato, não conhecemos nosso lugar no Universo e, menos ainda, quantos lugares como o nosso existem espalhados não apenas por nossa galáxia, mas, no mínimo, pelo grupo de galáxias do qual fazemos parte.

Microlente gravitacional
Se as conclusões parecem exageradamente pretensiosas, o mérito da pesquisa é grande. Os resultados do estudo derivam de uma colaboração internacional chamada Microlensing Follow-Up Network (MicroFUN), que tem como objetivo vasculhar o céu em busca de exoplanetas.

Os pesquisadores usam um efeito conhecido como microlente gravitacional, que ocorre quando uma estrela passa na frente da outra, conforme vistas da Terra. A estrela mais próxima amplifica a luz da mais distante, como se fosse uma lente.

Se a estrela mais próxima tiver planetas em órbita, eles aumentam ligeiramente o efeito de ampliação quando passam pelo campo de observação dos instrumentos terrestres.

Esse método é especialmente adequado para detectar planetas gigantes nos extremos de sistemas estelares - planetas parecidos com Júpiter. Talvez uma explicação - a deficiência da tecnologia - para que apenas um sistema solar parecido com o nosso tenha sido detectado até agora. O que lança ainda mais dúvidas sobre a segurança dos cálculos agora apresentados.

Refinamento
A pesquisa é resultado de uma década de estudos. Há dez anos, o astrônomo escreveu sua tese de doutorado a respeito de um método para calcular a probabilidade da existência de planetas extrassolares. Na época, ele concluiu que menos de 45% das estrelas poderiam conter configurações semelhantes à do Sistema Solar.

Em dezembro de 2009, Gaudi estava analisando o espectro de propriedades dos planetas extrassolares encontrados até então, junto com Andrew Gould, professor de Astronomia da Universidade do Estado de Ohio, quando descobriram inesperadamente um padrão.

"Basicamente, verificamos que a resposta já estava na tese de Scott. Ao inserir os últimos quatro anos de dados do MicroFUN nos cálculos feitos há dez anos, conseguimos estimar as frequências dos sistemas planetários", disse Gould.

O estudo é sério e foi muito bem feito. Mas as conclusões devem ser vistas com cautela. Com a mesma cautela dos inúmeros outros que tentaram, por meio de cálculos sem embasamento adequado, impedir ou denegrir os estudos que buscam vida fora da Terra.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Cientistas descobrem 2º menor planeta já registrado fora do Sistema Solar

(France Presse / Folha) Astrônomos norte-americanos detectaram o segundo menor exoplaneta --fora do Sistema Solar-- conhecido até o momento, com uma massa de apenas quatro vezes a da Terra.

"Esta é uma descoberta notável porque mostra que encontramos planetas fora de nosso sistema solar cada vez menores", disse o astrônomo Andrew Howard, da Universidade da Califórnia em Berkeley, ao revelar o novo exoplaneta no último dia da 215ª conferência da American Astronomical Society, na quinta-feira (7).

Este planeta longíquo, batizado de HD156668b, fica em um sistema estelar a 80 anos-luz da Terra, na constelação de Hércules. Gravita ao redor de seu astro em quatro dias.

Outros exoplanetas
O menor exoplaneta encontrado até agora é Gliese 581e, que tem quase duas vezes a massa terrestre. Foi detectado em abril de 2009 por um astrônomo suíço e fica a 20,5 anos-luz da Terra. Mas fica em órbita muito perto de seu astro, ou seja, fora da zona habitável, com temperatura elevada.

Já o Corot-7b é o exoplaneta mais parecido com a Terra já encontrado, especialmente por ter constituição rochosa. Mas tem massa maior que os outros, de cerca de cinco vezes a da Terra, o que é ainda bem pouco, em contexto mais amplo.

Localizado na órbita de uma estrela a 490 anos-luz da Terra, deve ter sido um gigante com proporções similares a Júpiter, mas perdeu matéria ao longo do tempo até ficar apenas 70% maior do que a Terra, de acordo com estudo divulgado nesta quinta-feira (7).

No início da semana, a equipe científica do novo telescópio espacial americano Kepler, lançado em março de 2009 em busca de planetas similares à Terra fora do Sistema Solar, anunciou na conferência a descoberta de cinco novos exoplanetas, todos de grandes dimensões e muito quentes, com temperaturas de 1.200 ºC a 1.648 ºC.

Mas a comunidade astronômica manifestou confiança de que, com o novo telescópio, e com o satélite Corot lançado previamente pelos europeus, exoplanetas do tamanho da Terra sejam descobertos.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Planeta parecido com Terra era gigante como Júpiter e emagreceu, diz astrofísico

(Folha) O objeto mais parecido com a Terra já encontrado fora do Sistema Solar ganhou sua forma de um jeito inusitado, sugere um novo estudo.

Segundo o trabalho, o planeta Corot-7b, localizado na órbita de uma estrela a 490 anos-luz da Terra, deve ter sido um gigante com proporções similares a Júpiter, mas perdeu matéria ao longo do tempo até ficar apenas 70% maior do que a Terra.

Segundo Brian Jackson, astrofísico do Centro Goddard, da Nasa, que liderou o estudo, o "emagrecimento" do Corot-7b se deveu a ele estar perto demais de sua estrela-mãe --meros 2,5 milhões de quilômetros, apenas um sexagésimo (1/60) da distância entre a Terra e o Sol.

Aquecido a temperaturas de até 2.000 ºC, sua superfície teria pouca capacidade de reter uma atmosfera muito espessa.

Apresentando o estudo nesta quarta-feira (6) em Washington, no encontro anual da Sociedade Astronômica Americana, Jackson exibiu estimativas de quanta matéria o planeta vem perdendo, e reverteu a conta para trás, tentando inferir como Corot-7b seria num passado distante.

Hoje, esse planeta é de constituição rochosa e tem massa de apenas cerca de 5 vezes a da Terra. Antes de começar a perder muito material, porém, ele poderia ter tamanho até similar a Júpiter, que tem 317 vezes a massa da Terra e é um gigante gasoso com um núcleo de rocha. No passado o planeta pode ter sido mais frio, porque tinha órbita um pouco mais distante.

"Corot-7b pode ser o primeiro de uma nova classe de planetas: núcleos remanescentes de evaporação", disse Jackson, em comunicado à imprensa.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Astrônomos: apenas 15% dos sistemas solares são como da Terra

(Efe / Terra) Apenas 15% dos sistemas solares existentes no universo são similares ao que vivemos, segundo as conclusões de um grupo de astrônomos após dez anos de pesquisas. Para o astrônomo Andrew Gould, professor da Universidade de Ohio (Estados Unidos), o dado é "positivo", porque "com bilhões de estrelas, reduzir as possibilidades para 10% significa que pode haver algumas centenas de milhões de sistemas similares".

"Agora sabemos qual é nosso lugar no universo", disse o astrônomo Scott Gaudi, da mesma universidade, para quem "os sistemas solares como o nosso não são raros, mas também não são maioria". Gaudi apresentará os resultados do estudo hoje em Washington durante uma reunião da Sociedade Astronômica Americana. Com eles, os cientistas devem poder fazer uma estimativa aproximada das possibilidades de vida no resto do universo.

A pesquisa é fruto de uma cooperação em nível mundial através do programa Microlensing Follow-Up Network (MicroFUN), sediada na Universidade de Ohio, que mapeia o céu na busca de planetas que se encontram fora do sistema solar. Os astrônomos do MicroFUN utilizam o efeito de microlente gravitacional, que ocorre quando uma estrela passa diante de outra, vista desde a Terra. A estrela mais próxima amplifica a luz da mais distante, como se fosse uma lente.

Esse efeito é mais intenso se houver planetas em órbita em torno da estrela que age como lente. As conclusões alcançadas pelos astrônomos se reduzem a uma análise estatística, diz Gould. Nos últimos quatro anos, o programa MicroFUN descobriu apenas um sistema solar parecido com o nosso, com dois planetas gigantes de gás similares a Júpiter e Saturno.

"Só achamos este sistema, e deveríamos ter encontrado seis até agora se cada estrela tivesse um sistema solar como o da Terra", disse Gaudi, ao explicar que este reduzido número de descobertas só faz sentido com a existência de um pequeno número de sistemas - ao redor de 15% - como o nosso.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Telescópio descobre cinco planetas fora do Sistema Solar

Novos exoplanetas - na foto, com os tamanhos comparados aos da Terra (1ª, da dir. para esq.) e Júpiter (3º, da dir. para esq.) - seriam quentes para acolher uma forma de vida como concebemos na Terra

(AFP / Terra) O telescópio americano Kepler, da Nasa, agência espacial americana, descobriu cinco exoplanetas - planetas que se localizam fora do Sistema Solar - todos muito quentes para acolher uma forma de vida como concebemos na Terra, anunciaram nesta segunda-feira responsáveis da missão. A sonda foi lançada em março de 2009 com o objetivo de descobrir exoplanetas.

"Estas observações permitem compreender melhor como se formam e evoluem os sistemas planetários a partir dos discos de gás e poeira cósmica para o nascimento das estrelas e de seus planetas", disse William Borucki, do centro de pesquisa Ames, da Nasa, responsável pela equipe científica do Kepler.

"Estas descobertas mostram ainda que os instrumentos funcionam bem e que o Kepler poderá cumprir com seus objetivos", destacou Borucki, por ocasião do 215º congresso da Sociedade de Astronomia americana (AAS), em Washington.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Brasil participa de buscas por planetas fora do Sistema Solar

(Agência USP / JB / Terra) A Agência Espacial Francesa (Cnes) anunciou esta semana, durante a comemoração dos três primeiros anos em órbita do satélite franco-europeu-brasileiro CoRoT (Convection, Rotation and planetary Transits), a decisão de prosseguir com a missão por mais três anos. O projeto do satélite CoRoT é uma parceria internacional de laboratórios franceses e de mais seis países europeus, além do Brasil.

O principal objetivo do projeto é buscar exoplanetas (planetas que não fazem partem do Sistema Solar). A busca é principalmente por planetas pequenos rochosos, parecidos com a Terra, locais onde as superfícies sólidas ou líquidas poderiam oferecer condições para o surgimento de vida.

"É importante ressaltar que planetas maiores, como Júpiter e Saturno, no caso do Sistema Solar, têm sua camada mais externa composta por gases", explica o professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, Eduardo Janot, presidente do comitê CoRoT-Brasil.

Alcântara
Outra função do CoRoT é o estudo de oscilações estelares através das variações de emissão de luz das estrelas, os estelemotos, algo como terremotos que ocorrem nas estrelas. Esses fenômenos permitem analisar a propagação dessas vibrações até o interior das estrelas, o que ajuda a entender o comportamento destes corpos celestes e até mesmo fazer algumas analogias com o comportamento do Sol.

Além da Agência Espacial Francesa, participam laboratórios científicos da Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Holanda e Itália, na Europa. No Brasil, os principais centros de pesquisas astronômicas nacionais participam do projeto.

Para França, foram enviados cinco pesquisadores brasileiros que auxiliaram no desenvolvimento de um software de tratamento dos dados enviados pelo satélite. Outra participação brasileira é com o Centro Espacial de Lançamentos de Alcântara, no Maranhão, que abriga umas das três bases terrestres para as quais o satélite envia os dados coletados. "Com a entrada da Base de Alcântara no projeto, houve um aumento de 80 para 120 mil estrelas observadas", aponta Janot.

Lançado em dezembro de 2006, a missão do satélite deveria durar três anos, mas os resultados foram tão positivos que os coordenadores do projeto dos diversos países participantes decidiram dar continuidade aos trabalhos do CoRoT.

Dentre as principais descobertas do satélite nos último três anos estão uma dezena de exoplanetas, além centenas de outros astros que necessitam de observações do solo para que possam ser enquadrados como exoplanetas. O principal destaque nesta área vai para o CoRoT 7-b, o primeiro planeta rochoso descoberto fora do Sistema Solar com massa e densidade próximas a da Terra.

Dentro da sismologia estelar - aquela que analisa, entre outros fenômenos, os estelemotos -, o satélite descobriu novos tipos de variações de luz, muitas delas até então desconhecidas pela astronomia. "A descoberta dessas novas variações abre espaço para novas perspectivas no conhecimento estelar e na física das estrelas", diz Janot.

Com a continuação do Projeto CoRoT, algumas pesquisas devem ser aprofundadas. Uma delas é o enfoque nos estudos destes pequenos planetas rochosos, planetas os quais podem abrigar alguma forma de vida. Outro enfoque da pesquisa com exoplanetas será a busca pelas chamadas "Super Terras quentes", planetas com uma massa um pouco maior do que a Terra e mais próximos de suas estrelas.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra


(AFP / Terra) Um grupo de astrônomos descobriu um novo planeta muito parecido com a Terra, maior do que ela, e que poderia ter mais da metade de sua superfície coberta por água, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira na revista especializada Nature.

A "Super-Terra", como está sendo chamado o planeta (cujo nome oficial é GJ 1214b), está a 42 anos-luz de distância em outro sistema solar, e seu raio é 2,7 vezes maior que o da Terra.

Sua descoberta, relatada no estudo do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, representa "um grande passo à frente" na busca por mundos semelhantes à Terra, estimou Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, que escreveu um comentário sobre a "Super-Terra" na Nature. O que ainda falta descobrir é a composição gasosa de seu entorno, destacou.

O GJ 1214b tem uma órbita de 38 horas em torno de uma estrela pequena e fraca, que foi vista pela primeira vez por oito telescópios terrestres comuns - não muito maiores daqueles usados por observadores amadores, de acordo com o Centro Harvard-Smithsonian.

Sua relativa proximidade torna possível estudá-lo a ponto de determinar sua atmosfera. "Isso faria dele a primeira 'Super-Terra' com atmosfera confirmada - mesmo que esta atmosfera provavelmente não seja boa para a vida como a conhecemos", explicou David Charbonneau, que coordenou a equipe de pesquisa.

A temperatura do novo planeta, no entanto, é muito alta para abrigar formas de vida como as terrestres, explicaram os cientistas do Centro Harvard-Smithsonian em uma nota.

Sua densidade sugere que "é composto por cerca de três quartos de água e gelo, e um quarto é rocha", segundo a pesquisa. "Há também fortes indícios de que o planeta possua uma atmosfera gasosa".

Os cientistas calcularam a temperatura do GJ 1214b entre 120 e 280 graus Celsius - apesar da estrela central de seu sistema solar ter cerca de um quinto do tamanho do Sol.

"Apesar de sua temperatura alta, este parece ser um mundo de água", disse Zachory Berta, estudante que primeiro identificou indicações da presença do planeta.

"É muito menor, mais frio e mais parecido com a Terra do que qualquer outro exoplaneta", indicou Berta em uma nota. Exoplaneta ou planeta extra-solar é qualquer um localizado fora do nosso Sistema Solar.

Berta explicou que parte da água da "Super-Terra" provavelmente está em estado cristalino, que existe em ambientes com pressão atmosférica pelo menos 20 mil vezes superior à encontrada ao nível do mar em nosso planeta.

Entretanto, numa comparação com o CoRoT-7b - outro planeta descoberto pelos cientistas que apresenta semelhanças com a Terra -, o GJ 1214b é bem mais fresco, segundo os astrônomos.

O CoRoT-7b, por outro lado, tem densidade próxima à da Terra (5,5 gramas por centímetro cúbico) e parece ser rochoso, enquanto o novo planeta aparenta ser bem menos denso, com 1,9 grama por centímetro cúbico.

"Para manter a densidade do planeta tão baixa assim é preciso que contenha grandes quantidades de água", afirmou Marcy. "Deve haver uma enorme quantidade de água, pelo menos 50% de sua massa".