(AstroPT) Mais um documentário sobre astrobiologia denominado Estamos Sós no Universo?
O documentário centra-se na procura de planetas extrasolares.
Tem legendagem em português.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Cientistas querem achar versão real da lua de 'Avatar'
Reprodução artística mostra um exoplaneta na constelação de Sagitário. A lua e os anéis são hipotéticos. Cientistas esperam encontrar luas nesses gigantes gasosos, assim como a representada na imagem, que seriam habitáveis Foto: Nasa/Divulgação(Terra) Após um aumento no número de planetas descobertos fora do sistema solar - nas últimas duas décadas foram 450 dos chamados exoplanetas -, os astrônomos esperam agora descobrir suas luas, algumas delas supostamente habitáveis - talvez uma versão real de Pandora (do filme Avatar) ou Endor (Star Wars). As informações são da Scientific American.
Segundo a reportagem, a maioria desses planetas descobertos são mais massivos que Saturno, o que não permitiria que abriguem vida, já que tendem a ser corpos basicamente gasosos. Por outro lado, os planetas gigantes do sistema solar - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - têm várias luas, muitas com características de planetas, como atmosfera, campos magnéticos ou vulcões ativos.
Apesar de os nossos gigantes estarem em regiões mais frias do sistema, os exoplanetas podem ser achados em regiões onde a água pode ser encontrada - se for encontrada - em estado líquido.
Contudo, nenhuma lua foi descoberta nesses planetas ainda, mas, de acordo com a astrofísica Sara Seager, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), "é apenas uma questão de tempo (para que elas sejam encontradas)".
As primeiras luas podem ser observadas ainda neste ano. Em março, um time de cientistas reportou a descoberta do planeta COROT 9 b, que tem o tamanho e a massa de Júpiter - o maior do sistema solar - e orbita a estrela COROT 9 a uma distância parecida com a que Mercúrio orbita o Sol. Em 17 de junho, esse planeta vai passar - da perspectiva da Terra - em frente a sua estrela e um time de cientistas baseado na França tem garantido o direito de apontar o telescópio espacial Spitzer para tentar identificar os anéis e as luas de COROT 9 b neste momento. "Se eles realmente tiverem sorte nisso, pode acontecer neste ano", diz, Seager.
Telescópio gigante
Segundo a reportagem, independentemente dos resultados do grupo francês, o telescópio James Webb - o sucessor do Hubble e que será o maior observador espacial em órbita -, que deve ser lançado em 2014, poderá ser capaz de identificar essas luas. O James Webb seria capaz, inclusive, de determinar os elementos que constituem suas atmosferas.
Apesar dos avanços na área, recentes estudos indicam que Pandora pode realmente estar apenas na ficção. Astrônomos já procuraram por exoplanetas em Alfa Centauro, o sistema que abrigaria o mundo de Avatar, mas não acharam nada. Isso não significa necessariamente que não exista um mundo habitável naquela região, mas significa que seria certamente um planeta menor, como o nosso, e não uma lua.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
À descoberta de exoplanetas

(AstroPT) Decorre até fins de Maio o Projecto Exoplanetas coordenado pelo professor João Vieira da escola D. Maria II.
Apesar de se tratar de um projecto de escola, a detecção da estrela variável a Estrela Variável FX Dra, no dia 19 de Abril de 2010, teve direito a publicação internacional edição nº 37 do B.R.N.O. e também nos prestigiados jornais para profissionais da IBVS – Information Bulletin on Variable Stars e ainda no OEJV – Open European Journal on Variable Stars.
Desta equipa fazem parte 4 alunos que foram responsáveis directos pela esta detecção: o José Pedro Lopes (nº 16 12º D) o Lino Fernandes (nº 17 12º D), a Ana Raquel Machado (nº30 11ºA) e a Ana Catarina Carvalho (nº30 11ºC). Os dados foram enviados pelo professor João Vieira para o B.R.N.O no passado dia 10 de Abril.
A Escola Secundária D. Maria II – Braga e a ORION – Sociedade Científica de Astronomia do Minho estão em estreita colaboração a desenvolver um projecto na área da detecção de Exoplanetas.
O projecto a concurso pela Escola terá a parceria da ORION nos equipamentos do observatório e ainda na formação a alunos e professores.
Este espaço será partilhado pelas duas instituições no desenvolvimento deste projecto que tem como coordenadores os docentes da Escola João Vieira e Maria da Guia Tavares e da parte da ORION Benjamim Ribeiro e Jorge Fonte.
Até ao momento foram detectadas 6 estrelas com planetas extrasolares: WASP-2, HAT-P-3b, WASP-3b, TRES-2b, TRES-3b, XO-3b.
A última detecção foi realizada ontem à noite:
Apesar de se tratar de um projecto de escola, a detecção da estrela variável a Estrela Variável FX Dra, no dia 19 de Abril de 2010, teve direito a publicação internacional edição nº 37 do B.R.N.O. e também nos prestigiados jornais para profissionais da IBVS – Information Bulletin on Variable Stars e ainda no OEJV – Open European Journal on Variable Stars.
Desta equipa fazem parte 4 alunos que foram responsáveis directos pela esta detecção: o José Pedro Lopes (nº 16 12º D) o Lino Fernandes (nº 17 12º D), a Ana Raquel Machado (nº30 11ºA) e a Ana Catarina Carvalho (nº30 11ºC). Os dados foram enviados pelo professor João Vieira para o B.R.N.O no passado dia 10 de Abril.
A Escola Secundária D. Maria II – Braga e a ORION – Sociedade Científica de Astronomia do Minho estão em estreita colaboração a desenvolver um projecto na área da detecção de Exoplanetas.
O projecto a concurso pela Escola terá a parceria da ORION nos equipamentos do observatório e ainda na formação a alunos e professores.
Este espaço será partilhado pelas duas instituições no desenvolvimento deste projecto que tem como coordenadores os docentes da Escola João Vieira e Maria da Guia Tavares e da parte da ORION Benjamim Ribeiro e Jorge Fonte.
Até ao momento foram detectadas 6 estrelas com planetas extrasolares: WASP-2, HAT-P-3b, WASP-3b, TRES-2b, TRES-3b, XO-3b.
A última detecção foi realizada ontem à noite:
sábado, 1 de maio de 2010
Novo Olhar Sobre Upsilon Andromedae
(AstroPT) O próximo encontro da American Astronomical Society, que terá lugar de 23 a 27 de Maio em Miami, promete trazer novidades interessantes no que diz respeito a exoplanetas. Veja-se por exemplo este resumo disponível online de um dos trabalhos que serão apresentados.
Neste caso, astrónomos da Universidade do Texas, da Universidade de Washington, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, do Space Telescope Science Institute e da Carnegie Institution (ufa!!), utilizaram vários telescópios para estudar mais de perto o sistema planetário múltiplo em torno da estrela upsilon da constelação Andrómeda, situado a cerca de 44 anos-luz. São conhecidos 3 planetas neste sistema com massas mínimas de, sensivelmente, 1, 2 e 4 vezes a de Júpiter (MJup).
Para tentar determinar as massas reais dos planetas a equipa obteve velocidades radiais para o sistema com o telescópio Hobby-Eberly do observatório de McDonald no Texas e combinou-as com dados existentes obtidos com vários outros telescópios e por outras equipas. Para além da velocidade radial a equipa realizou também medições astrométricas com os Fine Guidance Sensors do telescópio Hubble. Estes dispositivos são utilizados na aquisição de alvos e guiagem do telescópio e a sua precisão é tão elevada que podem ser utilizados para medir deslocamentos mínimos no movimento das estrelas, no plano perpendicular à nossa linha de visão, provocados pela acção gravitacional de planetas.
Combinando os dados os astrónomos conseguiram determinar com precisão os parâmetros orbitais, e em particular as inclinações reais das órbitas, dos dois planetas mais exteriores do sistema: upsilon Andromedae c e upsilon Andromedae d. O planeta “b” é um Júpiter Quente com um período muito curto e não induz deslocamentos astrométricos apreciáveis na estrela. Com esta informação, e assumindo uma massa de 1.31 vezes a massa do Sol para a estrela hospedeira, uma anã de tipo F8V, foi possível determinar a massa real dos planetas “c” e “d” em, respectivamente, 13.98 (+/-) 2.3 MJup e 10.25 (+/-) 0.7 MJup. De notar que as órbitas dos planetas não estão no mesmo plano. É a primeira vez que este tipo de medição foi realizada para um sistema planetário alienígena. Os autores notam também que as medições da velocidade radial indiciam a presença de um quarto planeta no sistema a maior distância de upsilon Andromedae. Finalmente, a equipa obteve o paralaxe para uma anã vermelha de tipo espectral M4.5V designada upsilon Andromedae B e que há muito se suspeitava formar um sistema binário com a estrela hospedeira do sistema planetário. O paralaxe confirmou definitivamente essa associação.
Neste caso, astrónomos da Universidade do Texas, da Universidade de Washington, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais do Brasil, do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, do Space Telescope Science Institute e da Carnegie Institution (ufa!!), utilizaram vários telescópios para estudar mais de perto o sistema planetário múltiplo em torno da estrela upsilon da constelação Andrómeda, situado a cerca de 44 anos-luz. São conhecidos 3 planetas neste sistema com massas mínimas de, sensivelmente, 1, 2 e 4 vezes a de Júpiter (MJup).
Para tentar determinar as massas reais dos planetas a equipa obteve velocidades radiais para o sistema com o telescópio Hobby-Eberly do observatório de McDonald no Texas e combinou-as com dados existentes obtidos com vários outros telescópios e por outras equipas. Para além da velocidade radial a equipa realizou também medições astrométricas com os Fine Guidance Sensors do telescópio Hubble. Estes dispositivos são utilizados na aquisição de alvos e guiagem do telescópio e a sua precisão é tão elevada que podem ser utilizados para medir deslocamentos mínimos no movimento das estrelas, no plano perpendicular à nossa linha de visão, provocados pela acção gravitacional de planetas.
Combinando os dados os astrónomos conseguiram determinar com precisão os parâmetros orbitais, e em particular as inclinações reais das órbitas, dos dois planetas mais exteriores do sistema: upsilon Andromedae c e upsilon Andromedae d. O planeta “b” é um Júpiter Quente com um período muito curto e não induz deslocamentos astrométricos apreciáveis na estrela. Com esta informação, e assumindo uma massa de 1.31 vezes a massa do Sol para a estrela hospedeira, uma anã de tipo F8V, foi possível determinar a massa real dos planetas “c” e “d” em, respectivamente, 13.98 (+/-) 2.3 MJup e 10.25 (+/-) 0.7 MJup. De notar que as órbitas dos planetas não estão no mesmo plano. É a primeira vez que este tipo de medição foi realizada para um sistema planetário alienígena. Os autores notam também que as medições da velocidade radial indiciam a presença de um quarto planeta no sistema a maior distância de upsilon Andromedae. Finalmente, a equipa obteve o paralaxe para uma anã vermelha de tipo espectral M4.5V designada upsilon Andromedae B e que há muito se suspeitava formar um sistema binário com a estrela hospedeira do sistema planetário. O paralaxe confirmou definitivamente essa associação.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Um Saturno na Zona Habitável de uma Anã Vermelha
(AstroPT) O projecto Lick-Carnegie Exoplanet Survey, em que está envolvido o conhecido Paul Butler, acaba de anunciar a descoberta de um planeta com pelo menos a massa de Saturno em torno de uma estrela anã vermelha próxima. A estrela, de tipo espectral M4V e designada de HIP57050 no catálogo da missão Hipparcos, é duas vezes mais rica que o Sol em “metais” o que, de acordo com a teoria actualmente mais aceite de formação planetária, favorece a criação de planetas gigantes. A órbita tem um período de 41.4 dias e uma excentricidade elevada de 0.31. Uma característica interessante do planeta consiste no facto deste se encontrar dentro da chamada zona habitável da estrela, isto é, a uma distância da estrela que permite a existência de água no estado líquido. Embora a definição de zona habitável não seja consensual entre os cientistas, não deixa de ser interessante pensar nas possibilidades que isto introduz relativamente à existência de vida no planeta ou, mais provavelmente, em eventuais luas em seu redor. Embora o planeta não tenha sido observado em trânsito, e apesar de existir apenas uma probabilidade de 1% de o ser, a sua detecção seria importante pois o eclipse provocaria uma diminuição em 7% do brilho da estrela e permitiria a telescópios como o Hubble o estudo das propriedades da sua atmosfera.
Podem ver o artigo original aqui.
Podem ver o artigo original aqui.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Spitzer Descobre Deficiência de Metano em GJ436b

(AstroPT) O metano (CH4) é um dos gases mais abundantes no Universo. Os planetas gigantes, em particular, têm grandes quantidades deste gás. Neptuno, por exemplo, deve a sua cor água-marinha ao metano na sua atmosfera que absorve preferencialmente luz vermelha. De facto, os modelos teóricos existentes para planetas gigantes prevêem que num planeta com concentrações típicas de hidrogénio, carbono e oxigénio, e a uma temperatura na ordem dos 1000 Kelvin, a maioria do carbono deveria existir sob a forma de metano e uma percentagem relativamente diminuta sob a forma de monóxido de carbono. A àgua (H2O) também deveria ser abundante (na forma gasosa).
GJ436b é um “Neptuno Quente” que orbita uma estrela anã vermelha a cerca de 33 anos-luz. Foi o primeiro exoplaneta desta classe detectado pelo método dos trânsitos em 2005. Devido à sua proximidade à estrela hospedeira, o GJ436b tem uma temperatura no topo da atmosfera de cerca de 800 Kelvin. Nestas condições, e como referimos anteriormente, a maior parte do carbono na sua atmosfera deveria existir sob a forma de metano, tendo o monóxido de carbono uma presença residual. No entanto parece que a natureza não é da mesma opinião…
Um artigo publicado hoje na revista Nature, com os conceituados Sara Seager e Drake Demming como co-autores, descreve observações do eclipse secundário (quando o planeta passa por detrás da estrela) do GJ436b realizadas com o telescópio Spitzer em Maio de 2009. O Spitzer observou o sistema em 6 comprimentos de onda distintos no infravermelho imediatamente antes do eclipse (altura em recebemos radiação da estrela e do lado diurno do planeta) e durante o eclipse (altura em que recebemos apenas radiação da estrela). Comparando as curvas de luz do sistema em torno do eclipse secundário nos 6 comprimentos de onda foi possível obter um espectro de emissão aproximado do planeta e os resultados foram intrigantes.
GJ436b é um “Neptuno Quente” que orbita uma estrela anã vermelha a cerca de 33 anos-luz. Foi o primeiro exoplaneta desta classe detectado pelo método dos trânsitos em 2005. Devido à sua proximidade à estrela hospedeira, o GJ436b tem uma temperatura no topo da atmosfera de cerca de 800 Kelvin. Nestas condições, e como referimos anteriormente, a maior parte do carbono na sua atmosfera deveria existir sob a forma de metano, tendo o monóxido de carbono uma presença residual. No entanto parece que a natureza não é da mesma opinião…
Um artigo publicado hoje na revista Nature, com os conceituados Sara Seager e Drake Demming como co-autores, descreve observações do eclipse secundário (quando o planeta passa por detrás da estrela) do GJ436b realizadas com o telescópio Spitzer em Maio de 2009. O Spitzer observou o sistema em 6 comprimentos de onda distintos no infravermelho imediatamente antes do eclipse (altura em recebemos radiação da estrela e do lado diurno do planeta) e durante o eclipse (altura em que recebemos apenas radiação da estrela). Comparando as curvas de luz do sistema em torno do eclipse secundário nos 6 comprimentos de onda foi possível obter um espectro de emissão aproximado do planeta e os resultados foram intrigantes.

Os autores referem a detecção de àgua, dióxido de carbono e monóxido de carbono mas surpreendentemente não foi detectado metano. De facto, as observações implicam que a concentração de monóxido de carbono relativamente ao metano tem de ser pelo menos 100 mil vezes superior ao que seria de esperar de modelos com atmosferas em equilíbrio químico para planetas gigantes. Os autores sugerem que algum processo nas camadas superiores da atmosfera do planeta perturba este equilíbrio e elimina selectivamente e de forma muito eficiente o metano. Um tal processo poderia ser, por exemplo, a transformação do metano em hidrocarbonetos mais complexos devido à radiação intensa da estrela hospedeira. Estes hidrocarbonetos desceriam sob a forma de chuva na atmosfera provocando a deficiência de metano observada.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Cientistas encontram evidências que planetas tipo Terra são bastante comuns na Via Láctea ao analisar a química de 146 anãs brancas

(Eternos Aprendizes) Estaria Frank Drake certo? Há quase meio século, o astrônomo americano postulava, com baseado em probabilidade estatística pura, que a Via Láctea pode estar cheia de planetas semelhantes à Terra. Agora, novas observações da química de estrelas antigas ‘aposentadas’, objetos semelhantes ao que irá acontecer com o Sol no futuro, em 7 bilhões de anos, conhecidas como anãs brancas, sugerem que a esmagadora maioria delas tinha, quando estavam na seqüência principal, pelo menos, um mundo rochoso orbitando-a. Assim, porque as estrelas semelhantes ao Sol poderiam compor até a metade da população da Via Láctea de centenas de bilhões de estrelas, tal implica que pode haver centenas ou mesmo milhares de civilizações habitando nossa galáxia.
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