terça-feira, 25 de maio de 2010

Planetas com órbitas inclinadas desafiam teorias

Interações gravitacionais criaram uma estranha órbita inclinada em 30 graus

O sistema de Upsilon Andromedae, de acordo com as descobertas recentes. Divulgação

(Estadão) Astrônomos informam a descoberta de um sistema planetário fora dos eixos, onde a órbita de dois dos planetas estão num ângulo bem inclinado. Essa descoberta dever ter impacto nas teorias de como evoluem os sistemas compostos por vários planetas, e mostra que eventos violentos podem acontecer para perturbar órbitas mesmo depois de o sistema estar formado, de acordo com os autores.

"As descobertas significam que estudos futuros de sistemas exoplanetários serão mais complicados. Os astrônomos não podem mais presumir que todos os planetas orbitam a estrela num mesmo plano", disse Barbara McArthur, do Observatório McDonald da Universidade do Texas

A equipe dela usou o Telescópio Espacial Hubble, o Telescópio Hobby-Eberly e outros telescópios baseados no solo, combinados com modelos teóricos, para descobrir dados a respeito do sistema que orbita a estrela Upsilon Andromedae. Os resultados estão sendo apresentados na reunião da Sociedade Americana de Astronomia, realizada em Miami. O trabalho será publicado no Astrophysical Journal.

Há mais de dez anos que os astrônomos sabem que três planetas do tamanho de Júpiter orbitam a estrela, semelhante ao Sol e a 44 anos-luz. Ela é um pouco mais jovem, brilhante e tem mais massa que o Sol.

Combinando os dados de vários telescópios, a equipe de Barbara determinou a massa de dois dos planetas, Upsilon Andromedae c e d. Mas o que surpreendeu os pesquisadores foi a descoberta de que nem todos os planetas estão no mesmo plano. As órbitas de c e d estão inclinadas em 30º em relação uma à outra. A equipe descobriu ainda um quarto planeta, muito mais distante da estrela.

"Muito provavelmente Upsilon Andromedae teve o mesmo processo de formação que o nosso sistema, embora possam ter ocorrido diferenças nos estágios finais e que semearam essa evolução divergente", disse ela. "A premissa da evolução planetária, até agora, tem sido de que sistemas planetários formam-se no disco e se mantêm relativamente coplanares, como o nosso, mas agora temos a medição de um ângulo significativo entre esses planetas, o que indica que este não é sempre o caso".

A teoria convencional é de que uma grande nuvem de gás se contrai para formar a estrela, e que os planetas são um produto natural das sobras, que ficam num disco de material. Os planetas, como no caso do nosso sistema solar, continuariam praticamente no mesmo plano definido pelo disco original.

Diversos cenários gravitacionais poderiam ter causado a inclinação notável em Upsilon Andromedae, incluindo interações durante a migração de um planeta para mais perto da estrela, perturbações causadas por uma outra estrela ou a expulsão de um planeta para fora do sistema.

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E mais: Sistema totalmente Diferente! (AstroPT)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Planeta mais quente da galáxia está sendo engolido por estrela

O planeta, Wasp-12b, está tão próximo de sua estrela que tem uma temperatura de mais de 1,500º C

Ilustração do planeta distorcido e sendo sugado por sua estrela. Divulgação/Hubble

(Estadão) O planeta mais quente conhecido da Via-Láctea também pode ser o de menor expectativa de vida. O mundo condenado esta´sendo devorado por sua estrela, de acordo com observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble. O planeta pode ter apenas mais 10 milhões de anos antes de desaparecer por completo.

O planeta, chamado Wasp-12b, está tão próximo de sua estrela - semelhante ao Sol - que tem uma temperatura de mais de 1,500º C e está esticado como uma bola de futebol americano, pelas forças de maré. A atmosfera expandiu-se a quase três vezes o raio de Júpiter, e está derramando material na estrela. O planeta tem 40% mais massa que Júpiter.

O efeito de troca de matéria entre dois objetos é comum em sistemas binários de estrelas, mas é a primeira vez que é observado de forma tão clara num planeta, de acordo com nota divulgada pelos cientistas responsáveis.

"Vemos uma grande nuvem de material em volta do planeta, que está escapando dele e sendo capturado pela estrela. Identificamos elementos químicos nunca antes vistos em planetas fora do Sistema Solar", disse a líder da equipe que fez a observação, Carole Haswell, da Universidade Aberta da Grã Bretanha.

O trabalho da equipe está publicado no Astrophysical Journal Letters.

Uma análise teórica publicada em fevereiro na revista Nature por Shu-lin Li, da Universidade de Pequim, previa que a superfície do planeta devia estar distorcida e que o interior seria tão quente que a atmosfera estaria expandida. As observações di Hubble confirmam essas previsões.
A estrela, Wasp-12, fica a cerca de 600 anos-luz, na constelação do Auriga. O planeta havia sido descoberto em 2008 pelo programa britânico Busca Planetária de Área Ampla, que em inglês tem a sigla "Wasp".

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Matérias similares no Terra, Folha, Inovação Tecnológica, Astronomia On-Line e Scientific American Brasil

E mais:

A estrela faminta e sua vítima cozida (Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)

WASP 12b: exoplaneta da classe Júpiter quente é assassinado lentamente por estrela vampira (Eternos Aprendizes)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Debate: como seriam as adaptações da vida aos exomundos?


(Eternos Aprendizes) Até agora, apenas Gliese 581 d surge como um exoplaneta candidato a se falar em vida extraterrestre. Todos nós nos lembramos do furor inicial que recaiu sobre Gliese 581 c, o qual sabemos agora que se parece mais com um Vênus massivo que qualquer outra coisa, tendo em vista sua proximidade em relação a estrela hospedeira, a anã vermelha Gliese 581.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Outra Terra

(AstroPT) Documentário, em inglês, sobre exoplanetas, mais concretamente, a procura de um planeta como a Terra:

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Estamos sós no Universo?

(AstroPT) Mais um documentário sobre astrobiologia denominado Estamos Sós no Universo?

O documentário centra-se na procura de planetas extrasolares.

Tem legendagem em português.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cientistas querem achar versão real da lua de 'Avatar'

Reprodução artística mostra um exoplaneta na constelação de Sagitário. A lua e os anéis são hipotéticos. Cientistas esperam encontrar luas nesses gigantes gasosos, assim como a representada na imagem, que seriam habitáveis Foto: Nasa/Divulgação

(Terra) Após um aumento no número de planetas descobertos fora do sistema solar - nas últimas duas décadas foram 450 dos chamados exoplanetas -, os astrônomos esperam agora descobrir suas luas, algumas delas supostamente habitáveis - talvez uma versão real de Pandora (do filme Avatar) ou Endor (Star Wars). As informações são da Scientific American.

Segundo a reportagem, a maioria desses planetas descobertos são mais massivos que Saturno, o que não permitiria que abriguem vida, já que tendem a ser corpos basicamente gasosos. Por outro lado, os planetas gigantes do sistema solar - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno - têm várias luas, muitas com características de planetas, como atmosfera, campos magnéticos ou vulcões ativos.

Apesar de os nossos gigantes estarem em regiões mais frias do sistema, os exoplanetas podem ser achados em regiões onde a água pode ser encontrada - se for encontrada - em estado líquido.

Contudo, nenhuma lua foi descoberta nesses planetas ainda, mas, de acordo com a astrofísica Sara Seager, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), "é apenas uma questão de tempo (para que elas sejam encontradas)".

As primeiras luas podem ser observadas ainda neste ano. Em março, um time de cientistas reportou a descoberta do planeta COROT 9 b, que tem o tamanho e a massa de Júpiter - o maior do sistema solar - e orbita a estrela COROT 9 a uma distância parecida com a que Mercúrio orbita o Sol. Em 17 de junho, esse planeta vai passar - da perspectiva da Terra - em frente a sua estrela e um time de cientistas baseado na França tem garantido o direito de apontar o telescópio espacial Spitzer para tentar identificar os anéis e as luas de COROT 9 b neste momento. "Se eles realmente tiverem sorte nisso, pode acontecer neste ano", diz, Seager.

Telescópio gigante
Segundo a reportagem, independentemente dos resultados do grupo francês, o telescópio James Webb - o sucessor do Hubble e que será o maior observador espacial em órbita -, que deve ser lançado em 2014, poderá ser capaz de identificar essas luas. O James Webb seria capaz, inclusive, de determinar os elementos que constituem suas atmosferas.

Apesar dos avanços na área, recentes estudos indicam que Pandora pode realmente estar apenas na ficção. Astrônomos já procuraram por exoplanetas em Alfa Centauro, o sistema que abrigaria o mundo de Avatar, mas não acharam nada. Isso não significa necessariamente que não exista um mundo habitável naquela região, mas significa que seria certamente um planeta menor, como o nosso, e não uma lua.