sexta-feira, 3 de setembro de 2010

TED: O astrônomo Dimitar Sasselov explica sobre astrobiologia, o programa Kepler e a busca por exoplanetas


(Eternos Aprendizes) Em julho de 2010, o astrônomo Dimitar Sasselov proferiu uma apresentação no TED sobre astrobiologia e o programa Kepler de busca por exoplanetas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Atmosfera de planeta extrassolar desafia modelos teóricos

Excesso de poeira pode ajudar a explicar discrepância entre teoria e observações


Imagem do planeta, ao centro, cercado pela luz intensa de sua estrela

(Estadão) Astrônomos da Universidade do Havaí mediram a temperatura de um jovem planeta gigante gasoso, usando o Observatório Keck, e obtiveram um resultado que consideraram "intrigante", segundo nota divulgada pelo Keck. Trata-se, segundo eles, de uma atmosfera planetária diferente da de qualquer outro mundo estudado anteriormente.

Medindo a radiação emitida pelo planeta, os pesquisadores determinaram que os modelos teóricos para esse tipo de astro não conseguiam explicar os dados obtidos. A equipe suspeita que a razão é a poeira na atmosfera.

Modelos com quantidades normais de poeira não se assemelham a este planeta, HR 8799 b, um dos três já descobertos em órbita da estrela HR 8799, a 130 anos-luz da Terra.

A técnica usada para medir a temperatura do planeta depende da composição de sua atmosfera. Especificamente, a presença ou ausência do gás metano pode ser usada como termômetro. os pesquisadores determinaram que HR 8799 b tem pouco ou nenhum metano.

Comparando essa constatação com outros dados e modelos teóricos, concluíram que a menor temperatura possível seria da ordem de 900 ºC.

Os modelos, no entanto, não dão conta de todos os dados. As teorias atuais previam que HR 8799 b fosse pelo menos 400º C mais frio do que o que foi medido, com base na idade do planeta e na energia que está irradiando para o espaço. A equipe suspeita que a discrepância é causada pelo fato de o planeta ter, em sua atmosfera, muito mais poeira e nuvens que o previsto.

"O estudo direto de planetas extrassolares ainda está na infância, mas mesmo neste estágio estamos aprendendo que eles são um animal diferente dos objetos que conhecíamos", disse um dos autores do estudo, Michael Liu.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Assim na Terra como no Céu

(Cesar Baima - O Globo) A última semana foi pródiga no anúncio da descoberta de novos planetas extrasolares. Na terça-feira, o Observatório Meridional Europeu (ESO, na sigla em inglês) divulgou ter encontrado evidências de que pelo menos cinco, ou até sete planetas, orbitam uma estrela parecida com o Sol.

Localizada a 127 anos-luz da Terra, na constelação da Hidra, a HD 10180 estaria rodeada por cinco planetas parecidos com Netuno, com massas entre 13 e 25 vezes a da Terra e períodos orbitais entre 6 e 600 dias. Também haveria mais um do tamanho de Saturno (65 vezes a massa da Terra) e com uma órbita bem mais longa (2200 dias). Mas o mais importante foram os sinais de que o sistema conta ainda com um planeta bem menor, com uma massa 1,4 vez a da Terra. Embora esteja próximo demais da estrela para abrigar vida (seu ano duraria apenas 1,18 dia), este seria o menor exoplaneta já detectado, numa demonstração que o refinamento das técnicas de detecção poderá levar à tão esperada descoberta de um planeta parecido com o nosso no universo, com grandes possibilidades de abrigar vida. Veja aqui uma animação artística feita pelo ESO de uma viagem por este rico sistema.


E encontrar um planeta nestas condições tão únicas - com uma massa parecida com a da Terra e orbitando sua estrela na chamada "zona habitável", em que a radiação solar permitiria a existência de água líquida e, possivelmente, o desenvolvimento de vida - é justamente o principal objetivo da missão Kepler, um poderoso observatório espacial lançado no ano passado e que já começa a mostrar seus primeiros resultados. Na quinta-feira, a equipe do Kepler anunciou ter descoberto dois planetas de tamanho similar ao de Saturno que trasitam pela sua estrela, isto é, passam entre ela e a Terra. Batizada Kepler-9, a estrela está na região onde o Kepler concentra suas buscas, entre as constelações do Cisne e de Lira. Foi a primeira vez que se identificou um sistema extreasolar em que dois planetas fazem trânsito pela estrela.

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Cientistas detectam potássio na atmosfera de 2 planetas distantes

Ambos os planetas são gigantes gasosos e têm temperaturas extremamente altas

O Gran Telescópio Canárias

(Estadão) Duas equipes de astrônomos, da Universidade da Flórida (EUA) e da Universidade de Exeter (Reino Unido), informam ter encontrado sinais do elemento químico potássio na atmosfera de dois planetas de fora do Sistema Solar, HD 80606 b, a 190 anos-luz, e XO-2b, a 485 anos-luz.

Ambos os planetas são gigantes gasosos e têm temperaturas extremamente altas, de 1.200º C e 926º C, respectivamente. Essa calor é suficiente para vaporizar o potássio, que na Terra é um metal prateado que se oxida rapidamente e reage de forma violenta com a água. Íons de potássio são fundamentais para a vida na Terra.

Modelos teóricos já previam a presença de potássio vaporizado na atmosfera de gigantes gasosos extremamente quentes, mas os dois trabalhos divulgados nesta terça-feira, 31, representam a primeira confirmação prática da previsão.

O pesquisador David Sing, da Universidade de Exeter, que encabeçou o grupo britânico, disse que a descoberta "vem em apoio a muitas teorias sobre os planetas desse tipo". Ele destacou ainda, em nota, que a detecção foi feita com o uso de uma nova técnica que poderá ajudar na compreensão e caracterização de outros planetas.

Segundo Eric Ford, da Universidade da Flórida, a técnica, chamada espectrometria de banda estreita de trânsito, "abre as portas" para a comparação da abundância de átomos e moléculas na atmosfera de diversos planetas.

Essa espectrometria funciona com a medição da luz que passou através das camadas superiores da atmosfera de um planeta, e o uso de equipamentos especialmente sensíveis para analisar os dados.

Ambos os estudos foram realizados com o uso do Gran Telescópio Canárias, localizado no pico de la palma, nas Ilhas Canárias.

"Essa técnica só funciona para planetas que passam na frente de suas estrelas, como vistas da Terra", disse Ford, destacando ainda que, dos quase 500 planetas já descobertos, poucos são os que cumprem esse requisito e, menos ainda, os que orbitam estrelas brilhantes o suficiente para permitir observações com precisão.

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