quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Planeta com alta concentração de carbono pode ter 'montanhas de diamante'

(BBC / O Globo) Uma equipe de astrônomos da Grã-Bretanha descobriu o primeiro planeta com altíssimas concentrações de carbono, o que possibilitaria a existência de planetas inteiros feitos de diamantes.

Os cientistas detectaram a radiação de calor de um planeta a 1.200 anos-luz da Terra, batizado de Wasp 12b, com o telescópio Spitzer da Nasa e calcularam a atmosfera do planeta.

Marek Kukula, cientista do Observatório Real de Greenwich, em Londres, afirma que existem planetas menores no universo que tem a mesma composição, rica em carbono. E pode ser que suas rochas, ao invés de serem de sílica, são feitas à base de carbono, como o grafite usado em lápis ou até diamantes.

A descoberta sugere que podem existir planetas do tamanho da Terra em nossa galáxia que seriam muito ricos em carbono, porém diferentes da Terra. Segundo as teorias, estes planetas seriam cobertos por rochas de diamantes, que poderiam formar as montanhas e o terreno em geral.

Além disso, ao invés de mares, haveria lagoas de piche.

O especialista em diamantes da joalheria De Beers Robert Cheng, alerta que talvez as pedras de outro planeta não sejam o que todo mundo imagina. Ele lembra que diamantes aqui na Terra já tem formas e texturas diferentes, por isso, não se pode saber como um diamante de outro planeta iria ser.

O novo planeta Wasp 12b é o primeiro a ter mais carbono que oxigênio. Ele é um gigante de gás, como Júpiter, composto em sua maior parte de hidrogênio.

O centro do planeta pode ser composto de alguma forma de diamante, grafite e outros compostos de carbono. E agora, os cientistas vão tentar descobrir se planetas como este são comuns.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Astrônomos localizam 4º planeta que orbita ao redor da estrela HR 8799

(Efe / Terra) Astrônomos canadenses localizaram um quarto planeta que orbita ao redor da estrela HR 8799, a mais próxima do nosso sistema solar, segundo os detalhes da observação publicada no último número da revista "Nature".

O planeta tem aproximadamente a mesma massa que os outros três planetas que orbitam ao redor da citada estrela, mas os astrônomos ainda não puderam explicar a formação dos quatro.

Segundo o cientista Christian Marois, do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá, centenas de planetas fora de nosso sistema foram detectados, mas poucos são suficientemente grandes e brilhantes para que seja possível obter imagens diretas.

Há dois anos, Marois e seus colegas divulgaram imagens em infravermelho de três planetas gigantes que orbitavam em torno da estrela HR 8799, que de alguma maneira lembravam os três planetas mais afastados do nosso sistema solar, mas muito maiores, assinala a revista científica.

Marois e seus colegas obtiveram novas imagens, feitas em um período de 15 meses, que revelam a presença deste quarto planeta gigante no sistema HR 8799, mas está mais perto da estrela que os outros três.

Estes quatro planetas parecem ter cinco vezes a massa de Júpiter, agregam os astrônomos.
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cientistas avançam no estudo da atmosfera de exoplanetas similares à Terra

(AFP / Terra) Astrônomos do centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez analisar a atmosfera de uma "superTerra", nome dado a exoplanetas rochosos pouco maiores que nosso planeta, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira.

O avanço é considerado um passo fundamental na busca por planetas em outros sistemas solares com potencial de abrigar formas de vida reconhecíveis, afirmaram os pesquisadores. "Alcançamos um marco no caminho para caracterizar estes mundos", comemorou Jacob Bean, professor do centro, que coordenou o estudo.

O exoplaneta em questão, batizado de GJ 1214b, está a 42 anos-luz - 400 trilhões de km - do nosso sistema solar, e é 2,6 vezes maior que a Terra. Descoberto no ano passado, o GJ 1214b orbita uma estrela pequena e de brilho fraco, o que facilita a obtenção de dados sobre sua atmosfera pelos cientistas, capazes assim de analisar a luz que a atravessa antes de chegar até onde estamos.

Descoberto no ano passado, o GJ 1214b orbita uma estrela pequena e de brilho fraco, o que facilita a obtenção de dados sobre sua atmosfera pelos cientistas, capazes assim de analisar a luz que a atravessa antes de chegar até onde estamos. O comprimento de onda da luz revela especificidades da composição química e do clima da atmosfera.

Usando o Very Large Telescope da ESA - a agência espacial europeia - instalado em La Silla, no Chile, Bean e sua equipe conseguiram reduzir o escopo de possibilidades da atmosfera do explaneta de três para duas. A primeira hipótese é de que o GJ 1214b seja coberto por água - provavelmente em estado gasoso, devido à proximidade entre o exoplaneta e seu sol. A outra possibilidade é que o GJ 1214b seja um exoplaneta rochoso em cuja atmosfera predomina o hidrogênio, com nuvens altas ou neblina encobrindo o céu.

O que as observações provaram é que este exoplaneta não é um "mini-Netuno", com um pequeno núcleo rochoso e uma atmosfera profunda e rica em hidrogênio. "Embora não possamos dizer ainda exatamente do que é feita a atmosfera, é um passo animador no sentido de nos tornarmos capazes de eliminar opções para um mundo tão distante, ficando entre gasoso ou enevoado", explicou Bean.

Seja qual for o caso, é menos provável que o GJ 1214b abrigue formas de vida. "Este planeta é quente demais para ser considerado habitável", disse Bean à AFP. "Nas regiões da atmosfera onde a pressão é semelhante ao que vemos ao nível do mar na Terra, estimamos que as temperaturas cheguem a mais de 500 graus Celsius".

A órbita do GJ 1214b em torno de sua estrela é de 38 horas, da qual dista apenas 2 milhões de km, 70 vezes mais perto que a Terra do Sol. Apesar disso, este exoplaneta é menor, mais frio e mais parecido com a terra do que qualquer outro já identificado até hoje.

A maioria dos mais de 500 exoplanetas descobertos até hoje são "Júpiteres quentes", apelido que se deve a suas massas gasosas e enormes, além das altíssimas temperaturas. Mas, com a evolução dos instrumentos de observação, os astrônomos começaram a identificar cada vez mais exoplanetas rochosos semelhantes ao nosso.

"Estamos trabalhando para encontrar e caracterizar as atmosferas de planetas potencialmente habitáveis", indicou Bean. "Ainda não chegamos lá, mas o objetivo é possível na perspectiva da próxima década". A atmosfera da Terra é composta por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases.
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Planeta Sauna (Duília de Mello - O Globo)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Exoplaneta é descoberto em estrela com origem fora da Via Láctea

Astro tem 1,25 vez o tamanho de Júpiter e está a 2 mil anos-luz da Terra. Detecção foi feita por astrônomos do Instituto Max Planck e do ESO.

Representação artística de HIP 13044 b, planeta maior que Júpiter, que orbita a estrela HIP 13044, distante 2.000 anos-luz da Terra, localizada na direção da constelação da Fornalha. (Crédito: L. Calçada / ESO)

(G1) Astrônomos do Instituto Max Planck e do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) detectaram um planeta com, no mínimo, 1,25 vez a massa de Júpiter na órbita de uma estrela que nasceu fora da Via Láctea, distante atualmente 2 mil anos-luz da Terra. A descoberta foi divulgada nesta quinta-feira (18) na revista "Science Express".

Embora agora se encontre dentro da galáxia que contém o Sol, o astro HIP 13044 pertencia, no passado, a uma galáxia-anã que foi "devorada" pela Via Láctea entre 9 e 6 bilhões de anos atrás. A estrela está localizada na direção da constelação da Fornalha, presente nos céus do hemisfério sul terrestre. O grupo de estrelas com esta origem é conhecido como "Helmi stream".

Catalogado como HIP 13044 b, o exoplaneta foi detectado por causa das oscilações no movimento da estrela companheira. Para essas observações e cálculos, os astrônomos utilizaram o espectrógrafo Feros, instrumento ligado ao telescópio MPG da ESO, com 2,2 metros de comprimento. O equipamento fica no Observatório La Silla, no Chile, que pertence à instituição europeia.

Segundo os cientistas, o exoplaneta é um dos poucos a terem sobrevivido ao período de expansão da estrela que orbita, na qual HIP 13044 esgotou o hidrogênio usado como combustível no núcleo - esta fase da evolução estelar é conhecida como gigante vermelha. Atualmente, a estrela queima hélio em seu centro e voltou a se contrair, afirmam os astrônomos.

"Pela primeira vez, astrônomos detectaram um sistema planetário em uma estrela de origem extragaláctica", afirma Rainer Klement, do Instituto Max Planck, com sede em Heidelberg, na Alemanha. "Detectar planetas em outras galáxias ainda não foi possível, devido ás distâncias enormes, mas essa 'fusão cósmica' trouxe um astro extragaláctico ao nosso alcance."

HIP 13044 b completa uma volta ao redor da estrela em apenas 16 dias. Durante uma nova fase de crescimento da companheira, o exoplaneta pode ser engolfado, afirmam os astrônomos.

Desde o início da procura por exoplanetas, os astrônomos já catalogaram cerca de 500 astros, todos ao redor de estrelas dentro da Via Láctea. Recentemente, um dos menores foi detectado próximo à estrela Gliese 581, com potencial para conter vida.

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Vídeo da BBC:



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Vídeo do YouTube (em inglês):

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Rastro de poeira da Terra pode ajudar a descobrir novos planetas

Quando a Terra passa por um ambiente carregado de poeira, uma cauda se forma atrás do planeta

O anel de poeira da Terra, como pareceria visto de fora do Sistema Solar; cores indicam densidade

(Estadão) O mergulho recente do Telescópio Espacial Spitzer no rastro de poeira que o planeta Terra deixa no espaço gerou dados que poderão ajudar cientistas a encontrar planetas em órbita de outras estrelas, diz nota emitida pela Nasa.

"Planetas em sistemas solares distantes provavelmente tem rastros semelhantes", disse o pesquisador Mike Werner, ligado ao telescópio. "E, em algumas circunstâncias, essa poeira pode ser mais fácil de detectar que o planeta em si. Então, precisamos aprender a reconhecê-la".

A Terra tem um rastro de poeira não porque está soltando partículas no espaço, mas porque o Sistema Solar é, em si, um lugar empoeirado.

O espaço interplanetário está repleto de fragmentos de colisões de asteroides. Quando a Terra passa por um ambiente carregado de poeira, uma cauda se forma atrás do planeta.

"À medida que a Terra orbita o Sol, ela cria uma espécie de concha, ou depressão, na qual as partículas de poeira caem, criando uma aglomeração de poeira - a cauda - que a Terra puxa atrás de si, por gravidade", explica Werner. O rastro segue o planeta em volta do Sol, criando um anel.

A observação feita pelo Spitzer ajudou astrônomos a mapear a estrutura da cauda de poeira da Terra, e calcular como devem ser as caudas de outros planetas.

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