
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Planetas fora do Sistema Solar viram coisa banal

Dos planetas candidatos, 54 ficam na chamada zona habitável, distância da estrela que permite haver água líquida e, portanto, condições favoráveis ao desenvolvimento da vida como a conhecemos. Cinco deles animaram muito os cientistas. Eles têm possivelmente tamanho parecido com o da Terra.
"Já se esperava que o Kepler fosse descobrir muitos exoplanetas [fora do nosso Sistema Solar]. Mas esses da zona habitável são realmente muito interessantes", diz Duilia de Mello, brasileira que é pesquisadora da Nasa e professora da Universidade Católica de Washington.
A "banalização" da descoberta de planetas longínquos é explicada pela melhora e refinamento de instrumentos e técnicas de avaliação da última década. "É uma nova fase para a Nasa", diz Duilia. "É como quando a gente compra uma câmera fotográfica nova. Mesmo que a antiga funcionasse bem, os resultados da nova mostram como se pode ganhar em qualidade", diz ela.
Antes, apenas planetas gigantes, tão grandes ou maiores do que Júpiter (o maior do nosso Sistema Solar), eram detectados, por causa da atração gravitacional que exerciam. E, mesmo assim, quando tinham órbitas muito próximas a suas estrelas. Gigantes gasosos e quentes como esses têm baixíssima probabilidade de vida, dizem os cientistas.
No ano 2000, astrônomos descobriram que era possível detectar a presença de planetas a partir de variações no brilho das estrelas que eles orbitam. Ao passar na frente de sua estrela, eles alteram momentaneamente parte de seu brilho. Uma espécie de minieclipse.
Com dados sobre duração, intensidade e outros traços desse fenômeno, detectam-se várias características do planeta. O Kepler usa a técnica. Embora ela seja muito eficiente, não está livre de erros. Outros corpos celestes podem provocar as alterações no brilho detectadas.
Como a maior parte do "tira-teima" é feita à mão pelos astrônomos, a confirmação definitiva deve levar anos.
VIDA
"Não custa sonhar, mas, por enquanto, não passa de especulação", avalia Duilia. Segundo ela, o ponto mais interessante das descobertas é de entender melhor a formação dos planetas.
De fato, algumas das descobertas do telescópio deram um nó até nas teorias planetárias mais respeitadas.
A mais recente foi divulgada na semana passada na revista "Nature". Batizado de Kepler-11, é um sistema solar a 2.000 anos-luz da Terra incrivelmente compacto.
Ao contrário do nosso, seus seis planetas têm órbitas extremamente próximas à estrela. Todos eles com a órbita menor que a de Vênus.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Censo cósmico: mais de mil possíveis novos planetas fora do sistema solar

O planeta Kepler 10b, cuja descoberta foi anunciada no início do mês
(AP / Estadão) O satélite Kepler da Nasa, que vem realizando buscas por planetas semelhantes à Terra em órbita de outras estrelas, encontrou novos mundos de possiblidades na busca por vida alienígena. Um relatório antecipado de um censo cósmico indica que sistemas planetários com planetas relativamente pequenos e estáveis são muito mais comuns do que se acreditava anteriormente.
A agência espacial norte-americana divulgou dados nesta quarta-feira sobre mais de mil possíveis novos planetas fora do nosso sistema solar - mais do que dobrando o número dos chamados exoplanetas. Eles ainda não foram confirmados como planetas, mas alguns astrônomos estimam que 90% do que o Kepler encontrou eventualmente serão verificados.
O telescópio, lançado em 2009, está orbitando o Sol entre a Terra e Marte, conduzindo um censo planetário e buscando planetas similares à Terra desde o ano passado. Ele já descobriu que há mais planetas muito menores que Júpiter - o maior planeta do nosso sistema solar - do que há planetas gigantes.
Alguns desses planetas têm um tamanho próximo ao tamanho da Terra. Isso significa que eles são melhores candidatos para abrigar vida do que os planetas gigantes, dizem os astrônomos.
Enquanto Kepler não encontra planetas do mesmo tamanho da Terra, todos os resultados "apontam para a direção certa", diz o astrônomo da Universidade de Santa Cruz, Jonathan Fortney, um dos pesquisadores que trabalham no satélite.
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Matéria similares no Terra, Folha, O Globo, R7 e iG
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Nasa descobre 6 planetas que orbitam estrela similar ao Sol (Terra)
Kepler encontra novo sistema planetário (Estadão)
Sonda espacial descobre mini-sistema planetário com seis planetas (iG)
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Sistema com seis planetas surpreende astrônomos (Inovação Tecnológica)
Sistema com seis planetas (Agência Fapesp)
Terras à vista (O Globo / JC)
Kepler-11 e Família e Primeiros Candidatos na Zona Habitável (AstroPT)
Descobertos seis planetas fora do sistema solar (DN - Portugal)
Kepler descobre sistema estelar com 6 planetas (CAUP)
Seis Exoplanetas São Descobertos na Órbita da Estrela Kepler-11 (Cienctec)
Nasa acha novo sistema planetário e 54 astros 'habitáveis' (Veja)
Seis planetas e 54 ‘Terras’ possíveis (Cassio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)
Telescópio Kepler pode ter encontrado 54 planetas na zona habitável (Inovação Tecnológica)
Kepler descobre seis novos planetas (Ciência Hoje - Portugal)
Excelentes notícias oriundas do Telescópio Kepler (Astronomia On Line - Portugal)
Telescópio Kepler identifica 54 exoplanetas possivelmente habitáveis (BBC / Hypescience)

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Vídeo da Conferência da NASA:
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Artigos e Referências Sobre a Descoberta de Exoplanetas Pelo Kepler (Cienctec)
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Mais um vídeo:
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Nasa descobre seis pequenos planetas; veja (Vídeo da Folha)
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Matéria no Jornal Hoje
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E mais:
Novo sistema planetário não traz indícios de vida fora da Terra (Correio Braziliense)
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Trânsitos Exoplanetários Explicados

Conhecido como trânsito, este evento é essencialmente um eclipse, mas em vez de bloquear totalmente um corpo celeste, como a Lua bloqueia o Sol durante um eclipse solar, um planeta em trânsito obscurece apenas uma pequena fracção da luz da sua estrela-mãe. Os astrónomos usam telescópio terrestres para detectar estas pequenas fracções - mudanças tão pequenas quanto 0,25%. Seguidamente tentam confirmar a existência do planeta através de cuidadas observações posteriores.
A descoberta do primeiro exoplaneta em trânsito foi feita em 1999 e providenciou uma maneira de estudar exoplanetas em considerável detalhe. Ao medir a mudança na luz estelar durante um trânsito, os cientistas podem aprender muito acerca de um planeta além da sua mera existência, incluindo a sua massa precisa e os tipos de moléculas na sua atmosfera. Tais detalhes são críticos para a confirmação do tipo de planeta, quer seja pequeno, rochoso e frio suficiente para a água existir à sua superfície, embora uma descoberta deste género ainda não tenha ocorrido.
Dos 519 exoplanetas descobertos desde 1995, 114 deles orbitam as suas estrelas num ângulo que torna possível a observação de trânsitos a partir da Terra. Mas segundo Joshua Winn, professor assistente do Departamento de Física do MIT (Instituto de Tecnologia do Massachusetts, EUA) e investigador do Instituto Kavli para Astrofísica e Investigação Espacial do MIT, isso não significa que 20% de todos os planetas extrasolares podem ser observados a transitar as suas estrelas da Terra. "A razão por que conhecemos cerca de 100 é porque os cientistas se esforçaram ao máximo para os descobrir," afirma Winn, que estuda exoplanetas há já seis anos.
Os astrónomos detectaram a maioria dos exoplanetas ao analisar alterações no espectro da luz emitida pela estrela devido ao efeito Doppler; quaisquer mudanças subtis nesse padrão são provavelmente provocadas pelo puxo gravitacional de um planeta sobre a estrela. Mas esta técnica, conhecida como método de velocidade radial, fornece poucos detalhes acerca do planeta, tal como a sua massa mínima.
Os trânsitos podem revelar muito mais. Ao comparar a fracção de luz que desaparece durante um trânsito em relação ao total de luz tipicamente emanada pela estrela, os investigadores podem descobrir o tamanho preciso de um planeta. Por exemplo, se a luz estelar diminuir por 1%, isto indica que o planeta tem 1% o tamanho da sua estrela. Os investigadores estimam o tamanho da estrela ao estudar o seu espectro.
Os astrónomos esperam um dia depender dos trânsitos para estudar a atmosfera de um planeta em busca de moléculas como água e oxigénio, essenciais para a maioria das formas de vida conhecidas. Quando um planeta transita a sua estrela, as moléculas na sua atmosfera absorvem alguma desta luz estelar. Dado que as experiências laboratoriais determinaram que tipos de moléculas são absorvidas em diferentes comprimentos de onda, os cientistas pode identificar as moléculas na atmosfera de um planeta ao analisar as mudanças no espectro de luz. Até agora, as únicas moléculas detectadas nas atmosferas de planetas extrasolares são o metano, dióxido de carbono e vapor de água.
Apesar do nível de detalhe produzido pelas observações de trânsitos exoplanetários, Winn reconhece que há uma desvantagem em estudar planetas através deste método. "São intrinsecamente raros, por isso descobri-los é excepcionalmente difícil porque temos que pesquisar uma maior porção da Galáxia e observar mais longe da Terra," explica. Isto significa estudar mudanças na luz de estrelas muito ténues, uma tarefa que só se tornará cada vez mais difícil à medida que os investigadores procuram planetas extrasolares cada vez mais pequenos. Mas ainda existe esperança de descobrir alguns destes planetas graças ao Kepler, um satélite da NASA que está a observar 150.000 estrelas com o objectivo de detectar ligeiras mudanças na luz provocadas por possíveis planetas em órbita.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Entenda como os astrônomos descobrem planetas extrassolares
(R7) A descoberta de exoplanetas é difícil por três motivos, explica o astrônomo Ronaldo Mourão. Primeiro porque a diferença entre o brilho da luz gerada pela estrela e o da luz refletida pelos planetas é tão grande que, dependendo do comprimento de onda, pode chegar a valores de bilhões de vezes.
Segundo porque o ângulo entre eles é muito pequeno, da ordem de alguns décimos de um arco de segundo, o que é parecido com ver uma bola de pingue-pongue a uma distância de 5 km.
Em terceiro, a enorme diferença entre a massa de um planeta em relação à da estrela, que torna a detecção muito difícil.
Métodos de detecção
Existem quatro métodos capazes de permitir a detecção de planetas extrassolares: 1) a direta, que fornece a imagem do planeta; 2) a astrométrica, que mede a variação periódica da posição da estrela produzida pela massa do planeta que orbita em sua volta; 3) a espectroscópica, obtida pelo desvio da velocidade estelar causada pela presença dos planetas; e a 4) fotométrica, pela variação da curva de luminosidade estelar causada por eclipses e fenômenos relacionados, como o trânsito de um planeta na frente de uma estrela.
O método mais usado ao longo século 20 foi o astrométrico, conta Mourão. Graças a avanços na tecnologia de observação astronômica, "todos esses métodos evoluíram em sensibilidade e precisão, principalmente por causa do uso de sensores sensíveis ao infravermelho, que permitiram a identificação de corpos com temperatura muito baixa, como nuvens protoplanetárias ou discos protoplanetários ao redor de estrelas próximas".
As futuras missões espaciais da Nasa (agência espacial americana) Space Interferometry, Terrestrial Pathfinder e Darwin planejam detectar exoplanetas de um modo mais direto.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Astrônomos dizem que planetas fora do Sistema Solar são saída para habitantes da Terra

(R7) Nos últimos dez anos, os astrônomos encontraram cerca de 500 planetas extrassolares (que ficam fora do Sistema Solar). Graças a avanços em tecnologias de detecção, que estão cada vez mais precisas, a busca por exoplanetas (planetas que ficam fora do Sistema Solar) deve fazer com que esse número seja ainda maior.
Segundo o astrônomo Ramachrisna Teixeira, diretor do Observatório Abrahão de Moraes da USP (Universidade de São Paulo), em Valinhos, no interior de São Paulo, o objetivo da procura por esse tipo de planetas, mais do que encontrar alienígenas, é preservar a espécie humana no futuro.
– Hoje a Terra é habitável, mas um dia não será mais, o que nos obrigará sair daqui.
Seu colega, o astrônomo Ronaldo Mourão, fundador do Museu de Astronomia do Rio de Janeiro, lembra que nos próximos 5 bilhões de anos o Sol deverá se transformar em uma estrela gigante vermelha, destruindo a Terra. Mas o astrônomo concorda com seu colega que, antes disso, a própria humanidade se encarregará de acabar com as condições de vida por aqui.
- Só a ciência e a tecnologia conseguirão salvar a humanidade, nos oferecendo uma nova saída. Graças a elas, viveremos uma evolução muito grande e poderemos mudar de planeta.
Estudo ajudará a entender como eles nascem e se desenvolvem
A procura por esses mundos habitáveis é realizada fora de nosso Sistema Solar, daí a expressão "extrassolares". Os cientistas estimam que existam 200 bilhões de estrelas na Via Láctea, a nossa galáxia, e que 70% delas tenham as mesmas características de nosso Sol, com sistemas planetários parecidos com o nosso.
Segundo Mourão, a descoberta desses planetas “pode revelar que realmente existem outros sistemas planetários, ao contrário do que se pensava até meados do século 20”, quando sua existência era considerada uma raridade no Universo.
– Graças a eles, começamos a compreender melhor a origem e o desenvolvimento dos planetas, o que foi muito importante também para entendermos melhor o futuro de nosso Sistema Solar.
Teixeira, que, em 1995, ajudou a medir a distância um dos primeiros exoplanetas detectados, conta que os astrônomos que estão procurando esses tipos de astros com probabilidade de vida estudam estrelas parecidas com o Sol (tipo G), que podem ter planetas com condições parecidas com as da Terra.
– Em pouco tempo, seremos capazes de detectar planetas comparáveis ao nosso, com características que favoreçam a vida.
Laboratório brasileiro vai estudar comportamento de extremófilos
O astrônomo explica que, para os cientistas, vida significa qualquer micro-organismo (como uma bactéria) encontrado no fundo de um poço de petróleo, por exemplo, tão resistente que poderia ter sobrevivido a uma viagem planetária, como aconteceu com a bactéria encontrada pela Nasa que substitui o fósforo pelo arsênico.
Essa descoberta permite se pensar que outros elementos químicos poderiam propiciar a vida, não se limitando portanto aos já determinados – carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre e fósforo.
Chamados de extremófilos, esses organismos conseguem sobreviver ou até necessitam fisicamente de condições geoquímicas extremas, prejudiciais à maioria das outras formas de vida na Terra.
Justamente para entender esses micro-organismos, até o final deste ano, o observatório de Valinhos deverá contar com um laboratório de astrobiologia, que irá simular atmosferas de Titã (lua de Júpiter) e do planeta Marte, por exemplo, para estudar como os extremófilos se comportam nesses ambientes.
O que os cientistas pretendem responder é "se a vida na Terra pode ter vindo de fora e se existe vida fora da Terra", explica Teixeira.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Cientistas encontram estrela pulsante que hospeda planeta gigante

(Estadão) Em artigo publicado recentemente na revista Astronomy & Astrophysics, um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Espaciais da Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, descreve a descoberta, pela primeira vez, de uma estrela pulsante (astro que atravessa uma fase de instabilidade) que hospeda um planeta gigante, quente e em trânsito.
O estudo foi realizado pelo estudante de pós-doutorado Enrique Herrero, pelo pesquisador dr. Juan Carlos Morales, pelo especialista em exoplanetas dr. Ignasi Ribas e pelo astrônomo amador Ramón Naves.
A estrela WASP-33 (também conhecida como HD15082) é mais quente, tem 1,5 vez a massa do Sol e está localizada a uma distância de 378 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Andrômeda. Também tem a peculiaridade de pulsar tanto radialmente, como um balão que infla e desinfla de forma contínua, quanto não radialmente, como as marés dos oceanos causadas pela presença da Lua, que deforma a massa da água entre os polos e a linha do Equador.
Essa estrela abriga um planeta gigante, o WASP-33b, detectado em 2006 pelo método do trânsito (fenômeno durante o qual um astro passa em frente a outro maior, bloqueando parcialmente sua visão). A massa do planeta é 4 vezes a de Júpiter, e ele orbita a estrela em uma velocidade tão alta que leva apenas 1,2 dia para completar uma volta. Esse curto período orbital indica sua extrema proximidade com a estrela, de 0,02 unidade astronômica (UA) - Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, está situado a 0,39 UA. Esse planeta é muito especial porque tem uma órbita inversa e com um ângulo bastante inclinado em relação ao Equador da estrela.
O estudo também sugere que as pulsações da WASP-33 podem ser causadas pela presença do planeta gigante, algo nunca visto antes em nenhum outro sistema planetário. Um pequeno sinal periódico, visível durante o trânsito do planeta, chamou a atenção dos pesquisadores e, por meio de uma análise minuciosa, os modos de pulsação da estrela foram determinados e também sua possível relação com o planeta.
Além de ser pioneira nesse campo, a pesquisa foi feita a partir de observatórios profissionais e amadores. Pela primeira vez na história de suas atividades, o Observatório Astronômico do Montsec, na Espanha, é responsável por fornecer a maior parte do material usado em um trabalho. Além disso, o astrônomo amador R. Naves, do Observatório Montcabrer, no mesmo país, tem proporcionado excelentes dados, revelando a grande importância da colaboração entre profissionais e amadores nesse campo.
Por essa razão, o sistema da WASP-33 representa um marco no mundo dos exoplanetas, já que pode fornecer informações vitais sobre os modos de pulsação que ocorrem em estrelas, os efeitos das marés entre estrelas e planetas e a evolução dinâmica dos sistemas planetários.