sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Planetas que escaparam de seus sistemas poderiam abrigar vida alienígena


(PopSci / Hypescience) Segundo um novo estudo, planetas semelhantes à Terra com núcleos tumultuados podem suportar vida, mesmo que não tenham estrelas.

Os pesquisadores apelidaram esses mundos de “planetas Steppenwolf” [Steppenwolf é o nome de uma banda de rock cujo sucesso foi a canção “Born to be Wild”, em português, “nascido para ser selvagem”], porque toda a vida neste habitat estranho existiria como um lobo solitário vagando pelas estepes da galáxia, e porque eles nasceram para ser selvagens.

Esses planetas foram expulsos de seus sistemas solares, o que aparentemente é comum em todo o cosmos. A água líquida é geralmente considerada um pré-requisito para a vida, e eles poderiam abrigar oceanos de água líquida, desde que o núcleo do planeta fosse aquecido e a água estivesse enterrada sob uma camada protetora de gelo.

Um planeta 3,5 vezes o tamanho da Terra, com composição semelhante à Terra e idade mais ou menos parecida, poderia, teoricamente, manter um oceano líquido subglacial. Se ele tiver cerca de 10 vezes mais água do que a Terra ou uma atmosfera muito espessa, só precisaria ter cerca de 0,3 vezes o tamanho da Terra; isso é um pouco maior do que Marte e menor que Vênus.

Assim como a Terra, o planeta Steppenwolf precisaria de um manto para manter o calor geotérmico, sustentando pelo menos um pouco da água na forma líquida. Isso é diferente das forças de maré que mantêm os oceanos do satélite Europa líquidos, de modo que o planeta poderia existir sozinho, sem estrelas ou planetas vizinhos para mantê-lo aquecido.

Há um monte de fatores desconhecidos, incluindo as funções de convecção e condução em transferência de calor. Porém, a teoria continua sendo interessante: esse tipo de planeta poderia ser uma maneira de espalhar a vida por todo o universo. Os cientistas ressaltam que, se eles cruzarem nossa vizinhança, seremos capazes de vê-los através de telescópios poderosos. Quem sabe esse é um bom começo.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Quer conhecer 1.236 candidatos a planeta?

Kepler Exoplanet Candidates from blprnt on Vimeo.



(Radar Científico - Estadão) Recentemente um “censo cósmico” divulgou que o satélite Kepler da Nasa havia encontrado mais de mil novos possíveis planetas. O artista Jer Thorp decidiu fazer um vídeo que oferece uma melhor visualização dos 1.236 candidatos a exoplaneta similar à Terra.

Segundo Thorp, o vídeo ilustra como “a maioria desses planetas orbitaria suas estrelas a uma distância menor do que a Terra. Isso provavelmente ocorre devido ao tempo relativamente pequeno de observação – é altamente provável que muitos mais planetas sejam encontrados com a continuação do estudo.”

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Planetas fora do Sistema Solar viram coisa banal


(Folha) Encontrar planetas fora do nosso Sistema Solar, o que não passava de especulação há pouco mais de 20 anos, agora virou rotina para a Nasa. Este mês, a agência espacial anunciou indícios de outros 1.235, que podem se juntar aos mais de 500 já confirmados. Os dados são do telescópio espacial Kepler, lançado em 2009 para encontrar planetas longínquos.

Dos planetas candidatos, 54 ficam na chamada zona habitável, distância da estrela que permite haver água líquida e, portanto, condições favoráveis ao desenvolvimento da vida como a conhecemos. Cinco deles animaram muito os cientistas. Eles têm possivelmente tamanho parecido com o da Terra.

"Já se esperava que o Kepler fosse descobrir muitos exoplanetas [fora do nosso Sistema Solar]. Mas esses da zona habitável são realmente muito interessantes", diz Duilia de Mello, brasileira que é pesquisadora da Nasa e professora da Universidade Católica de Washington.

A "banalização" da descoberta de planetas longínquos é explicada pela melhora e refinamento de instrumentos e técnicas de avaliação da última década. "É uma nova fase para a Nasa", diz Duilia. "É como quando a gente compra uma câmera fotográfica nova. Mesmo que a antiga funcionasse bem, os resultados da nova mostram como se pode ganhar em qualidade", diz ela.

Antes, apenas planetas gigantes, tão grandes ou maiores do que Júpiter (o maior do nosso Sistema Solar), eram detectados, por causa da atração gravitacional que exerciam. E, mesmo assim, quando tinham órbitas muito próximas a suas estrelas. Gigantes gasosos e quentes como esses têm baixíssima probabilidade de vida, dizem os cientistas.

No ano 2000, astrônomos descobriram que era possível detectar a presença de planetas a partir de variações no brilho das estrelas que eles orbitam. Ao passar na frente de sua estrela, eles alteram momentaneamente parte de seu brilho. Uma espécie de minieclipse.

Com dados sobre duração, intensidade e outros traços desse fenômeno, detectam-se várias características do planeta. O Kepler usa a técnica. Embora ela seja muito eficiente, não está livre de erros. Outros corpos celestes podem provocar as alterações no brilho detectadas.
Como a maior parte do "tira-teima" é feita à mão pelos astrônomos, a confirmação definitiva deve levar anos.

VIDA
"Não custa sonhar, mas, por enquanto, não passa de especulação", avalia Duilia. Segundo ela, o ponto mais interessante das descobertas é de entender melhor a formação dos planetas.

De fato, algumas das descobertas do telescópio deram um nó até nas teorias planetárias mais respeitadas.

A mais recente foi divulgada na semana passada na revista "Nature". Batizado de Kepler-11, é um sistema solar a 2.000 anos-luz da Terra incrivelmente compacto.

Ao contrário do nosso, seus seis planetas têm órbitas extremamente próximas à estrela. Todos eles com a órbita menor que a de Vênus.
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Matéria com infográfico aqui

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Censo cósmico: mais de mil possíveis novos planetas fora do sistema solar

Astrônomos estimam que 90% dos dados eventualmente serão verificados como verdadeiros planetas


O planeta Kepler 10b, cuja descoberta foi anunciada no início do mês




(AP / Estadão) O satélite Kepler da Nasa, que vem realizando buscas por planetas semelhantes à Terra em órbita de outras estrelas, encontrou novos mundos de possiblidades na busca por vida alienígena. Um relatório antecipado de um censo cósmico indica que sistemas planetários com planetas relativamente pequenos e estáveis são muito mais comuns do que se acreditava anteriormente.

A agência espacial norte-americana divulgou dados nesta quarta-feira sobre mais de mil possíveis novos planetas fora do nosso sistema solar - mais do que dobrando o número dos chamados exoplanetas. Eles ainda não foram confirmados como planetas, mas alguns astrônomos estimam que 90% do que o Kepler encontrou eventualmente serão verificados.

O telescópio, lançado em 2009, está orbitando o Sol entre a Terra e Marte, conduzindo um censo planetário e buscando planetas similares à Terra desde o ano passado. Ele já descobriu que há mais planetas muito menores que Júpiter - o maior planeta do nosso sistema solar - do que há planetas gigantes.

Alguns desses planetas têm um tamanho próximo ao tamanho da Terra. Isso significa que eles são melhores candidatos para abrigar vida do que os planetas gigantes, dizem os astrônomos.

Enquanto Kepler não encontra planetas do mesmo tamanho da Terra, todos os resultados "apontam para a direção certa", diz o astrônomo da Universidade de Santa Cruz, Jonathan Fortney, um dos pesquisadores que trabalham no satélite.

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Matéria similares no Terra, Folha, O Globo, R7 e iG

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E mais: Nasa anuncia descoberta de 'sistema planetário' em estrela similar ao Sol (G1)

Nasa descobre 6 planetas que orbitam estrela similar ao Sol (Terra)

Kepler encontra novo sistema planetário (Estadão)

Sonda espacial descobre mini-sistema planetário com seis planetas (iG)

Cientistas descobrem seis planetas fora do Sistema Solar em volta de uma mesma estrela (R7)

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Nasa descobre 6 pequenos planetas que orbitam estrela similar ao Sol (UOL)

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Terras à vista (O Globo / JC)

Kepler-11 e Família e Primeiros Candidatos na Zona Habitável (AstroPT)

Descobertos seis planetas fora do sistema solar (DN - Portugal)

Digam “Olá!” à Kepler-11a: a estrela com cinco planetas mais próximos que Mercúrio do Sol (Público - Portugal)

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Nasa acha novo sistema planetário e 54 astros 'habitáveis' (Veja)


Seis planetas e 54 ‘Terras’ possíveis (Cassio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)

Telescópio Kepler pode ter encontrado 54 planetas na zona habitável (Inovação Tecnológica)


Kepler descobre seis novos planetas (Ciência Hoje - Portugal)

Excelentes notícias oriundas do Telescópio Kepler (Astronomia On Line - Portugal)

Telescópio Kepler identifica 54 exoplanetas possivelmente habitáveis (BBC / Hypescience)



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Vídeo da Conferência da NASA:

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Artigos e Referências Sobre a Descoberta de Exoplanetas Pelo Kepler (Cienctec)
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Mais um vídeo:

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Nasa descobre seis pequenos planetas; veja (Vídeo da Folha)
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Matéria no Jornal Hoje
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E mais:
Novo sistema planetário não traz indícios de vida fora da Terra (Correio Braziliense)