sábado, 22 de outubro de 2011

O nascimento de um sistema planetário



(Cesar Baima - O Globo) Até recentemente, achava-se que planetas orbitando outras estrelas não eram tão comuns. Mas, desde que o primeiro planeta extrassolar foi detectado, nos anos 90, não param de surgir novas confirmações e candidatos, com a população deles crescendo cada vez mais. Tanto que a grande questão agora não é mais achar um simples planeta extrassolar, mas uma Terra 2, isto é, um que seja parecido com o nosso e esteja na chamada zona habitável de sua estrela. Mas ainda não é toda hora que os astrônomos podem acompanhar o nascimento de um sistema planetário. No vídeo a seguir, produzido pelo Centro de Voo Espacial Goddard, da Nasa, simulações da formação destes sistemas são comparadas com observações feitas pelo telescópio Subaru do objeto classificado como SAO 206462. Localizado a 456 anos-luz da Terra, o SAO 206462 é composto por uma estrela e um disco de gás e poeira que os astrônomos calculam que tenham apenas 9 milhões de anos de idade, verdadeiros "bebês" em escala cósmica.


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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Astrônomo do Havaí registra 1ª imagem de planeta em formação



(Terra) Um astrônomo da Universidade do Havaí (EUA) registrou a primeira imagem de um planeta em processo de formação em torno de uma estrela. Trata-se do planeta mais jovem já encontrado, com aproximadamente o mesmo tamanho de Júpiter. O corpo celeste recém descoberto ganhou o nome de LkCa 15 b e está cercado de poeira cósmica e gases.

Adam Kraus e seus colegas utilizaram os telescópios Keck para registrar as imagens. É a primeira vez que cientistas conseguem medir um planeta tão no início de sua formação. Kraus apresentou a descoberta em um encontro da Nasa na quarta-feira.

A pesquisa do grupo começou com o estudo de 150 jovens estrelas. Após primeiras análises, eles reduziram o campo de estudo a 12 estrelas. O LkCa 15 b era o segundo da lista e os cientistas imediatamente souberam que estavam diante de algo novo. A coleta de dados começou há um ano.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Internautas sem treino em astronomia ajudam a 'caçar' planetas



(Folha) Com a ajuda de pessoas sem qualquer treino em astronomia, um grupo de pesquisadores encontrou seu primeiro planeta fora do Sistema Solar por meio da chamada "ciência cidadã". E com 99,7% de certeza, é bom que se diga.

Além desse objeto, que orbita uma estrela similar ao Sol a cada dez dias e tem duas vezes e meia o diâmetro da Terra, a equipe do PlanetHunters.org também achou outro planeta (desta vez com 95% de certeza), ao redor de outro astro, com período de 50 dias e diâmetro oito vezes maior que o terrestre

Apesar do alto grau de confiabilidade, esses objetos ainda são tratados como "candidatos a planeta" no artigo publicado pelo grupo no periódico científico britânico "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society".

Isso porque não se pode, no momento, descartar por completo a hipótese de que, em vez de um planeta, seja uma estrela companheira a causar a mudança na luz emanada dos astros que denuncia sua presença.

PERSISTÊNCIA
As descobertas são um trunfo para a iniciativa coordenada por Debra Fischer, da Universidade Yale (EUA), que aplica o conceito de ciência cidadã à caça de planetas.

"Quando começamos a planejar esse projeto, em agosto de 2010, as pessoas nos diziam que não ia funcionar porque estávamos apresentando dados brutos, não imagens", conta Fischer.

No site, os usuários têm acesso a gráficos de luminosidade fornecidas pelo satélite Kepler. Ele está observando cerca de 145 mil estrelas.

Pequenas reduções temporárias de luminosidade nesses astros podem indicar que um objeto menor --talvez um planeta-- está passando na frente deles em sua órbita.

Ao avaliar os gráficos, os usuários podem apontar se acreditam que exista um trânsito (termo usado para designar a passagem do planeta) indicado ali.

Aos cientistas do projeto cabe reunir as observações dos usuários e encontrar indicações comuns, sinais de um planeta real.
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Matéria com infográfico aqui