quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Novo planeta é tão quente que derrete até ferro
(Live Science / Hypescience) Astrônomos encontraram um planeta não muito maior do que a Terra, mas tão absurdamente quente que a vida como a conhecemos não tem chance nenhuma por lá.
O exoplaneta, chamado de Kepler-21b, é apenas 1,6 vezes maior do que o nosso, sendo conhecido como “super Terra”. Mas ele orbita tão próximo de sua estrela mãe que os especialistas estimam que a temperatura em sua superfície seja de 1.627 graus Celsius – o suficiente para derreter ferro.
Ele foi encontrado através do telescópio espacial Kepler, da NASA, que procura planetas alienígenas usando o método de trânsito – a baixa na luminosidade de uma estrela causada por um planeta que circula em sua frente, bloqueando um pouco de sua luz.
O planeta foi posteriormente confirmado com a ajuda do telescópio do Observatório Nacional Kitt Peak, no Arizona.
O Kepler-21b está localizado há 352 anos-luz da Terra. Sua massa é 10 vezes maior que a da Terra, mas ele está a apenas seis milhões de quilômetros de sua estrela mãe, levando 2,8 dias para completar sua órbita. A Terra, em comparação, gira em torno do sol a uma distância de 150 milhões de quilômetros.
A estrela mãe de Kepler-21b é a HD 129070, 1,3 vezes maior do que o nosso sol. É também um pouco mais quente e brilhante, e até mais jovem. Os astrônomos estimam que ela tenha 2,84 bilhões de anos, enquanto o sol tem 4,6 bilhões.
Os pesquisadores afirmam que, apesar de não poder ser observado a olho nu, um pequeno telescópio consegue encontrá-lo.
Desde seu lançamento, em março de 2009, Kepler já identificou milhares de candidatos a planetas alienígenas. O Kepler-21b é o 26° a ser confirmado por observações posteriores. Mas os cientistas responsáveis pelo aparato estimam que pelo menos 80% dos achados serão confirmados.
Se esse for o caso, as descobertas do Kepler vão ultrapassar o dobro do número de planetas conhecidos, atualmente perto dos 700. Astrônomos pensam que nossa Via Láctea abriga bilhões de planetas, mas a maioria está tão distante que é muito difícil de ser detectada.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Via Láctea pode ter várias “super-terras” feitas de diamante
Planetas, que teriam alta taxa de carbono em sua composição, são possíveis mas inabitáveis
(O Globo) Imagine um planeta que é como um gigantesco diamante. Por mais tentador que isso possa parecer, ele não será um bom lugar para se viver, mas a nossa galáxia, a Via Láctea, pode estar povoada destes estranhos objetos. É o que indica estudo da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, que provou que eles são possíveis e consequência natural na formação de planetas do tipo “super-terra” e ricos em carbono.
Os pesquisadores recriaram em laboratório as temperaturas e pressões encontradas no interior da Terra para tentar entender o que acontece com o carbono dentro do nosso e de outros planetas. Além disso, eles queriam saber se objetos formados em outros sistemas solares mais ricos em carbono do que o nosso seriam feitos basicamente de diamante.
- É possível que planetas com cerca de 15 vezes a massa da Terra sejam metade diamante – diz Cayman Unterborn, estudante de doutorado da universidade que apresentou seu estudo nesta terça-feira durante a reunião de outono da Sociedade Americana de Geofísica.
Os cientistas lembram que o núcleo da Terra é composto basicamente de ferro, enquanto o manto é rico em minerais a base de silício, resultado da composição da nuvem de poeira que acredita-se ter formado o nosso Sistema Solar. Já planetas que se formam em ambientes ricos em carbono podem ter uma diferente “receita” química, com impacto direto na possibilidade de abrigarem vida.
O interior da Terra gera calor, ajudando a tornar nosso planeta habitável. Já os diamantes transferem calor tão rápido que o carbono no interior destas “super-terras” rapidamente congelaria. Isso significa que elas não teriam fontes geotermais, placas tectônicas ou mesmo campos magnéticos e atmosfera protetores.
- Acreditamos que um planeta de diamante deve ser um lugar muito frio e escuro – avalia Wendy Panero, professora da universidade e outra autora do estudo.
Unterborn destaca que até o momento já são conhecidos centenas de planetas fora do nosso Sistema Solar, inclusive alguns que podem ser parecidos com a Terra, mas ainda muito pouco se sabe sobre suas composições internas.
- Estamos vendo como elementos voláteis como hidrogênio e carbono reagem no interior da Terra, pois quando eles se unem ao oxigênio temos atmosfera e oceanos, temos vida – acrescenta Panero. - Nosso objetivo último é compilar um conjunto de condições que são necessárias para que um oceano se forme em um planeta.
Os planetas de diamante previstos pelos cientistas da universidade de Ohio, no entanto, são diferentes de um outro astro do tipo cuja descoberta foi publicada em agosto na revista “Science”. Neste caso, o objeto é o que restou do que um dia foi uma estrela maciça que teve a maior parte de seu material capturado por um pulsar vizinho em um sistema binário.
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Matéria similar no Hypescience
(O Globo) Imagine um planeta que é como um gigantesco diamante. Por mais tentador que isso possa parecer, ele não será um bom lugar para se viver, mas a nossa galáxia, a Via Láctea, pode estar povoada destes estranhos objetos. É o que indica estudo da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, que provou que eles são possíveis e consequência natural na formação de planetas do tipo “super-terra” e ricos em carbono.
Os pesquisadores recriaram em laboratório as temperaturas e pressões encontradas no interior da Terra para tentar entender o que acontece com o carbono dentro do nosso e de outros planetas. Além disso, eles queriam saber se objetos formados em outros sistemas solares mais ricos em carbono do que o nosso seriam feitos basicamente de diamante.
- É possível que planetas com cerca de 15 vezes a massa da Terra sejam metade diamante – diz Cayman Unterborn, estudante de doutorado da universidade que apresentou seu estudo nesta terça-feira durante a reunião de outono da Sociedade Americana de Geofísica.
Os cientistas lembram que o núcleo da Terra é composto basicamente de ferro, enquanto o manto é rico em minerais a base de silício, resultado da composição da nuvem de poeira que acredita-se ter formado o nosso Sistema Solar. Já planetas que se formam em ambientes ricos em carbono podem ter uma diferente “receita” química, com impacto direto na possibilidade de abrigarem vida.
O interior da Terra gera calor, ajudando a tornar nosso planeta habitável. Já os diamantes transferem calor tão rápido que o carbono no interior destas “super-terras” rapidamente congelaria. Isso significa que elas não teriam fontes geotermais, placas tectônicas ou mesmo campos magnéticos e atmosfera protetores.
- Acreditamos que um planeta de diamante deve ser um lugar muito frio e escuro – avalia Wendy Panero, professora da universidade e outra autora do estudo.
Unterborn destaca que até o momento já são conhecidos centenas de planetas fora do nosso Sistema Solar, inclusive alguns que podem ser parecidos com a Terra, mas ainda muito pouco se sabe sobre suas composições internas.
- Estamos vendo como elementos voláteis como hidrogênio e carbono reagem no interior da Terra, pois quando eles se unem ao oxigênio temos atmosfera e oceanos, temos vida – acrescenta Panero. - Nosso objetivo último é compilar um conjunto de condições que são necessárias para que um oceano se forme em um planeta.
Os planetas de diamante previstos pelos cientistas da universidade de Ohio, no entanto, são diferentes de um outro astro do tipo cuja descoberta foi publicada em agosto na revista “Science”. Neste caso, o objeto é o que restou do que um dia foi uma estrela maciça que teve a maior parte de seu material capturado por um pulsar vizinho em um sistema binário.
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Matéria similar no Hypescience
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Nasa descobre planeta em região habitável de sistema solar
(Terra) O telescópio Kepler, da Nasa - a agência espacial americana -, descobriu um planeta em uma região habitável de um sistema solar, ou seja, onde possa haver água em estado líquido. A descoberta foi anunciada nesta segunda-feira pela agência, que afirmou que o equipamento foi usado para descobrir mais 1.094 candidatos a novos planetas.
O planeta Kepler-22b é o menor já encontrado em uma região habitável de uma estrela similar ao Sol, mas ainda assim tem cerca de 2,4 vezes o raio da Terra. Os cientistas não sabem afirmar se ele é predominantemente rochoso, gasoso ou líquido, mas afirmam que a descoberta nos deixa um passo mais próximos de encontrar planetas parecidos com o nosso.
Segundo a Nasa, pesquisas anteriores já indicaram a presença de planetas parecidos com o nosso em zonas habitáveis, mas os indícios nunca foram confirmados. Outros corpos do tamanho da Terra já foram descobertos, mas em regiões não propícias ao surgimento da vida como a conhecemos.
"Este é um grande marco na Estrada para encontrar um 'gêmeo' da Terra", diz Douglas Hudgins, cientista do programa Kepler, na sede da Nasa, em Washington. O telescópio analisa o brilho de mais de 150 mil estrelas. Quando os planetas passam em frente às estrelas, o brilho muda e o Kepler detecta - contudo são necessários pelo menos três trânsitos para se descobrir um novo astro. Os dados então são revistos por telescópios no solo e pelo Spitzer.
O novo planeta
Kepler-22b está a 600 anos-luz de distância. Apesar de ser maior que o nosso planeta, ele leva 290 dias (da Terra) para completar uma volta ao redor de sua estrela - que, por sua vez, pertence à classe G, a mesma do Sol, mas é um pouco menor e mais fria.
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E mais:
Novo planeta em zona habitável carece de estudos mais profundos (Apolo11)
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Entrevista com Duília de Mello (CBN)
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Uma ‘superterra’ e uma oportunidade! (Cassio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)
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Kepler-22b, o planeta gémeo da Terra? (AstroPT)
Nasa anuncia na tarde desta segunda novas descobertas do Kepler
Desde que foi lançado em 2009, o observatório espacial busca de planetas nos quais possa existir vida
(Efe/Estadão) A Nasa anunciará nesta segunda-feira, 5, as descobertas mais recentes do observatório espacial Kepler, que percorre a galáxia em busca de planetas nos quais possa existir vida.
Desde que foi lançado em 2009, o Kepler está detectando planetas e possíveis candidatos com uma ampla variedade de tamanhos e em distâncias de órbitas também muito distintas para ajudar os cientistas a entender melhor qual é nosso lugar na galáxia.
A Nasa deve conceder uma entrevista coletiva às 14h (horário de Brasília) na qual apresentará os dados estatísticos atualizados dos achados do Kepler desde 1º de fevereiro e anunciará uma nova descoberta planetária, antecipou em comunicado.
Na entrevista participarão o diretor do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia, Pete Worden; assim como o diretor do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (Seti), Jill Tarter.
Também estarão presentes a subdiretora da equipe de cientistas do Kepler no Centro Ames, Natalie Batalha e o principal pesquisador do observatório espacial no Ames, Bill Borucki.
Após a entrevista coletiva, será aberta uma conferência científica sobre o Kepler que reunirá de 5 a 9 de dezembro mais de 100 especialistas de diversas áreas como astrofísica e ciências planetárias, que analisarão os avanços realizados graças ao observatório espacial.
Esta é a primeira missão da Nasa capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra perto da chamada "zona habitável", a região em um sistema planetário onde pode existir água líquida na superfície do planeta em órbita.
Só no ano passado o observatório espacial descobriu um sistema solar com seis planetas e um planeta com dois sóis, o que fascinou a comunidade científica.
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E mais:
Imagem da NASA Relembra o Lançamento do Telescópio Kepler Especialista Em Encontrar Exoplanetas (Cienctec)
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Desde que foi lançado em 2009, o Kepler está detectando planetas e possíveis candidatos com uma ampla variedade de tamanhos e em distâncias de órbitas também muito distintas para ajudar os cientistas a entender melhor qual é nosso lugar na galáxia.
A Nasa deve conceder uma entrevista coletiva às 14h (horário de Brasília) na qual apresentará os dados estatísticos atualizados dos achados do Kepler desde 1º de fevereiro e anunciará uma nova descoberta planetária, antecipou em comunicado.
Na entrevista participarão o diretor do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia, Pete Worden; assim como o diretor do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (Seti), Jill Tarter.
Também estarão presentes a subdiretora da equipe de cientistas do Kepler no Centro Ames, Natalie Batalha e o principal pesquisador do observatório espacial no Ames, Bill Borucki.
Após a entrevista coletiva, será aberta uma conferência científica sobre o Kepler que reunirá de 5 a 9 de dezembro mais de 100 especialistas de diversas áreas como astrofísica e ciências planetárias, que analisarão os avanços realizados graças ao observatório espacial.
Esta é a primeira missão da Nasa capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra perto da chamada "zona habitável", a região em um sistema planetário onde pode existir água líquida na superfície do planeta em órbita.
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sábado, 3 de dezembro de 2011
Astrônomos descobrem 18 novos planetas fora do Sistema Solar
Astros descobertos por equipe californiana têm massa similar a de Júpiter. Cientistas mediram alterações no brilho de 300 estrelas durante o estudo.
(G1) Uma equipe de astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, anunciou a descoberta 18 novos planetas fora do Sistema Solar. Segundo os pesquisadores, este é o maior número de exoplanetas encontrados de uma só vez percorrendo a órbita de estrelas com massas maiores que o Sol.
Apenas a sonda Kepler, lançada em 2009 pela Nasa somente com o objetivo de detectar exoplanetas que possam reunir condições para abrigar a vida, conseguiu encontrar um número superior: até agora foram mais de 1,2 mil possíveis novos planetas, que ainda precisam ser confirmados por novos estudos.
Já os cientistas californianos usaram telescópios do Observatório Keck, localizado no Havaí, e confirmaram os dados coletados com a ajuda dos observatórios McDonald, no Texas, e Fairborn, no Arizona.
Para encontrar novos planetas, os astrônomos buscam por estrelas com pertubações no brilho, que podem ser traços de astros que orbitem ao seu redor. No caso da pesquisa agora divulgada em uma publicação especial da revista "The Astrophysical Journal", todos os exoplanetas possuem uma massa parecida com a de Júpiter e orbitam a distâncias parecidas com a Terra em relação ao Sol. Ao todo, foram pesquisadas 300 estrelas.
Os autores do estudo acreditam que os novos planetas reforçam a ideia de que planetas podem ser gerados a partir de discos de poeira e gás ao redor das estrelas em formação. Eles ainda argumentam ser possível que o tamanho da estrela determine planetas maiores ou menores.
Outra interpretação seria o acúmulo de gás e poeira em grandes "bolas" que eventualmente se transformariam em planetas, tese que não condiz com as observações feitas pelo time californiano.
Atualmente, o número de exoplanetas conhecidos e confirmados já ultrapassou 600.
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Matérias similares no Terra e Hypescience
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Apenas a sonda Kepler, lançada em 2009 pela Nasa somente com o objetivo de detectar exoplanetas que possam reunir condições para abrigar a vida, conseguiu encontrar um número superior: até agora foram mais de 1,2 mil possíveis novos planetas, que ainda precisam ser confirmados por novos estudos.
Já os cientistas californianos usaram telescópios do Observatório Keck, localizado no Havaí, e confirmaram os dados coletados com a ajuda dos observatórios McDonald, no Texas, e Fairborn, no Arizona.
Para encontrar novos planetas, os astrônomos buscam por estrelas com pertubações no brilho, que podem ser traços de astros que orbitem ao seu redor. No caso da pesquisa agora divulgada em uma publicação especial da revista "The Astrophysical Journal", todos os exoplanetas possuem uma massa parecida com a de Júpiter e orbitam a distâncias parecidas com a Terra em relação ao Sol. Ao todo, foram pesquisadas 300 estrelas.
Os autores do estudo acreditam que os novos planetas reforçam a ideia de que planetas podem ser gerados a partir de discos de poeira e gás ao redor das estrelas em formação. Eles ainda argumentam ser possível que o tamanho da estrela determine planetas maiores ou menores.
Outra interpretação seria o acúmulo de gás e poeira em grandes "bolas" que eventualmente se transformariam em planetas, tese que não condiz com as observações feitas pelo time californiano.
Atualmente, o número de exoplanetas conhecidos e confirmados já ultrapassou 600.
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Primeira imagem de sistema extra-solar captada por amador
Beta Pictoris assemelha-se ao que o Sistema Solar terá sido há 4500 milhões de anos

(Ciência Hoje - Portugal) O astrónomo amador neo-zelandês Rolf Wahl Olsen fotografou um disco protoplanetário de detritos e pó que gira à volta da estrela Beta Pictoris, a 63,4 anos-luz da Terra. Esta é a primeira fotografia de um amador de um sistema extra-solar.
Beta Pictoris é um sistema muito jovem que tem apenas 12 milhões de anos. O seu interesse para os astrónomos tem a ver com o facto de este se assemelhar àquilo que o Sistema Solar terá sido há 4500 milhões de anos.
Para um amador, fazer uma fotografia destas envolve uma grande complexidade. A principal dificuldade das imagens deste sistema é o “brilho esmagador” da estrela Beta Pictoris, que “ofusca” completamente o disco de pó que gira muito perto da estrela, explica Olsen, no seu próprio site.
O autor seguiu a técnica descrita no artigo «Observation of the central part of the beta Pictoris disk with an anti-blooming CCD», publicado em 1993. Esta consiste em fazer uma imagem da estrela Beta e depois outra de uma ‘estrela de referência’ (cujo brilho aparente e luminosidade não mudam de uma noite para a outra), sob as mesmas condições. Ao subtrair uma imagem da outra é eliminado o brilho estelar e o disco de pó torna-se visível.
Na noite de 16 de Novembro, Beta Pictoris elevou-se a uma posição favorável no céu e Rolf Wahl Olsen conseguiu a fotografia. É considerada a primeira imagem de um sistema extra-solar feita por um amador.
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Matéria similar no AstroPT

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Beta Pictoris é um sistema muito jovem que tem apenas 12 milhões de anos. O seu interesse para os astrónomos tem a ver com o facto de este se assemelhar àquilo que o Sistema Solar terá sido há 4500 milhões de anos.
Para um amador, fazer uma fotografia destas envolve uma grande complexidade. A principal dificuldade das imagens deste sistema é o “brilho esmagador” da estrela Beta Pictoris, que “ofusca” completamente o disco de pó que gira muito perto da estrela, explica Olsen, no seu próprio site.
O autor seguiu a técnica descrita no artigo «Observation of the central part of the beta Pictoris disk with an anti-blooming CCD», publicado em 1993. Esta consiste em fazer uma imagem da estrela Beta e depois outra de uma ‘estrela de referência’ (cujo brilho aparente e luminosidade não mudam de uma noite para a outra), sob as mesmas condições. Ao subtrair uma imagem da outra é eliminado o brilho estelar e o disco de pó torna-se visível.
Na noite de 16 de Novembro, Beta Pictoris elevou-se a uma posição favorável no céu e Rolf Wahl Olsen conseguiu a fotografia. É considerada a primeira imagem de um sistema extra-solar feita por um amador.
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Matéria similar no AstroPT
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