sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Planeta “dá cambalhota” sobre seu próprio eixo, obrigando os vizinhos a participarem da brincadeira
(Live Science / Hypescience) A cerca de 40 anos-luz da Terra, está em andamento um fenômeno espacial muito pouco estudado. Um planeta, quatro vezes maior do que Júpiter, modifica completamente o seu eixo de rotação ao longo de milhões de anos, dando uma “cambalhota” em torno de si mesmo. E a força desse distúrbio leva outros quatro planetas a fazer o mesmo em suas órbitas.
Isso acontece na constelação de Câncer, na qual se encontra uma estrela chamada de “55 Cancri A”. Em torno dessa estrela, que tem tamanho e massa muito semelhantes às do nosso sol, orbitam cinco planetas, ordenados da letra “b” à letra “f”. O maior desses planetas, que orbita a uma maior distância da estrela, é o “55 Cancri d”.
Através de observações telescópicas e mais de 450 simulações feitas por computador, astrônomos mapearam o passado de milhões de anos do sistema solar da estrela “55 Cancri A”. Conforme apuraram nas observações, não houve mudanças significativas na órbita dos planetas ao longo desse período, mas sim no eixo deles.
Uma estrela “vizinha” da “55 Cancri A” está localizada a cerca de 1.100 vezes a distância entre a Terra e o sol, e mesmo assim um sistema afeta no campo gravitacional do outro. Os cientistas acreditam que seja essa influência que leva o maior planeta, o “55 Cancri d”, a rolar sobre si mesmo, mudando o próprio eixo, com o passar do tempo.
Os planetas que orbitam em diâmetros inferiores, mais próximos da estrela central, sofrem impacto direto dessa mudança de eixo. O movimento da “55 Cancri d” é executado com tamanha força que arrasta os demais planetas ao mesmo movimento de dar cambalhotas sobre seus próprios eixos. É um caso incomum de sistema no qual as órbitas são regulares, mas os eixos de rotação mudam constantemente.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Mapa dos novos mundos
Universidade faz o mais completo catálogo de candidatos a abrigar vida em outros sistemas solares. Oito astros e 30 luas estão na lista

(Correio Braziliense) O anúncio feito pela Agência Espacial Americana (Nasa) de que um planeta recentemente descoberto, o Kepler-22b, tem todas as condições possíveis para ser habitado deixou a comunidade científica em polvorosa. Isso teoricamente significa que, além de poder suportar uma eventual colonização humana, o astro teria condições de abrigar algum tipo de vida extraterrestre. Nunca se esteve tão perto de uma resposta à pergunta: “Afinal, estamos sós?”. Embora esse seja o planeta mais semelhante da Terra já encontrado, existem outros, fora do nosso Sistema Solar, que poderiam abrigar vida. Dos mais de 1,6 mil identificados ou ainda por confirmar, oito, além do Kepler-22b, encaixam-se nessa categoria. E 30 luas — incluindo a famosa Pandora, cenário do filme Avatar, também seriam habitáveis.
O mais completo catálogo de exoplanetas, aqueles que se encontram em outros sistemas solares, foi publicado pelo Laboratório de Planetas Habitáveis da Universidade de Porto Rico, em Arecibo, que os listou e fez um ranking de habitabilidade. O KOI 736.01, também identificado pelo telescópio Kepler, é o maior candidato a abrigar vida. Com uma massa praticamente igual à da Terra, esse exoplaneta está a 1.750 anos-luz de distância — muito, mas muito longe daqui. Para se ter uma ideia, se fosse possível enviar uma mensagem, à velocidade da luz, para os moradores de lá, eles a receberiam daqui a 17 séculos.
“A única maneira de suspeitarmos da existência de vida em outros planetas é lançar no espaço supertelescópios, como o Procurador Planetário Terrestre, da Nasa, ou o Darwin, da Agência Espacial Europeia”, explica ao Correio o astrofísico Stephen P. Maran, autor de oito livros sobre o Universo (no Brasil, foi editado Astronomia para leigos, da Alta Books). “As pessoas gostariam de pensar que um contato com extraterrestres ocorreria como nos filmes, mas, pela distância, é mais provável que esses equipamentos, que devem ser instalados até 2020, é que nos tragam a resposta”, diz.
Zona propícia
Para eleger a habitabilidade dos exoplanetas, os cientistas de Arecibo, onde está instalado o maior radiotelescópio do mundo, levam em consideração diversos fatores. “Um dos critérios é a distância entre o planeta e sua estrela-mãe, que medimos em distância de zonas habitáveis (HZU, sigla em inglês). Os planetas dentro de uma zona habitável recebem valores entre -1HZU e +1HZU, sendo o 0 o centro exato da zona”, explica ao Correio Abel Mendez, diretor do Laboratório de Planetas Habitáveis da Universidade de Porto Rico em Arecibo. Segundo ele, os valores negativo e positivo correspondem a localizações mais próximas e mais distantes da estrela-mãe. Esse posicionamento é vital, pois um planeta muito perto ou muito longe de seu sol não comportaria vida por causa, respectivamente, das temperaturas altas ou gélidas.
O segundo critério é o índice de semelhança com a Terra (ESI, em inglês), medido em uma escala de 0 a 1, sendo este último número o tamanho idêntico ao do nosso planeta. Para serem considerados parecidos com a Terra, os exoplanetas precisam exibir valores entre 0,8 e 1, além de ter uma composição rochosa que permita uma atmosfera terráquea.
Já o SPH, padrão de habitalidade primária, leva em consideração a temperatura, a umidade e, consequentemente, a probabilidade de haver água no planeta.
A medida pClass classifica os corpos celestes de acordo com três zonas termais (quente, aquecida e fria) e sete categorias de massa (veja infografia). “Essa classificação pode ser usada para qualquer planeta ou lua solar ou extrassolar”, conta Mendez. Existe, ainda, uma categoria exclusiva de planetas dentro da zona habitável, chamada hClass, que mede a temperatura da superfície do planeta e sua capacidade de abrigar vida complexa.
Segundo Abel Mendez, o catálogo de planetas, o qual chama de “tabela periódica”, é um importante instrumento de pesquisa científica, pois permite classificar novos exoplanetas a partir de uma base de dados já consolidada. “Além disso, ele aguça a curiosidade do público em geral e, quem sabe, estimula a formação de novos astrofísicos que, um dia, poderão confirmar esses dados, graças aos supertelescópios espaciais”, diz.
Dificuldades de detecção
Detectar planetas fora do Sistema Solar não é fácil. Tanto que, até o século passado, ninguém sequer sabia que eles existiam. Como não há como fotografá-los — eles estão muito longe do alcance dos telescópios e, ao contrário das estrelas, não brilham —, os cientistas os detectam de duas formas: medindo o enfraquecimento no brilho da estrela-mãe quando eles passam por seus sóis e monitorando a alteração da órbita da estrela-mãe quando os planetas chegam perto.
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E mais:
Exoplanetas grandes e pequenos (AstroPT)

(Correio Braziliense) O anúncio feito pela Agência Espacial Americana (Nasa) de que um planeta recentemente descoberto, o Kepler-22b, tem todas as condições possíveis para ser habitado deixou a comunidade científica em polvorosa. Isso teoricamente significa que, além de poder suportar uma eventual colonização humana, o astro teria condições de abrigar algum tipo de vida extraterrestre. Nunca se esteve tão perto de uma resposta à pergunta: “Afinal, estamos sós?”. Embora esse seja o planeta mais semelhante da Terra já encontrado, existem outros, fora do nosso Sistema Solar, que poderiam abrigar vida. Dos mais de 1,6 mil identificados ou ainda por confirmar, oito, além do Kepler-22b, encaixam-se nessa categoria. E 30 luas — incluindo a famosa Pandora, cenário do filme Avatar, também seriam habitáveis.
O mais completo catálogo de exoplanetas, aqueles que se encontram em outros sistemas solares, foi publicado pelo Laboratório de Planetas Habitáveis da Universidade de Porto Rico, em Arecibo, que os listou e fez um ranking de habitabilidade. O KOI 736.01, também identificado pelo telescópio Kepler, é o maior candidato a abrigar vida. Com uma massa praticamente igual à da Terra, esse exoplaneta está a 1.750 anos-luz de distância — muito, mas muito longe daqui. Para se ter uma ideia, se fosse possível enviar uma mensagem, à velocidade da luz, para os moradores de lá, eles a receberiam daqui a 17 séculos.
“A única maneira de suspeitarmos da existência de vida em outros planetas é lançar no espaço supertelescópios, como o Procurador Planetário Terrestre, da Nasa, ou o Darwin, da Agência Espacial Europeia”, explica ao Correio o astrofísico Stephen P. Maran, autor de oito livros sobre o Universo (no Brasil, foi editado Astronomia para leigos, da Alta Books). “As pessoas gostariam de pensar que um contato com extraterrestres ocorreria como nos filmes, mas, pela distância, é mais provável que esses equipamentos, que devem ser instalados até 2020, é que nos tragam a resposta”, diz.
Zona propícia
Para eleger a habitabilidade dos exoplanetas, os cientistas de Arecibo, onde está instalado o maior radiotelescópio do mundo, levam em consideração diversos fatores. “Um dos critérios é a distância entre o planeta e sua estrela-mãe, que medimos em distância de zonas habitáveis (HZU, sigla em inglês). Os planetas dentro de uma zona habitável recebem valores entre -1HZU e +1HZU, sendo o 0 o centro exato da zona”, explica ao Correio Abel Mendez, diretor do Laboratório de Planetas Habitáveis da Universidade de Porto Rico em Arecibo. Segundo ele, os valores negativo e positivo correspondem a localizações mais próximas e mais distantes da estrela-mãe. Esse posicionamento é vital, pois um planeta muito perto ou muito longe de seu sol não comportaria vida por causa, respectivamente, das temperaturas altas ou gélidas.
O segundo critério é o índice de semelhança com a Terra (ESI, em inglês), medido em uma escala de 0 a 1, sendo este último número o tamanho idêntico ao do nosso planeta. Para serem considerados parecidos com a Terra, os exoplanetas precisam exibir valores entre 0,8 e 1, além de ter uma composição rochosa que permita uma atmosfera terráquea.
Já o SPH, padrão de habitalidade primária, leva em consideração a temperatura, a umidade e, consequentemente, a probabilidade de haver água no planeta.
A medida pClass classifica os corpos celestes de acordo com três zonas termais (quente, aquecida e fria) e sete categorias de massa (veja infografia). “Essa classificação pode ser usada para qualquer planeta ou lua solar ou extrassolar”, conta Mendez. Existe, ainda, uma categoria exclusiva de planetas dentro da zona habitável, chamada hClass, que mede a temperatura da superfície do planeta e sua capacidade de abrigar vida complexa.
Segundo Abel Mendez, o catálogo de planetas, o qual chama de “tabela periódica”, é um importante instrumento de pesquisa científica, pois permite classificar novos exoplanetas a partir de uma base de dados já consolidada. “Além disso, ele aguça a curiosidade do público em geral e, quem sabe, estimula a formação de novos astrofísicos que, um dia, poderão confirmar esses dados, graças aos supertelescópios espaciais”, diz.
Dificuldades de detecção
Detectar planetas fora do Sistema Solar não é fácil. Tanto que, até o século passado, ninguém sequer sabia que eles existiam. Como não há como fotografá-los — eles estão muito longe do alcance dos telescópios e, ao contrário das estrelas, não brilham —, os cientistas os detectam de duas formas: medindo o enfraquecimento no brilho da estrela-mãe quando eles passam por seus sóis e monitorando a alteração da órbita da estrela-mãe quando os planetas chegam perto.
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E mais:
Exoplanetas grandes e pequenos (AstroPT)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Novo planeta é tão quente que derrete até ferro
(Live Science / Hypescience) Astrônomos encontraram um planeta não muito maior do que a Terra, mas tão absurdamente quente que a vida como a conhecemos não tem chance nenhuma por lá.
O exoplaneta, chamado de Kepler-21b, é apenas 1,6 vezes maior do que o nosso, sendo conhecido como “super Terra”. Mas ele orbita tão próximo de sua estrela mãe que os especialistas estimam que a temperatura em sua superfície seja de 1.627 graus Celsius – o suficiente para derreter ferro.
Ele foi encontrado através do telescópio espacial Kepler, da NASA, que procura planetas alienígenas usando o método de trânsito – a baixa na luminosidade de uma estrela causada por um planeta que circula em sua frente, bloqueando um pouco de sua luz.
O planeta foi posteriormente confirmado com a ajuda do telescópio do Observatório Nacional Kitt Peak, no Arizona.
O Kepler-21b está localizado há 352 anos-luz da Terra. Sua massa é 10 vezes maior que a da Terra, mas ele está a apenas seis milhões de quilômetros de sua estrela mãe, levando 2,8 dias para completar sua órbita. A Terra, em comparação, gira em torno do sol a uma distância de 150 milhões de quilômetros.
A estrela mãe de Kepler-21b é a HD 129070, 1,3 vezes maior do que o nosso sol. É também um pouco mais quente e brilhante, e até mais jovem. Os astrônomos estimam que ela tenha 2,84 bilhões de anos, enquanto o sol tem 4,6 bilhões.
Os pesquisadores afirmam que, apesar de não poder ser observado a olho nu, um pequeno telescópio consegue encontrá-lo.
Desde seu lançamento, em março de 2009, Kepler já identificou milhares de candidatos a planetas alienígenas. O Kepler-21b é o 26° a ser confirmado por observações posteriores. Mas os cientistas responsáveis pelo aparato estimam que pelo menos 80% dos achados serão confirmados.
Se esse for o caso, as descobertas do Kepler vão ultrapassar o dobro do número de planetas conhecidos, atualmente perto dos 700. Astrônomos pensam que nossa Via Láctea abriga bilhões de planetas, mas a maioria está tão distante que é muito difícil de ser detectada.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Via Láctea pode ter várias “super-terras” feitas de diamante
Planetas, que teriam alta taxa de carbono em sua composição, são possíveis mas inabitáveis
(O Globo) Imagine um planeta que é como um gigantesco diamante. Por mais tentador que isso possa parecer, ele não será um bom lugar para se viver, mas a nossa galáxia, a Via Láctea, pode estar povoada destes estranhos objetos. É o que indica estudo da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, que provou que eles são possíveis e consequência natural na formação de planetas do tipo “super-terra” e ricos em carbono.
Os pesquisadores recriaram em laboratório as temperaturas e pressões encontradas no interior da Terra para tentar entender o que acontece com o carbono dentro do nosso e de outros planetas. Além disso, eles queriam saber se objetos formados em outros sistemas solares mais ricos em carbono do que o nosso seriam feitos basicamente de diamante.
- É possível que planetas com cerca de 15 vezes a massa da Terra sejam metade diamante – diz Cayman Unterborn, estudante de doutorado da universidade que apresentou seu estudo nesta terça-feira durante a reunião de outono da Sociedade Americana de Geofísica.
Os cientistas lembram que o núcleo da Terra é composto basicamente de ferro, enquanto o manto é rico em minerais a base de silício, resultado da composição da nuvem de poeira que acredita-se ter formado o nosso Sistema Solar. Já planetas que se formam em ambientes ricos em carbono podem ter uma diferente “receita” química, com impacto direto na possibilidade de abrigarem vida.
O interior da Terra gera calor, ajudando a tornar nosso planeta habitável. Já os diamantes transferem calor tão rápido que o carbono no interior destas “super-terras” rapidamente congelaria. Isso significa que elas não teriam fontes geotermais, placas tectônicas ou mesmo campos magnéticos e atmosfera protetores.
- Acreditamos que um planeta de diamante deve ser um lugar muito frio e escuro – avalia Wendy Panero, professora da universidade e outra autora do estudo.
Unterborn destaca que até o momento já são conhecidos centenas de planetas fora do nosso Sistema Solar, inclusive alguns que podem ser parecidos com a Terra, mas ainda muito pouco se sabe sobre suas composições internas.
- Estamos vendo como elementos voláteis como hidrogênio e carbono reagem no interior da Terra, pois quando eles se unem ao oxigênio temos atmosfera e oceanos, temos vida – acrescenta Panero. - Nosso objetivo último é compilar um conjunto de condições que são necessárias para que um oceano se forme em um planeta.
Os planetas de diamante previstos pelos cientistas da universidade de Ohio, no entanto, são diferentes de um outro astro do tipo cuja descoberta foi publicada em agosto na revista “Science”. Neste caso, o objeto é o que restou do que um dia foi uma estrela maciça que teve a maior parte de seu material capturado por um pulsar vizinho em um sistema binário.
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Matéria similar no Hypescience
(O Globo) Imagine um planeta que é como um gigantesco diamante. Por mais tentador que isso possa parecer, ele não será um bom lugar para se viver, mas a nossa galáxia, a Via Láctea, pode estar povoada destes estranhos objetos. É o que indica estudo da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, que provou que eles são possíveis e consequência natural na formação de planetas do tipo “super-terra” e ricos em carbono.
Os pesquisadores recriaram em laboratório as temperaturas e pressões encontradas no interior da Terra para tentar entender o que acontece com o carbono dentro do nosso e de outros planetas. Além disso, eles queriam saber se objetos formados em outros sistemas solares mais ricos em carbono do que o nosso seriam feitos basicamente de diamante.
- É possível que planetas com cerca de 15 vezes a massa da Terra sejam metade diamante – diz Cayman Unterborn, estudante de doutorado da universidade que apresentou seu estudo nesta terça-feira durante a reunião de outono da Sociedade Americana de Geofísica.
Os cientistas lembram que o núcleo da Terra é composto basicamente de ferro, enquanto o manto é rico em minerais a base de silício, resultado da composição da nuvem de poeira que acredita-se ter formado o nosso Sistema Solar. Já planetas que se formam em ambientes ricos em carbono podem ter uma diferente “receita” química, com impacto direto na possibilidade de abrigarem vida.
O interior da Terra gera calor, ajudando a tornar nosso planeta habitável. Já os diamantes transferem calor tão rápido que o carbono no interior destas “super-terras” rapidamente congelaria. Isso significa que elas não teriam fontes geotermais, placas tectônicas ou mesmo campos magnéticos e atmosfera protetores.
- Acreditamos que um planeta de diamante deve ser um lugar muito frio e escuro – avalia Wendy Panero, professora da universidade e outra autora do estudo.
Unterborn destaca que até o momento já são conhecidos centenas de planetas fora do nosso Sistema Solar, inclusive alguns que podem ser parecidos com a Terra, mas ainda muito pouco se sabe sobre suas composições internas.
- Estamos vendo como elementos voláteis como hidrogênio e carbono reagem no interior da Terra, pois quando eles se unem ao oxigênio temos atmosfera e oceanos, temos vida – acrescenta Panero. - Nosso objetivo último é compilar um conjunto de condições que são necessárias para que um oceano se forme em um planeta.
Os planetas de diamante previstos pelos cientistas da universidade de Ohio, no entanto, são diferentes de um outro astro do tipo cuja descoberta foi publicada em agosto na revista “Science”. Neste caso, o objeto é o que restou do que um dia foi uma estrela maciça que teve a maior parte de seu material capturado por um pulsar vizinho em um sistema binário.
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Matéria similar no Hypescience
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Nasa descobre planeta em região habitável de sistema solar
(Terra) O telescópio Kepler, da Nasa - a agência espacial americana -, descobriu um planeta em uma região habitável de um sistema solar, ou seja, onde possa haver água em estado líquido. A descoberta foi anunciada nesta segunda-feira pela agência, que afirmou que o equipamento foi usado para descobrir mais 1.094 candidatos a novos planetas.
O planeta Kepler-22b é o menor já encontrado em uma região habitável de uma estrela similar ao Sol, mas ainda assim tem cerca de 2,4 vezes o raio da Terra. Os cientistas não sabem afirmar se ele é predominantemente rochoso, gasoso ou líquido, mas afirmam que a descoberta nos deixa um passo mais próximos de encontrar planetas parecidos com o nosso.
Segundo a Nasa, pesquisas anteriores já indicaram a presença de planetas parecidos com o nosso em zonas habitáveis, mas os indícios nunca foram confirmados. Outros corpos do tamanho da Terra já foram descobertos, mas em regiões não propícias ao surgimento da vida como a conhecemos.
"Este é um grande marco na Estrada para encontrar um 'gêmeo' da Terra", diz Douglas Hudgins, cientista do programa Kepler, na sede da Nasa, em Washington. O telescópio analisa o brilho de mais de 150 mil estrelas. Quando os planetas passam em frente às estrelas, o brilho muda e o Kepler detecta - contudo são necessários pelo menos três trânsitos para se descobrir um novo astro. Os dados então são revistos por telescópios no solo e pelo Spitzer.
O novo planeta
Kepler-22b está a 600 anos-luz de distância. Apesar de ser maior que o nosso planeta, ele leva 290 dias (da Terra) para completar uma volta ao redor de sua estrela - que, por sua vez, pertence à classe G, a mesma do Sol, mas é um pouco menor e mais fria.
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E mais:
Novo planeta em zona habitável carece de estudos mais profundos (Apolo11)
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Entrevista com Duília de Mello (CBN)
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Uma ‘superterra’ e uma oportunidade! (Cassio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)
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Kepler-22b, o planeta gémeo da Terra? (AstroPT)
Nasa anuncia na tarde desta segunda novas descobertas do Kepler
Desde que foi lançado em 2009, o observatório espacial busca de planetas nos quais possa existir vida
(Efe/Estadão) A Nasa anunciará nesta segunda-feira, 5, as descobertas mais recentes do observatório espacial Kepler, que percorre a galáxia em busca de planetas nos quais possa existir vida.
Desde que foi lançado em 2009, o Kepler está detectando planetas e possíveis candidatos com uma ampla variedade de tamanhos e em distâncias de órbitas também muito distintas para ajudar os cientistas a entender melhor qual é nosso lugar na galáxia.
A Nasa deve conceder uma entrevista coletiva às 14h (horário de Brasília) na qual apresentará os dados estatísticos atualizados dos achados do Kepler desde 1º de fevereiro e anunciará uma nova descoberta planetária, antecipou em comunicado.
Na entrevista participarão o diretor do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia, Pete Worden; assim como o diretor do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (Seti), Jill Tarter.
Também estarão presentes a subdiretora da equipe de cientistas do Kepler no Centro Ames, Natalie Batalha e o principal pesquisador do observatório espacial no Ames, Bill Borucki.
Após a entrevista coletiva, será aberta uma conferência científica sobre o Kepler que reunirá de 5 a 9 de dezembro mais de 100 especialistas de diversas áreas como astrofísica e ciências planetárias, que analisarão os avanços realizados graças ao observatório espacial.
Esta é a primeira missão da Nasa capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra perto da chamada "zona habitável", a região em um sistema planetário onde pode existir água líquida na superfície do planeta em órbita.
Só no ano passado o observatório espacial descobriu um sistema solar com seis planetas e um planeta com dois sóis, o que fascinou a comunidade científica.
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Matérias similares no Terra, iG, UOL, R7, Veja e Yahoo
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E mais:
Imagem da NASA Relembra o Lançamento do Telescópio Kepler Especialista Em Encontrar Exoplanetas (Cienctec)
(Efe/Estadão) A Nasa anunciará nesta segunda-feira, 5, as descobertas mais recentes do observatório espacial Kepler, que percorre a galáxia em busca de planetas nos quais possa existir vida.
Desde que foi lançado em 2009, o Kepler está detectando planetas e possíveis candidatos com uma ampla variedade de tamanhos e em distâncias de órbitas também muito distintas para ajudar os cientistas a entender melhor qual é nosso lugar na galáxia.
A Nasa deve conceder uma entrevista coletiva às 14h (horário de Brasília) na qual apresentará os dados estatísticos atualizados dos achados do Kepler desde 1º de fevereiro e anunciará uma nova descoberta planetária, antecipou em comunicado.
Na entrevista participarão o diretor do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia, Pete Worden; assim como o diretor do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (Seti), Jill Tarter.
Também estarão presentes a subdiretora da equipe de cientistas do Kepler no Centro Ames, Natalie Batalha e o principal pesquisador do observatório espacial no Ames, Bill Borucki.
Após a entrevista coletiva, será aberta uma conferência científica sobre o Kepler que reunirá de 5 a 9 de dezembro mais de 100 especialistas de diversas áreas como astrofísica e ciências planetárias, que analisarão os avanços realizados graças ao observatório espacial.
Esta é a primeira missão da Nasa capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra perto da chamada "zona habitável", a região em um sistema planetário onde pode existir água líquida na superfície do planeta em órbita.
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