Cada astro do trio tem raio 80% menor que o da Terra. No início de 2012, já são conhecidos mais de 700 exoplanetas.
(G1) A agência espacial norte-americana anunciou a descoberta dos três menores planetas fora do Sistema Solar detectados até o momento. Os astros foram descobertos pela missão Kepler, sonda voltada para a pesquisa de exoplanetas. A descrição dos astros foi feita na revista científica "Nature" em um estudo coordenado por Phil Muirhead, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).
O trio gira ao redor de uma estrela chamada KOI-961. São todos rochosos como a Terra, mas possuem menos de 80% o raio do nosso planeta -- aproximadamente 6.370 quilômetros. O menor deles é do tamanho de Marte. A estrela também não é muito grande, sendo vermelha e sendo apenas 70% maior que Júpiter. Ela está a "apenas" 130 anos-luz da Terra -- aproximadamente 1,2 quatrilhão de quilômetros.
Eles orbitam muito perto da estrela para poderem ter superfícies habitáveis, já que a temperatura é elevada e a água líquida não deve existir em nenhum dos três astros. Cada giro dos três exoplanetas ao redor de KOI-961 demora apenas dois dias. Estrelas vermelhas essa são conhecidas como anãs-vermelhas e são as mais comuns na Via Láctea.
O conjunto forma o menor sistema planetário que se tem notícia até o momento. Para John Johnson, pesquisador do Caltech, o quarteto mais se parece em extensão com Júpiter e seus satélites. Mas como anãs-vermelhas são comuns na nossa galáxia, os cientistas acreditam que possam existir muitos outros planetas rochosos a serem desvendados.
Até janeiro de 2012, mais de 700 exoplanetas são conhecidos, após 16 anos de descobertas de planetas fora do Sistema Solar. O site da missão Kepler traz uma contagem de até 2.326 candidatos a exoplanetas. Novas observações são necessárias para dizer se eles são ou não planetas. Apenas 35 astros foram confirmados como exoplanetas pela missão -- dois deles orbitando duplas de estrelas, revelados na quarta-feira (11).
A sonda Kepler foi lançada ao espaço em março de 2009 para investigar 150 mil estrelas em uma região no céu entre as constelações da Lira e do Cisne em busca de exoplanetas que possam reunir as condições para o desenvolvimento da vida. Isso é possível pela mudança no brilho das estrelas observadas, que podem indicar a presença de um planeta próximo.
Cada suspeita de exoplanetas deve ser confirmada por observações complementares feitas por grandes observatórios na Terra. No caso do estudo sobre os 3 menores exoplanetas já detectados, foram utilizados os observatórios de Palomar e o W.M Keck, ambos em territórios norte-americanos.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Planetas recém-descobertos revelam que é possível orbitar par de estrelas
Hipótese surgiu na ficção com o planeta Tatooine, em 'Guerra nas estrelas'. Estudo apresenta dois novos astros detectados pela sonda Kepler, da Nasa.

(G1) Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira (11) a descoberta de dois novos exoplanetas que giram ao redor de uma dupla de estrelas parecidas com o Sol. Nomeados Kepler-34b e Kepler-35b, os astros confirmam que é possível existir planetas que orbitam pares de estrelas unidas pela gravitação.
A descoberta é tema da revista científica "Nature" dessa semana e foi divulgada por um grupo de cientistas liderado por William Welsh, da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos. Cada um dos planetas gira ao redor de pares de estrelas diferentes.
Apesar de previsto por teóricos, este modelo era mais conhecido até então pelo cinema: na série "Guerra nas estrelas", um dos cenários onde as ações acontecem é o planeta Tatooine, lar do herói Luke Skywalker e iluminado por duas estrelas amarelas como o Sol.
O estudo serviu para consolidar uma descoberta anterior, ocorrida em setembro de 2011, quando os responsáveis pela missão Kepler anunciaram o primeiro planeta que poderia ser a versão real de Tatooine. Era Kepler-16b, astro também encontrado pela sonda da Nasa.
Vida a dois
Mudanças na luz que vem desses astros podem indicar que um planeta passou entre as estrelas e as lentes da sonda. Foi o que aconteceu durante a descoberta de Kepler-16b, que está a 200 anos-luz de distância da Terra -- 1 ano-luz é a distância percorrida por um raio luminoso durante um ano inteiro (aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros).
Os dois planetas recém-descobertos são gigantes gasosos como Júpiter, porém com massas muito menores. Kepler-34b gira ao redor de sua dupla em apenas 288 dias terrestres. Kepler-35b leva menos tempo ainda em sua órbita: 131 dias.
Segundo os pesquisadores, a maioria das estrelas como o Sol vive em pares. Agora, a pesquisa de Welsh mostra que planetas orbitando duplas de estrelas -- conhecidos como planetas circumbinários -- também devem ser mais comuns do que se imaginava.
Desde 1995
Por centenas de anos, os astrônomos acreditaram que o Sistema Solar era o único grupo de planetas girando ao redor de uma estrela. Mas em 1995, com a descoberta do primeiro planeta a orbitar uma estrela diferente do Sol.
Nomeado 51 Pegasi b, o astro é um gigante gasoso com massa equivalente a, no mínimo, metade de Júpiter. A distância para a estrela que orbita é pequena: apenas 7,5 milhões de quilômetros -- muito menor, por exemplo, que o afastamento de 150 milhões de quilômetros da Terra em relação ao Sol.
Atualmente, são conhecidos mais de 700 planetas fora do Sistema Solar. No site da missão Kepler, é possível ver a contagem atual de "candidatos" a exoplanetas: astros que foram detectados pela sonda, mas não foram confirmados por análises posteriores como planetas. O número está, em 11 de janeiro, em 2.326. Desses, somente 33 já receberam a confirmação de que são realmente planetas.
Mas o principal objetivo da sonda Kepler é encontrar planetas que possam reunir as condições para o florescimento da vida. Para isso acontecer, os astros precisam ter um tamanho parecido com o da Terra e uma distância da estrela que orbitam suficiente para o desenvolvimento de uma atmosfera e de água líquida na superfície.
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(G1) Astrônomos anunciaram nesta quarta-feira (11) a descoberta de dois novos exoplanetas que giram ao redor de uma dupla de estrelas parecidas com o Sol. Nomeados Kepler-34b e Kepler-35b, os astros confirmam que é possível existir planetas que orbitam pares de estrelas unidas pela gravitação.
A descoberta é tema da revista científica "Nature" dessa semana e foi divulgada por um grupo de cientistas liderado por William Welsh, da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos. Cada um dos planetas gira ao redor de pares de estrelas diferentes.
Apesar de previsto por teóricos, este modelo era mais conhecido até então pelo cinema: na série "Guerra nas estrelas", um dos cenários onde as ações acontecem é o planeta Tatooine, lar do herói Luke Skywalker e iluminado por duas estrelas amarelas como o Sol.
O estudo serviu para consolidar uma descoberta anterior, ocorrida em setembro de 2011, quando os responsáveis pela missão Kepler anunciaram o primeiro planeta que poderia ser a versão real de Tatooine. Era Kepler-16b, astro também encontrado pela sonda da Nasa.
Vida a dois
Os objetos têm o mesmo nome pois foram encontrados pela sonda Kepler, da agência espacial norte-americana (Nasa), que procura desde março de 2009 por exoplanetas em uma faixa extensa no espaço sideral entre as constelações de Lira e Cisne. Nesta região, o equipamento analisa variações no brilho de até 150 mil estrelas.
Mudanças na luz que vem desses astros podem indicar que um planeta passou entre as estrelas e as lentes da sonda. Foi o que aconteceu durante a descoberta de Kepler-16b, que está a 200 anos-luz de distância da Terra -- 1 ano-luz é a distância percorrida por um raio luminoso durante um ano inteiro (aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros).
Os dois planetas recém-descobertos são gigantes gasosos como Júpiter, porém com massas muito menores. Kepler-34b gira ao redor de sua dupla em apenas 288 dias terrestres. Kepler-35b leva menos tempo ainda em sua órbita: 131 dias.
Segundo os pesquisadores, a maioria das estrelas como o Sol vive em pares. Agora, a pesquisa de Welsh mostra que planetas orbitando duplas de estrelas -- conhecidos como planetas circumbinários -- também devem ser mais comuns do que se imaginava.
Desde 1995
Por centenas de anos, os astrônomos acreditaram que o Sistema Solar era o único grupo de planetas girando ao redor de uma estrela. Mas em 1995, com a descoberta do primeiro planeta a orbitar uma estrela diferente do Sol.
Nomeado 51 Pegasi b, o astro é um gigante gasoso com massa equivalente a, no mínimo, metade de Júpiter. A distância para a estrela que orbita é pequena: apenas 7,5 milhões de quilômetros -- muito menor, por exemplo, que o afastamento de 150 milhões de quilômetros da Terra em relação ao Sol.
Atualmente, são conhecidos mais de 700 planetas fora do Sistema Solar. No site da missão Kepler, é possível ver a contagem atual de "candidatos" a exoplanetas: astros que foram detectados pela sonda, mas não foram confirmados por análises posteriores como planetas. O número está, em 11 de janeiro, em 2.326. Desses, somente 33 já receberam a confirmação de que são realmente planetas.
Mas o principal objetivo da sonda Kepler é encontrar planetas que possam reunir as condições para o florescimento da vida. Para isso acontecer, os astros precisam ter um tamanho parecido com o da Terra e uma distância da estrela que orbitam suficiente para o desenvolvimento de uma atmosfera e de água líquida na superfície.
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Via Láctea possui pelo menos 100 bilhões de planetas
Estudo estatístico afirma que galáxia possui mais planetas rochosos que gigantes gasosos. Resultado anima busca por mundos habitáveis.

(Veja) A Via Láctea, galáxia que abriga o planeta Terra, possui pelo menos 100 bilhões de planetas, de acordo com um estudo estatístico detalhado baseado na identificação de três planetas fora do Sistema Solar. O estudo será publicado nesta quinta-feira no periódico britânico Nature. A equipe internacional de cientistas descobriu que a Via Láctea possui, no mínimo e em média, um planeta para cada estrela. Isso significa que existem pelo menos 1.500 planetas num raio de 50 anos-luz da Terra. Os resultados são baseados em seis anos de observações. O estudo conclui que existem mais planetas do tamanho da Terra do que gigantes gasosos, como Júpiter.
Para chegar à conclusão do estudo, os astrônomos usaram uma técnica chamada microlente. O método tira vantagem do movimento aleatório das estrelas. Se uma passa em frente à outra, a gravidade daquela que está mais à frente desvia a luz da estrela que está ao fundo. Isso significa que o astro mais próximo da Terra atua como uma lente gigante, amplificando a luz da estrela mais distante.
Um planeta que acompanha a estrela mais próxima pode ajudar a aumentar o brilho da estrela distante. Esse brilho adicional revela o planeta, que normalmente seria pequeno e apagado demais para ser observado por telescópios e outras técnicas de detecção de mundos alienígenas.
Dos 40 eventos analisados pelos cientistas, três mostraram evidências de exoplanetas, como são chamados os planetas fora do Sistema Solar. Por meio de análise estatística, a equipe descobriu que uma a cada seis estrelas tinha um companheiro com a mesma massa de Júpiter. Metade das estrelas observadas tinham mundos parecidos com Netuno e dois terços eram orbitadas por exoplanetas de massa parecida com a da Terra. Por isso, os especialistas concluíram que mundos mais leves são mais abundantes que os gigantes pesados.
Segundo os autores do estudo, os resultados das principais técnicas de detecção de planetas estão convergindo rapidamente para um resultado em comum. "Exoplanetas não são apenas comuns em nossa galáxia, mas os planetas menores são mais abundantes que os grandes", disse o astrônomo da Nasa Stephen Kane, coautor da pesquisa. "São resultados que encorajam a procura por planetas habitáveis".

(Veja) A Via Láctea, galáxia que abriga o planeta Terra, possui pelo menos 100 bilhões de planetas, de acordo com um estudo estatístico detalhado baseado na identificação de três planetas fora do Sistema Solar. O estudo será publicado nesta quinta-feira no periódico britânico Nature. A equipe internacional de cientistas descobriu que a Via Láctea possui, no mínimo e em média, um planeta para cada estrela. Isso significa que existem pelo menos 1.500 planetas num raio de 50 anos-luz da Terra. Os resultados são baseados em seis anos de observações. O estudo conclui que existem mais planetas do tamanho da Terra do que gigantes gasosos, como Júpiter.
Para chegar à conclusão do estudo, os astrônomos usaram uma técnica chamada microlente. O método tira vantagem do movimento aleatório das estrelas. Se uma passa em frente à outra, a gravidade daquela que está mais à frente desvia a luz da estrela que está ao fundo. Isso significa que o astro mais próximo da Terra atua como uma lente gigante, amplificando a luz da estrela mais distante.
Um planeta que acompanha a estrela mais próxima pode ajudar a aumentar o brilho da estrela distante. Esse brilho adicional revela o planeta, que normalmente seria pequeno e apagado demais para ser observado por telescópios e outras técnicas de detecção de mundos alienígenas.
Dos 40 eventos analisados pelos cientistas, três mostraram evidências de exoplanetas, como são chamados os planetas fora do Sistema Solar. Por meio de análise estatística, a equipe descobriu que uma a cada seis estrelas tinha um companheiro com a mesma massa de Júpiter. Metade das estrelas observadas tinham mundos parecidos com Netuno e dois terços eram orbitadas por exoplanetas de massa parecida com a da Terra. Por isso, os especialistas concluíram que mundos mais leves são mais abundantes que os gigantes pesados.
Segundo os autores do estudo, os resultados das principais técnicas de detecção de planetas estão convergindo rapidamente para um resultado em comum. "Exoplanetas não são apenas comuns em nossa galáxia, mas os planetas menores são mais abundantes que os grandes", disse o astrônomo da Nasa Stephen Kane, coautor da pesquisa. "São resultados que encorajam a procura por planetas habitáveis".
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Pôr do Sol de ETs

(Cesar Baima - O Globo) A população de planetas extrassolares não para de crescer, com cada vez mais cientistas e equipamentos dedicados à busca pelo Santo Graal da área, uma Terra 2. Diante da profusão de novos mundos, Frédéric Pont, professor de Ciências Planetárias da Universidade de Exeter, no Reino Unido, decidiu visualizar como seria o pôr do Sol em um deles.
Batizado extra-oficialmente como "Osiris", o planeta HD 209458b orbita uma estrela parecida com o nosso Sol, a 150 anos-luz da Terra e é um gigante gasoso como Júpiter. Como está muito próximo da estrela, ele é muito quente, e sua temperatura atinge os mil graus Celsius. Isso faz com que a atmosfera do planeta se expanda, o que facilitou o trabalho do telescópio espacial Hubble em analisar sua composição.
Com os dados em mãos, Pont pôde calcular como a estrela pareceria para alguém que estivesse olhando o horizonte de uma estação espacial 10 mil quilômetros acima do planeta. No caso de Osiris, a medida que a estrela mergulhasse na atmosfera do ponto de vista deste ET astronauta, ela ficaria cada vez mais azul por causa da absorção das faixas vermelha e laranja da luz visível pelas altas concentrações de sódio em sua atmosfera. Com a estrela ainda mais baixa no horizonte, a dispersão atingiria até a faixa azul do espectro, fazendo-a ficar verde e por fim um morrom lamacento. Com a estrela totalmente eclipsada, por sua vez, o planeta pareceria ganhar uma aura azul.
Batizado extra-oficialmente como "Osiris", o planeta HD 209458b orbita uma estrela parecida com o nosso Sol, a 150 anos-luz da Terra e é um gigante gasoso como Júpiter. Como está muito próximo da estrela, ele é muito quente, e sua temperatura atinge os mil graus Celsius. Isso faz com que a atmosfera do planeta se expanda, o que facilitou o trabalho do telescópio espacial Hubble em analisar sua composição.
Com os dados em mãos, Pont pôde calcular como a estrela pareceria para alguém que estivesse olhando o horizonte de uma estação espacial 10 mil quilômetros acima do planeta. No caso de Osiris, a medida que a estrela mergulhasse na atmosfera do ponto de vista deste ET astronauta, ela ficaria cada vez mais azul por causa da absorção das faixas vermelha e laranja da luz visível pelas altas concentrações de sódio em sua atmosfera. Com a estrela ainda mais baixa no horizonte, a dispersão atingiria até a faixa azul do espectro, fazendo-a ficar verde e por fim um morrom lamacento. Com a estrela totalmente eclipsada, por sua vez, o planeta pareceria ganhar uma aura azul.
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
2012 pode se tornar o ano da “Terra alienígena”

(Live Science / Hypescience) Esse foi um ótimo ano para a descoberta de planetas, mas 2012 pode trazer algo ainda mais fantástico: a primeira “Terra alienígena” de verdade.
Em 2011, cerca de 700 exoplanetas foram catalogados, e ainda temos milhares a ser descobertos pelo telescópio espacial Kepler, que precisam ser verificados. Nesse último mês do ano, cientistas da NASA anunciaram dois achados importantes: dois planetas com o tamanho da Terra, e um maior na chamada zona habitável de sua estrela, a distância certa para existir água liquida e a possibilidade de vida.
Essas e outras descobertas sugerem que podemos estar cada vez mais perto do objeto principal dos caçadores de planetas – uma Terra alienígena.
“Imagino que a próxima catalogação de planetas, no ano que vem, vai finalmente apontar planetas do tamanho da Terra e em zonas habitáveis”, comenta Natalie Batalha, da equipe do Kepler.
No dia cinco de dezembro, os cientistas do Kepler anunciaram a descoberta de 1.094 cadidatos a exoplanetas, levando o total de achados dessa operação, que já dura 16 meses, a 2.326. Até agora, apenas 33 de todos esses foram confirmados por observações, mas os pesquisadores afirmam que pelo menos 80% deve ser confirmado.
Só o número já é incrível, mas a pesquisa por planetas não vive exatamente para aumentar a quantidade deles: é uma corrida para entender a natureza e a diversidade dos planetas.
“Você só pode entender a diversidade dos sistemas se já tem um número suficiente para formar estatísticas”, afirma Batalha. “Você realmente precisa de um número grande, e é aí que o Kepler faz uma grande contribuição”.
A diversidade dos planetas e sistemas alienígenas parece ser alta. Astrônomos já encontraram um planeta denso como ferro, e outro leve e cheio de luz. Em setembro, a equipe do Kepler anunciou a descoberta de um planeta que circunda dois sóis, como o planeta Tattooine, do filme “Star Wars”.
Os pesquisadores também já haviam confirmado diversos planetas em áreas habitáveis, mas nenhum podia ser considerado uma Terra real, já que são significativamente maiores do que a nossa Terra.
O telescópio Kepler, lançado em março de 2009, busca planetas usando uma técnica conhecida como “método transitório”. Ele procura pela luz que vaza do brilho estelar, observada quando um planeta transita, ou cruza a frente de uma estrela.
Após quase três anos, o Kepler já está mais perto de encontrar um planeta como o nosso. “Estamos realmente chegando nos planetas com períodos orbitais longos”, afirma Batalha.
Até agora, nenhum planeta tinha o mesmo tamanho da Terra e também estava na zona habitável de sua estrela. Mas isso pode mudar com o anúncio dos novos planetas, em junho ou julho.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Programa faz "fotos" de planetas fora do sistema solar
(BBC/Terra) O astrobiologista Abel Mendez, da Universidade de Porto Rico, desenvolveu um software que pode recriar imagens em 3D de outros planetas, com realismo fotográfico. Usando dados científicos obtidos por telescópios espaciais, o software reconstrói principalmente os chamados exoplanetas - que orbitam em uma estrela que não seja o sol, e por isso pertencem a outro sistema planetário.
No entanto, o programa - chamado Scientific Exoplanets Renderesis (SER) - também faz reconstruções históricas. É o caso da imagem da Terra há 240 milhões de ano, quando todos os continentes eram unidos na chamada pangeia.
Diferentemente das chamadas reconstruções artísticas, no SER tudo feito matematicamente, utilizando dados como o tamanho, a composição química, a temperatura do planeta, além da distância do satélite.
Imprecisão da Nasa
Ao comparar as imagens geradas pelo software que criou com as da Nasa, Mendez diz que, em muitos casos, as divulgadas pela agência americana pouco condizem com a realidade. O cientista diz, por exemplo, que a reconstrução da Nasa do exoplaneta Kepler 22-b, descoberto no início deste mês, é imprecisa. Segundo ele, foi usada uma cor correta, mas ele não acha que haja nuvens como as da imagem divulgada.
Além de planetas rochosos e com oceanos, o software também está capacitado para gerar imagens de estrelas ou gases, incluindo reconstruções realistas de nuvens e efeitos climáticos. Uma versão beta do programa está sendo testada atualmente, mas o software final será lançado no ano que vem.
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Matéria similar no Inovação Tecnológica
No entanto, o programa - chamado Scientific Exoplanets Renderesis (SER) - também faz reconstruções históricas. É o caso da imagem da Terra há 240 milhões de ano, quando todos os continentes eram unidos na chamada pangeia.
Diferentemente das chamadas reconstruções artísticas, no SER tudo feito matematicamente, utilizando dados como o tamanho, a composição química, a temperatura do planeta, além da distância do satélite.
Imprecisão da Nasa
Ao comparar as imagens geradas pelo software que criou com as da Nasa, Mendez diz que, em muitos casos, as divulgadas pela agência americana pouco condizem com a realidade. O cientista diz, por exemplo, que a reconstrução da Nasa do exoplaneta Kepler 22-b, descoberto no início deste mês, é imprecisa. Segundo ele, foi usada uma cor correta, mas ele não acha que haja nuvens como as da imagem divulgada.
Além de planetas rochosos e com oceanos, o software também está capacitado para gerar imagens de estrelas ou gases, incluindo reconstruções realistas de nuvens e efeitos climáticos. Uma versão beta do programa está sendo testada atualmente, mas o software final será lançado no ano que vem.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Imagem do Subaru Confirma a Presença de Exoplanetas ao Redor da Estrela HR 4796A
(Cienctec) Uma equipe de astrônomos do Projeto SEEDS – Strategic Exploration of Exoplanets and Discs by Subaru – realizado pelo telescópio japonês Subaru, localizado no Havaí, descobriu a possível presença de vários exoplanetas dentro do anel de poeira da estrela HR 4796 A. A jovem estrela de apenas 8 milhões de anos é parte de um sistema estelar binário composto por uma estrela branca da sequência principal e uma anã vermelha, localizada a cerca de 220 anos luz do Sol na constelação de Centaurus . A HR 4796 A é cerca de duas vezes mais massiva e vinte vezes mais luminosa que o Sol.
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