terça-feira, 11 de março de 2014

Uma estrela pequena, um planeta pequeno... pelo menos!


(Astronomia On Line - Portugal) Um grupo de astrónomos do Reino Unido e do Chile relata a descoberta de oito novos planetas pequenos orbitando anãs vermelhas próximas, três das quais podem ser habitáveis. A partir deste resultado, os cientistas, liderados por Mikko Tuomi da Universidade de Hertfordshire, estimam que uma grande fracção das anãs vermelhas, que constituem pelo menos três-quartos das estrelas no Universo, têm planetas de baixa massa. O novo trabalho foi publicado na revista Monthly Notices da Sociedade Astronómica Real.

Os pesquisadores descobriram os planetas através da análise de dados de arquivo de dois estudos planetários de alta precisão feitos com o instrumento UVES (Ultraviolet and Visual Echelle Spectrograph) e com o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), ambos operados pelo Observatório Europeu do Sul no Chile. Os dois instrumentos são usados para medir quanto uma estrela é afectada pela gravidade de um planeta em órbita.

À medida que um planeta invisível orbita uma estrela distante, a atracção gravitacional entre os dois faz com que a estrela tenha um movimento oscilatório no espaço. Esta oscilação periódica é detectada através do estudo da luz da estrela. Ao combinar dados do UVES e do HARPS, a equipa foi capaz de detectar sinais demasiado fracos para serem vistos nos dados de um só instrumento.

Com esta técnica mais sensível, os astrónomos descobriram oito mundos, três dos quais encontram-se na chamada "zona habitável" das suas estrelas e são apenas um pouco mais maciços que a Terra. Os planetas nesta região, onde a temperatura é ideal para a existência de água líquida à sua superfície, são mais propensos a suportar vida.

Todos os planetas recém-descobertos orbitam anãs vermelhas entre 15 e 80 anos-luz do Sol, tornando-os relativamente próximos do Sistema Solar. Os oito planetas demoram entre duas semanas e nove anos a completar cada órbita, colocando-os a uma distância das suas estrelas entre 6 e 600 milhões de quilómetros (equivalente a entre 0,04 e 4 vezes a distância da Terra ao Sol).

"Nós estávamos apenas estudando os dados do UVES, e notámos uma variabilidade que não podia ser explicada por um ruído aleatório. Ao combinar essas observações com dados do HARPS, conseguimos detectar este tesouro espectacular de candidatos a planeta," disse Mikko Tuomi. "Estamos claramente estudando uma população altamente abundante de planetas de baixa massa, e podemos esperar encontrar muitos mais no futuro próximo - mesmo em redor de estrelas muito mais próximas do Sol."

A equipa usou técnicas inovadoras de análise para espremer os sinais planetários nos dados. Em particular, aplicaram a regra de probabilidades condicionais de Bayes que permite responder à questão "Qual a probabilidade de uma determinada estrela ter planetas em órbita com base nos dados disponíveis?" Esta abordagem, em conjunto com uma técnica que permite aos pesquisadores filtrar ruído em excesso nas medições, tornou possível as detecções.

Hugh Jones, também da Universidade de Hertfordshire, afirma: "este novo resultado é algo já esperado, no sentido de que estudos de anãs vermelhas distantes com a missão Kepler indicam uma população significativa de planetas com pequenos raios. Por isso, é agradável ser capaz de confirmar isso com uma amostra de estrelas que estão entre as mais brilhantes da sua classe."

Estas descobertas acrescentam oito novos exoplanetas ao total anterior de 17 já conhecidos em torno de estrelas de baixa massa. A equipa também pretende acompanhar outros dez sinais mais fracos.
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Mais quatro mundos habitáveis (Mensageiro Sideral - Folha)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Choque de cometas explica nodo de gás em torno de estrela jovem


(Astronomia On Line - Portugal) Os astrónomos anunciaram ontem a descoberta de um nodo inesperado de monóxido de carbono gasoso no disco de poeira que circunda a estrela Beta Pictoris. A descoberta, feita com observações obtidas pelo ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) situado no norte do Chile, é surpreendente uma vez que se espera que tal gás seja rapidamente destruído pela radiação estelar. Algo - provavelmente colisões frequentes entre objectos pequenos e gelados, como cometas - faz com que o gás esteja a ser constantemente criado. Os novos resultados foram publicados na revista Science.

Beta Pictoris, uma estrela próxima facilmente observável a olho nu no céu austral, é já tida como sendo o arquétipo dos sistemas planetários jovens. Sabe-se que alberga um planeta que orbita a estrela a uma distância de 1,2 mil milhões de quilómetros e foi uma das primeiras estrelas que se descobriu rodeada por um enorme disco de poeira.

As novas observações do ALMA mostram que o disco está permeado de gás de monóxido de carbono. Paradoxalmente, a presença deste gás, tão prejudicial aos humanos na Terra, poderá indicar que o sistema planetário Beta Pictoris se tornará eventualmente passível de albergar vida. O bombardeamento de cometas que os seus planetas sofrem actualmente está muito provavelmente a fornecer-lhes água indispensável à vida.

No entanto, o monóxido de carbono é rápida e facilmente destruído pela radiação estelar - dura apenas cerca de 100 anos no local onde se encontra no disco de Beta Pictoris. Observá-lo num disco com 20 milhões de anos de idade é realmente uma surpresa. A pergunta é então: donde é que este gás vem e porque é que ainda lá se encontra?

"A não ser que estejamos a observar Beta Pictoris numa altura muito particular, o monóxido de carbono deve estar a ser continuamente criado," diz Bill Dent, um astrónomo do ESO a trabalhar no Gabinete do ALMA em Santiago, Chile, e autor principal do artigo científico ontem publicado na revista Science. "A fonte mais abundante de monóxido de carbono num sistema estelar jovem é a colisão de objectos gelados, desde cometas a objectos maiores do tamanho de planetas."

Mas a taxa de destruição tem que ser muito elevada: "Para que haja a quantidade de monóxido de carbono que estamos a observar, a taxa de colisões tem de ser verdadeiramente espantosa - uma colisão de um cometa grande a cada cinco minutos," diz Aki Roberge, astrónomo no Goddard Research Center da NASA, em Greenbelt, EUA e co-autor do artigo. "E para termos este número de colisões, terá que haver uma enorme concentração de cometas."

O ALMA mostrou ainda outra surpresa, já que as observações revelaram não apenas o monóxido de carbono mas permitiram também mapear a sua localização no disco, devido à capacidade única do ALMA em medir simultaneamente posições e velocidades: o gás concentra-se num único nodo compacto. Esta concentração situa-se a 13 mil milhões de quilómetros de distância da estrela, o que corresponde a cerca de três vezes a distância de Neptuno ao Sol. A razão por que o gás se concentra neste pequeno nodo tão longe da estrela permanece um mistério.

"Este nodo de gás é uma importante pista sobre o que se passa nas regiões mais externas deste sistema planetário jovem," diz Mark Wyatt, astrónomo da Universidade de Cambridge, RU, e co-autor do artigo. Mark explica que existem dois processos pelos quais este nodo se pode ter formado: "Ou a atracção gravitacional de um planeta ainda não detectado, com massa semelhante à de Saturno, concentra as colisões cometárias nesta pequena região, ou o que estamos a ver são os resquícios de uma colisão catastrófica entre dois planetas gelados com massas semelhantes à de Marte."

Ambas estas hipóteses dão aos astrónomos razões para esperar descobrir vários outros planetas em torno de Beta Pictoris. "Este monóxido de carbono é apenas o início - podem haver outras moléculas pré-orgânicas mais complexas libertadas por estes corpos gelados," acrescenta Roberge.

Estão previstas mais observações com o ALMA, que ainda não alcançou as suas capacidades totais, para se continuar a estudar este intrigante sistema planetário e consequentemente ajudar-nos a compreender quais as condições que existiam durante a formação do nosso Sistema Solar.
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Matéria original no ESO
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Doce Veneno (Fundação Planetário)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Cientistas usam nova técnica para detectar água em planeta fora do Sistema Solar

Novo método vai permitir estudar planetas que antes não se encaixavam nos requisitos para participar das pesquisas


(Veja) Cientistas encontraram água na atmosfera de mais um planeta fora do nosso Sistema Solar, mas dessa vez fizeram uso de uma nova técnica, que vai ajudar a determinar a quantidade de exoplanetas que apresentam o líquido essencial para a vida na Terra.

Os astrônomos encontraram água em um planeta comparável a Júpiter no tamanho, que orbita a estrela Tau Boötis (e por isso batizado de Tau Boötis b), a cerca de 51 anos-luz da Terra. A descoberta foi descrita em um estudo publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters.

"Planetas como o Tau Boötis b, que têm a dimensão de Júpiter, mas são muito mais quentes, não existem no nosso Sistema Solar. Detectar água na sua atmosfera é importante porque ajuda a entender a formação e evolução dos planetas do tipo Júpiter quente", afirma Chad Bender, pesquisador da Universidade Estadual da Pensilvânia e um dos autores do estudo. "A descoberta também demonstra a efetividade da nova técnica, que detecta a radiação infravermelha na atmosfera desses planetas."

Os métodos anteriores só funcionavam se a órbita do planeta o fizesse passar na frente de sua estrela, do ponto de vista da Terra — para que o espectro de luz que atravessa a atmosfera fosse analisado — ou com o uso de uma técnica de imagem que pode ser aplicada apenas em planetas que estão a certa distância de sua estrela. Por essa razão, uma parte significativa dos exoplanetas não podia ter sua atmosfera estudada. A descoberta de água no Tau Boötis b faz parte de um projeto de caracterizar a atmosfera de diversos exoplanetas do tipo Júpiter quente, liderado por Chad Bender.

CONHEÇA A PESQUISA
Título original: NEAR-IR DIRECT DETECTION OF WATER VAPOR IN TAU BOÖTIS b

Onde foi divulgada: periódico The Astrophysical Journal Letters

Quem fez: Alexandra C. Lockwood, John A. Johnson, Chad F. Bender, John S. Carr, Travis Barman, Alexander J. W. Richert e Geoffrey A. Blake

Instituição: Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e outras

Resultado: Cientistas encontraram água na atmosfera de mais um planeta fora do nosso Sistema Solar, mas dessa fez fizeram uso de uma nova técnica, que vai ajudar a determinar a quantidade de exoplanetas que apresentam água.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Nasa anuncia descoberta de 715 novos planetas

Achado praticamente dobra número de planetas conhecidos. Planetas descobertos pelo telescópio Kepler orbitam 305 estrelas.


(AFP/G1) A Nasa anunciou nesta quarta-feira (26) uma série de novos planetas descobertos pelo telescópio Kepler. Um novo método de verificação de potenciais planetas levou à descoberta de 715 novos mundos, que orbitam 305 estrelas diferentes. A missão do telescópio é encontrar estrelas semelhantes ao nosso Sol.

"Nós praticamente dobramos o número de planetas conhecidos", explicou Jack Lissauer, cientista da agência. Com a descoberta, o número total de planetas conhecidos chegou a cerca de 1.700.

Não existem muitas informações sobre esses planetas, principalmente se eles realmente têm as condições necessárias para o surgimento da vida - água, superfície rochosa e uma distância de suas estrelas que os mantenha na temperatura ideal.

Cinco deles estão na zona habitável de suas estrelas e têm um tamanho semelhante ao da Terra, informou a Nasa. A maioria das novas descobertas está em "sistemas multi-planetários parecidos com o nosso", e 95% tem um tamanho entre o da Terra e o de Netuno, que é quatro vezes maior do que o nosso planeta.

O novo método consiste em uma ferramenta que permite analisar diversos planetas ao mesmo tempo. Antigamente, cada planeta era confirmado de forma individual, dependendo do número de vezes que orbitasse em frente a sua estrela. Três voltas são suficientes para a confirmação.

O Kepler, que foi lançado em 2009 e não funciona mais desde o ano passado, observou 150 mil estrelas, ao redor das quais podem existir 3.600 planetas. Até agora, 961 desses candidatos foram confirmados. Os dados do telescópio seguem sendo analisados. Essas descobertas serão divulgadas em 10 de março na publicação científica americana "The Astrophysical Journal".
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Conjunto de 34 telescópios espaciais vai procurar exoplanetas parecidos com a Terra

A agência espacial europeia ESA acaba de dar luz verde a uma missão pioneira, baptizada PLATO, de procura de planetas extra-solares potencialmente habitáveis.


(Público - Portugal) O lançamento em 2024 de um inovador observatório espacial, cujo objectivo é descobrir quão comuns são no Universo os planetas como a Terra para depois determinar se possuem condições para o aparecimento de vida, acaba de ser aprovado pela agência espacial europeia ESA, anunciaram em comunicado o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) e o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL), que participam neste projecto.

A missão, baptizada PLATO (PLAnetary Transits and Oscillations of stars – ou, em português, “trânsitos planetários e oscilações estelares”), está integrada no programa Visão Cósmica de exploração do Universo da ESA.

O PLATO é composto por 34 pequenos telescópios, montados numa plataforma dentro de um satélite e equipados com câmaras e sensores de tecnologia de topo. Os telescópios podem funcionar juntos ou separadamente, o que confere ao conjunto uma capacidade sem precedentes de ver simultaneamente objectos brilhantes e ténues. E deverão observar, durante seis anos, até um milhão de estrelas, à procura de planetas em seu redor. A detecção de planetas será realizada utilizando o método dito “dos trânsitos”, que detecta as ligeiras variações periódicas da luminosidade estelar provocadas pela passagem de um planeta à sua frente.

O novo observatório espacial deverá ainda permitir medir as oscilações de luminosidade causadas pelas vibrações no interior de dezenas de milhares de estrelas. Estes dados de “astrossismologia” serão usados para calcular o raio, a massa e a idade dessas estrelas. “A detecção de oscilações num número tão elevado de estrelas vai fornecer [em particular] informações fundamentais acerca dos processos físicos que têm lugar no seu interior, permitindo melhorar os modelos teóricos de evolução estelar”, diz Margarida Cunha, do CAUP, coordenadora do grupo de trabalho de diagnósticos sísmicos da missão.

O PLATO deverá permitir a elaboração do primeiro catálogo de exoplanetas potencialmente habitáveis – ou seja, de planetas extra-solares rochosos onde é expectável que exista, à superfície, água em estado líquido, indispensável à vida. No total, espera-se que o catálogo venha a conter as características precisas – raio, densidade, composição, atmosfera e fase de evolução – de milhares de exoplanetas, incluindo “gémeos” da Terra. Só a determinação simultânea da massa e do raio de um planeta permite, de facto, saber se se trata de um planeta gasoso ou de um planeta rochoso com um núcleo de ferro, como a Terra, lê-se ainda no comunicado.

O catálogo servirá de base para futuros estudos, em que a existência dos planetas descobertos pelo PLATO irá ser confirmada por grandes telescópios como o E-ELT (European Extremely Large Telescope) do Observatório Europeu do Sul (no Chile) ou o Telescópio Espacial James Webb da NASA e da ESA.

O PLATO ficará posicionado a 1,5 milhões de quilómetros de nós, num ponto do espaço diametralmente oposto ao Sol em relação à Terra. Daí, irá acompanhar a órbita terrestre e transmitir, em média, 109 Gigabytes de dados por dia.
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Brasil participa de novo satélite 'caça-planetas' (Estadão), com matérias similares na FolhaInovação TecnológicaHerton Escobar - EstadãoPesquisa Fapesp e Fundação Planetário

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Kepler 413-b, o planeta pião


(UOL) Esta reprodução artística representa a paisagem do planeta Kepler 413-b, recém-descoberto pelo telescópio espacial Kepler. Mas os dois sóis que brilham no céu do planeta estão longe de ser sua característica mais inusitada. Isso porque o 413-b gira feito um pião no espaço. Os cientistas da Nasa ainda não sabem explicar exatamente o porquê de o eixo de rotação do planeta oscilar tão rapidamente. Mas, enquanto o eixo da Terra se inclina 23,5 graus a cada 26.000 anos, o do 413-b muda 30 graus em apenas 11 anos. O resultado disso é uma rápida e errática mudança de estações climáticas.

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NASA descobre planeta "magnífico" (DN - Portugal)
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Descoberto um planeta oscilante (AstroPT)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Um ranking das novas Terras


(Mensageiro Sideral - Folha) São mais de mil os planetas conhecidos fora do Sistema Solar, e o satélite Kepler, da Nasa, descobriu mais de 3.500 outros candidatos, dos quais pelo menos 90% devem ser mundos reais orbitando outras estrelas. Mas quão perto estamos de encontrar legítimos gêmeos da Terra, capazes de abrigar vida?

O grupo do Laboratório de Habitabilidade Planetária, da Universidade de Porto Rico em Arecibo, responde a essa pergunta com um ranking que mostra quais mundos descobertos até agora são os mais parecidos com o nosso mundo.

Para compará-los, a equipe lança mão de um artifício criado pelo astrobiólogo Dirk Schulze-Makuch, da Universidade Estadual de Washington, nos EUA. Em 2011, ele propôs a criação de um Índice de Similaridade com a Terra (IST). É um número, com valor entre 0 e 1, que leva em conta fatores mais ou menos conhecidos entre os exoplanetas – massa, raio e temperatura – para compará-los com o terceiro planeta a contar do Sol.

O sonho dos astrobiólogos, claro, é encontrar um planeta cujo índice seja 1 — um virtual gêmeo terrestre. Até o momento, eles tiveram de se contentar com menos. Dê uma olhada na ficha técnica dos 12 mundos identificados até agora (alguns deles sem existência completamente confirmada) como os mais parecidos com o nosso. Para criar um suspense, coloco a lista do menos parecido para o mais parecido.

12º lugar
Gliese 581d
Índice de Similaridade com a Terra: 0,53
Status de existência: Confirmado
Tipo da estrela: M (anã vermelha)
Distância: 20,2 anos-luz
Massa estimada: 6,0 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 2,0 vezes o da Terra
Período: 66,6 dias terrestres
Temperatura média: -53ºC

11º lugar
Gliese 667C e
Índice de Similaridade com a Terra: 0,60
Status de existência: Confirmado
Tipo da estrela: M (anã vermelha)
Distância: 23,6 anos-luz
Massa estimada: 3,1 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 1,5 vez o da Terra
Período: 62,2 dias terrestres
Temperatura média: -46ºC

10º lugar
Kepler-62f
Índice de Similaridade com a Terra: 0,67
Status de existência: Confirmado
Tipo da estrela: K (anã laranja)
Distância: 1.199,7 anos-luz
Massa estimada: 2,6 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 1,4 vez o da Terra
Período: 267,3 dias terrestres
Temperatura média: -34ºC

9º lugar
Kepler-22b
Índice de Similaridade com a Terra: 0,71
Status de existência: Confirmado
Tipo da estrela: G (anã amarela)
Distância: 619,4 anos-luz
Massa estimada: 7,9 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 2,3 vezes o da Terra
Período: 289,9 dias terrestres
Temperatura média: 29ºC

8º lugar
Gliese 163c
Índice de Similaridade com a Terra: 0,73
Status de existência: Confirmado
Tipo da estrela: M (anã vermelha)
Distância: 48,9 anos-luz
Massa estimada: 8,4 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 2,4 vezes o da Terra
Período: 25,6 dias terrestres
Temperatura média: 45ºC

7º lugar
Kepler-61b
Índice de Similaridade com a Terra: 0,73
Status de existência: Confirmado
Tipo da estrela: K (anã laranja)
Distância: 1.062,8 anos-luz
Massa estimada: 6,6 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 2,1 vezes o da Terra
Período: 59,9 dias terrestres
Temperatura média: 35ºC

6º lugar
HD 40307g
Índice de Similaridade com a Terra: 0,73
Status de existência: Candidato
Tipo da estrela: K (anã laranja)
Distância: 41,7 anos-luz
Massa estimada: 8,2 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 2,4 vezes o da Terra
Período: 197,8 dias terrestres
Temperatura média: -5ºC

5º lugar
Gliese 667C f
Índice de Similaridade com a Terra: 0,76
Status de existência: Confirmado
Tipo da estrela: M (anã vermelha)
Distância: 23,6 anos-luz
Massa estimada: 3,1 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 1,5 vez o da Terra
Período: 39 dias terrestres
Temperatura média: -14ºC

4º lugar
Gliese 581g
Índice de Similaridade com a Terra: 0,76
Status de existência: Candidato
Tipo da estrela: M (anã vermelha)
Distância: 20,2 anos-luz
Massa estimada: 3,2 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 1,5 vez o da Terra
Período: 36,7 dias terrestres
Temperatura média: -14ºC

3º lugar
Tau Ceti e
Índice de Similaridade com a Terra: 0,77
Status de existência: Candidato
Tipo da estrela: G (anã amarela)
Distância: 11,9 anos-luz
Massa estimada: 5,0 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 1,9 vez o da Terra
Período: 168,1 dias terrestres
Temperatura média: 49ºC

2º lugar
Kepler-62e
Índice de Similaridade com a Terra: 0,83
Status de existência: Confirmado
Tipo da estrela: K (anã laranja)
Distância: 1.200 anos-luz
Massa estimada: 3,6 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 1,6 vez o da Terra
Período: 122,4 dias terrestres
Temperatura média: 27ºC

1º lugar
Gliese 667C c
Índice de Similaridade com a Terra: 0,84
Status de existência: Confirmado
Tipo da estrela: M (anã vermelha)
Distância: 23,6 anos-luz
Massa estimada: 3,8 vezes a da Terra
Diâmetro estimado: 1,7 vez o da Terra
Período: 28,1 dias terrestres
Temperatura média: 12ºC

Há muita adivinhação no preenchimento desses dados. Nem sempre se pôde detectar o diâmetro e a massa dos planetas, que juntos esclareceriam se esses mundos também são rochosos como a Terra. Nos casos em que um dos valores faltou, os pesquisadores optaram por estimá-lo com base na média dos exoplanetas similares que tiveram sua densidade calculada.

Outro fator que depende de chutômetro é a temperatura média. Os cientistas calcularam os valores presumindo que os planetas tinham uma atmosfera similar à terrestre e proporcional à massa deles, com um efeito estufa causado por 1% de dióxido de carbono e um albedo (nível de reflexão da luz solar) similar ao terrestre.

Trata-se de uma lista bastante interessante, que mostra como estamos de fato no limiar de encontrar um planeta tão adequado à vida como o nosso. Mas ainda não chegamos lá.

Por outro lado, diante das incertezas nas estatísticas, vale interpretar esses resultados com uma pitada de sal. Se você ainda não se convenceu disso, basta lembrar que Vênus atinge o valor de 0,72 no Índice de Similaridade com a Terra, apesar de em nada se parecer conosco do ponto de vista da habitabilidade.