quinta-feira, 5 de junho de 2014
100 milhões de planetas na nossa Galáxia podem albergar vida complexa
(Astronomia On Line - Portugal) De acordo com um estudo publicado a semana passada por dois cientistas anteriormente da Universidade do Texas em El Paso (UTEP) e colegas na sua revista online, Challenges, o número de planetas em que a vida complexa poderá existir na Via Láctea poderá ser tão alto quanto 100 milhões.
Segundo o autor principal do artigo já revisto por pares, o Dr. Louis Irwin, Professor Emérito e ex-presidente do departamento de Ciências Biológicas da UTEP, "isto constitui a primeira estimativa quantitativa do número de mundos na nossa Galáxia que podem abrigar vida acima do nível microbiano, com base em dados objectivos."
Irwin e colegas examinaram a lista crescente de mais de um milhar de exoplanetas conhecidos (planetas noutros sistemas estelares). Usando uma fórmula que considera a densidade planetária, temperatura, substrato (líquido, sólido ou gasoso), a química, a distância da sua estrela central, e idade, a equipa de Irwin calculou um "índice de complexidade biológica (ICB)", que classifica os planetas numa escala de 0 a 1,0 de acordo com o número e grau de características assumidas como importantes para o suporte de múltiplas formas de vida multicelular.
O cálculo do ICB revelou que 1 a 2 por cento dos exoplanetas mostrou uma classificação superior à de Europa, uma lua de Júpiter que se pensa ter um oceano global abaixo da superfície que poderá abrigar formas diferentes de vida. Com base numa estimativa muito conservadora de 10 mil milhões de estrelas na Via Láctea, e assumindo uma média de um planeta por estrela, isto gera o número de 100 milhões. Poderia ser 10 vezes maior, se considerarmos um número maior de estrelas na nossa Galáxia.
Irwin salientou que o estudo não indica que a vida complexa existe em assim tantos planetas - apenas que as condições planetárias para o seu suporte existem. Também observa que vida complexa não significa vida inteligente (embora não a descarte), ou mesmo vida animal, mas simplesmente que organismos maiores e mais complexos que os micróbios poderiam existir num número de diferentes formas, provavelmente formando teias alimentares estáveis, como aquelas encontradas nos ecossistemas da Terra.
"Outros cientistas têm tentado fazer suposições educadas sobre a frequência de vida noutros mundos com base em palpites hipotéticos, mas este é o primeiro estudo que se baseia em dados observáveis de corpos planetários reais para lá do nosso Sistema Solar," acrescenta Irwin.
Apesar do grande número absoluto de planetas que possam abrigar vida complexa, a Via Láctea é tão grande que, estatisticamente, planetas com valores altos de ICB estão muito distantes uns dos outros. Um dos sistemas extrasolares mais próximos e promissores, conhecido como Gliese 581, tem possivelmente dois planetas com a capacidade aparente para albergar biosferas complexas, mas a distância entre o Sol e Gliese 581 é de cerca de 20 anos-luz. Um ano-luz é a distância que a luz percorre num ano.
A maioria dos planetas com um alto ICB está muito mais longe. Se os 100 milhões de planetas que a equipa de Irwin diz terem a capacidade teórica para hospedar vida complexa estiverem distribuídos aleatoriamente por toda a Galáxia, estariam em média a cerca de 24 anos-luz de distância entre si.
"Por um lado," conta Irwin, "parece altamente improvável que estejamos sozinhos. Por outro, estamos provavelmente tão longe de outras formas de vida ao nosso nível de complexidade, que um encontro com tais formas alienígenas é extremamente improvável no futuro próximo."
Os co-autores do estudo incluem Dirk Schulze-Makuch, ex-professor adjunto de Ciências Geológicas da UTEP, agora na Universidade Estatal de Washington, Alberto Fairén da Universidade Cornell, e Abel Méndez, da Universidade de Porto Rico em Arecibo. Há dois anos atrás, estes mesmos cientistas fizeram parte da equipa que publicou um "Índice de Similaridade com a Terra (IST)", que classifica exoplanetas também numa escala de 0 a 1,0, de acordo com a sua parecença com a Terra.
Não surpreendentemente, os valores mais elevados de ICB tendem a ser correlacionados com os valores mais elevados de IST, mas há algumas excepções. "Os planetas com os maiores valores de ICB tendem a ser maiores, mais quentes, e mais antigos que a Terra," afirma Irwin, "de modo que qualquer busca de vida complexa e inteligente que está restrita apenas para planetas como a Terra, ou para a vida como a conhecemos na Terra será, provavelmente, demasiado redutora."
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quarta-feira, 4 de junho de 2014
Planeta descoberto em estrela próxima do Sol pode ter água líquida
Segundo cientistas, a descoberta é uma evidência de que planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia são "tão comuns quanto grãos de areia na praia"
(Veja) Uma equipe internacional de astrônomos descobriu dois novos planetas orbitando uma estrela muito antiga e próxima do Sistema Solar. Um deles, denominado Kapteyn b, está uma distância da estrela que permite a existência de água líquida em sua superfície – um ingrediente essencial para a formação da vida. A pesquisa que descreve as descobertas foi publicada nesta terça-feira no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
A estrela ao redor da qual os novos exoplanetas orbitam é denominada Kapteyn, em homenagem ao astrônomo alemão Jacobus Kapteyn, que a descobriu no fim do século XIX. Ela tem um terço na massa do Sol e se localiza nos limites da Via Láctea.
O planeta Kapteyn b, candidato a ter água líquida, possui cinco vezes a massa da Terra e dá uma volta completa ao redor de sua estrela a cada 48 dias. O segundo planeta, Kapteyn c, é mais massivo, com um ano correspondente a 121 dias terrestres e, provavelmente, frio demais para ter água líquida.
Instrumentos que estão sendo desenvolvidos atualmente poderão, em breve, analisar a atmosfera desses planetas e verificar a presença de água, acreditam cientistas. "Essa é mais uma evidência de que quase todas as estrelas possuem planetas, e que planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia são tão comuns quanto grãos de areia na praia", afirma Pamela Arriagada, pesquisadora dos Observatórios Carnegie, nos Estados Unidos.
Os planetas foram descobertos a partir de instrumentos do Observatório La Silla, no Chile, parte do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês); do Obervatório Las Campanas, também no Chile, operado pelo Instituto Científico Carnegie (CIS, na sigla em inglês), e do Observatório W. M. Keck, no Havaí, da Associação de Pesquisa em Astronomia da Califórnia.
Proximidade — A estrela Kapteyn é a 25.ª mais próxima do Sol, a 'apenas' 13 anos-luz da Terra. Os cientistas acreditam que ela tenha se originado em uma galáxia anã que se desfez e foi absorvida pela Via Láctea. Esse 'canibalismo galáctico' mudou a estrela de direção, fazendo com que ela acabasse nas proximidades da Via Láctea.
Estima-se que essa estrela e seus planetas tenham cerca de 11,5 bilhões de anos, 2,5 vezes mais do que a Terra e apenas dois bilhões de anos a menos do que a formação do Universo. "Isso faz com que a gente se pergunte que tipo de vida pode ter evoluído nesses planetas em um período tão longo de tempo", diz Guillem Anglada-Escude, pesquisador da Queen Mary University of London e um dos autores do estudo.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Two planets around Kapteyn's star: a cold and a temperate super-Earth orbiting the nearest halo red-dwarf
Onde foi divulgada: periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Quem fez: Anglada-Escude, Guillem; Arriagada, Pamela; Tuomi, Mikko; Zechmeister, Mathias; Jenkins, James; Ofir, Aviv e outros
Instituição: Instituto Carnegie, nos Estados Unidos, e outras
Resultado: Os pesquisadores descobriram dois novos planetas orbitando uma estrela muito antiga e próxima do Sol. Um deles, denominado Kapteyn b, está uma distância da estrela que permite a existência de água líquida em sua superfície
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E mais:
A busca por vida em Kapteyn b (Mensageiro Sideral - Folha)
.
O vizinho mais próximo (Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)
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A estrela ao redor da qual os novos exoplanetas orbitam é denominada Kapteyn, em homenagem ao astrônomo alemão Jacobus Kapteyn, que a descobriu no fim do século XIX. Ela tem um terço na massa do Sol e se localiza nos limites da Via Láctea.
O planeta Kapteyn b, candidato a ter água líquida, possui cinco vezes a massa da Terra e dá uma volta completa ao redor de sua estrela a cada 48 dias. O segundo planeta, Kapteyn c, é mais massivo, com um ano correspondente a 121 dias terrestres e, provavelmente, frio demais para ter água líquida.
Instrumentos que estão sendo desenvolvidos atualmente poderão, em breve, analisar a atmosfera desses planetas e verificar a presença de água, acreditam cientistas. "Essa é mais uma evidência de que quase todas as estrelas possuem planetas, e que planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia são tão comuns quanto grãos de areia na praia", afirma Pamela Arriagada, pesquisadora dos Observatórios Carnegie, nos Estados Unidos.
Os planetas foram descobertos a partir de instrumentos do Observatório La Silla, no Chile, parte do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês); do Obervatório Las Campanas, também no Chile, operado pelo Instituto Científico Carnegie (CIS, na sigla em inglês), e do Observatório W. M. Keck, no Havaí, da Associação de Pesquisa em Astronomia da Califórnia.
Proximidade — A estrela Kapteyn é a 25.ª mais próxima do Sol, a 'apenas' 13 anos-luz da Terra. Os cientistas acreditam que ela tenha se originado em uma galáxia anã que se desfez e foi absorvida pela Via Láctea. Esse 'canibalismo galáctico' mudou a estrela de direção, fazendo com que ela acabasse nas proximidades da Via Láctea.
Estima-se que essa estrela e seus planetas tenham cerca de 11,5 bilhões de anos, 2,5 vezes mais do que a Terra e apenas dois bilhões de anos a menos do que a formação do Universo. "Isso faz com que a gente se pergunte que tipo de vida pode ter evoluído nesses planetas em um período tão longo de tempo", diz Guillem Anglada-Escude, pesquisador da Queen Mary University of London e um dos autores do estudo.
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Título original: Two planets around Kapteyn's star: a cold and a temperate super-Earth orbiting the nearest halo red-dwarf
Onde foi divulgada: periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society
Quem fez: Anglada-Escude, Guillem; Arriagada, Pamela; Tuomi, Mikko; Zechmeister, Mathias; Jenkins, James; Ofir, Aviv e outros
Instituição: Instituto Carnegie, nos Estados Unidos, e outras
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O vizinho mais próximo (Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)
terça-feira, 3 de junho de 2014
Astrônomos descobrem 'megaterra', novo tipo de planeta rochoso
Kepler-10c tem o dobro do tamanho e massa 17 vezes maior que a Terra. Características indicam que ele pode ter condições para abrigar vida.
(G1) A descoberta de um planeta rochoso pesando 17 vezes mais do que a Terra surpreendeu os astrônomos. Até então, pensava-se que a força gravitacional de um planeta tão robusto atrairia um envelope de gás durante sua formação, transformando-o em um gigante gasoso, como Júpiter ou Netuno. Mas o Kepler-10c, como foi chamado, apresenta uma densa composição de rochas e outros sólidos.
"Ficamos muito surpresos quando nos demos conta do que tínhamos encontrado", disse o astrônomo Xavier Dumusque, do Centro para Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA), responsável pela análise de dados que resultou na descoberta. O achado foi apresentado nesta segunda-feira (2) em uma coletiva de imprensa em uma reunião na Sociedade Astronômica Americana (AAS), em Boston.
O novo planeta, que tem um diâmetro 2,3 vezes superior ao da Terra, completa uma volta ao redor de uma estrela similar ao Sol a cada 45 dias. Localizado a 560 anos-luz da Terra, na constelação Draco, ele foi descoberto pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa.
Para calcular seu amanho, cientistas utilizaram o "método do trânsito", ou seja, observaram o quanto o brilho de uma estrela diminuía conforme o planeta passava em frente a ela. Já a massa foi calculada pelo instrumento HARPS-North, do Telescopio Nazionale Galileo, nas Ilhas Canárias.
"Este é o Godzilla das terras", disse Dmitar Sasselov, pesquisador do CfA e diretor da Iniciativa Origens da Vida, de Harvard. "Mas, diferentemente do monstro do cinema, Kepler-10c tem implicações positivas para a vida."
O sistema a que pertence a "megaterra" tem 11 bilhões de anos. Isso indica, segundo os cientistas, que a formação de planetas rochosos foi possível muito antes do que se imaginava, mesmo quando os elementos pesados, necessários para a formação desses planetas, ainda eram escassos. Também faz parte do sistema um "planeta de lava", com massa três vezes superior à Terra e denominado Kepler-10b.
Para Sasselov, as características do planeta rochoso indicam que ele pode reunir condições para abrigar vida. "Encontrar o Kepler-10c nos diz que planetas rochosos puderam se formar muito antes do que pensávamos. E se você pode produzir rochas, você pode produzir vida", diz Sasselov.
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Matérias similares no Terra, Mensageiro Sideral - Folha, R7, Veja, O Globo, Correio Braziliense, Voz da Rússia, BBC, Exame, DN - Portugal, Astronomia On Line - Portugal, Apolo11, UOL, Inovação Tecnológica, Fundação Planetário, Galileu, MeioBit, Público - Portugal, Eternos Aprendizes, Estadão, AstroPT e Super
(G1) A descoberta de um planeta rochoso pesando 17 vezes mais do que a Terra surpreendeu os astrônomos. Até então, pensava-se que a força gravitacional de um planeta tão robusto atrairia um envelope de gás durante sua formação, transformando-o em um gigante gasoso, como Júpiter ou Netuno. Mas o Kepler-10c, como foi chamado, apresenta uma densa composição de rochas e outros sólidos.
"Ficamos muito surpresos quando nos demos conta do que tínhamos encontrado", disse o astrônomo Xavier Dumusque, do Centro para Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA), responsável pela análise de dados que resultou na descoberta. O achado foi apresentado nesta segunda-feira (2) em uma coletiva de imprensa em uma reunião na Sociedade Astronômica Americana (AAS), em Boston.
O novo planeta, que tem um diâmetro 2,3 vezes superior ao da Terra, completa uma volta ao redor de uma estrela similar ao Sol a cada 45 dias. Localizado a 560 anos-luz da Terra, na constelação Draco, ele foi descoberto pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa.
Para calcular seu amanho, cientistas utilizaram o "método do trânsito", ou seja, observaram o quanto o brilho de uma estrela diminuía conforme o planeta passava em frente a ela. Já a massa foi calculada pelo instrumento HARPS-North, do Telescopio Nazionale Galileo, nas Ilhas Canárias.
"Este é o Godzilla das terras", disse Dmitar Sasselov, pesquisador do CfA e diretor da Iniciativa Origens da Vida, de Harvard. "Mas, diferentemente do monstro do cinema, Kepler-10c tem implicações positivas para a vida."
O sistema a que pertence a "megaterra" tem 11 bilhões de anos. Isso indica, segundo os cientistas, que a formação de planetas rochosos foi possível muito antes do que se imaginava, mesmo quando os elementos pesados, necessários para a formação desses planetas, ainda eram escassos. Também faz parte do sistema um "planeta de lava", com massa três vezes superior à Terra e denominado Kepler-10b.
Para Sasselov, as características do planeta rochoso indicam que ele pode reunir condições para abrigar vida. "Encontrar o Kepler-10c nos diz que planetas rochosos puderam se formar muito antes do que pensávamos. E se você pode produzir rochas, você pode produzir vida", diz Sasselov.
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segunda-feira, 2 de junho de 2014
O sistema solar que poderia conter 60 Terras
(New Scientist/Hypescience) O astrofísico Sean Raymond, do Observatório de Bordeaux, na França, projetou um sistema estelar hipotético com tantos mundos semelhantes à Terra quanto possível, sem quebrar as leis da física. O número final? Incríveis 60 planetas.
Sean queria fazer um arranjo de planetas cientificamente plausível. Todos os mundos precisavam ser gravitacionalmente estáveis ao longo de bilhões de anos, já que não faz sentido criar um arranjo no qual os planetas simplesmente não conseguem ficar em órbita, espiralando em direção ao “sol” (à sua estrela-mãe).
Ele se baseou na literatura científica recente, mas tirou licença artística em alguns casos, quando era impossível escolher entre dois cenários por causa da falta de dados.
O sistema
Sean escolheu uma estrela anã vermelha como “mãe” do sistema em vez de uma como o sol, porque ela tem uma massa menor e vive mais tempo, oferecendo uma zona habitável estável.
Usando a ciência, ele determinou que um planeta do tamanho da Terra também pode ter uma lua quase do tamanho da Terra, com os dois mundos orbitando um ponto central.
Dois pares de planetas podem orbitar uma estrela na mesma distância desde que estejam separados por 60 graus, graças a dois pontos gravitacionalmente estáveis. No nosso sistema solar, esses pontos são normalmente habitados por asteroides e não planetas (os “cavalos de Tróia” – Júpiter tem milhares, a Terra tem um), mas nada impede que sejam planetas.
Há espaço para seis pares nessas configurações na zona habitável de uma anã vermelha, ou seja, 24 planetas habitáveis no sistema.
Vamos aumentar esse número?
É simples. Gigantes gasosos, como Júpiter, não são habitáveis para a vida como a conhecemos, mas podem ser orbitados por luas parecidas com a Terra (como as luas Europa e Enceladus, que orbitam Júpiter e Saturno, respectivamente, e que são ótimas candidatas para a vida fora da Terra).
Uma anã vermelha pode ter quatro planetas semelhantes a Júpiter, cada um com cinco luas como a Terra. Além disso, os espaços dos cavalos de Tróia podem permitir mais dois planetas como a Terra em ambos os lados dos “Júpiteres” em órbita, aumentando o número total de mundos habitáveis ao redor da anã vermelha para 36.
Se o sistema for binário, ou seja, tiver duas anãs vermelhas separadas pela distância entre o nosso sol até a borda do sistema solar, sendo que uma estrela tem a primeira configuração com 24 mundos, e a segunda tem 36, temos um sistema final com 60 planetas habitáveis.
Podemos encontrar algo assim no universo?
Infelizmente, provavelmente não.
Segundo Mikko Tuomi, da Universidade de Hertfordshire, em Hatfield, no Reino Unido, que ajudou a descobrir o sistema estelar com o maior número de planetas conhecidos, essa é uma ideia instigante, mas as chances de um sistema desse tipo realmente se formar no universo real são mínimas.
“Isso é devido à falta de matéria perto da zona habitável no disco de acreção a partir do qual os planetas se formam”, diz Tuomi.
De fato, seria um grande feito para a natureza.
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Matéria similar no Inovação Tecnológica
sexta-feira, 30 de maio de 2014
“Super-Terras” e “Zonas Habitáveis” são termos enganadores? (AstroPT)
Clique na imagem acima para acessar a notícia
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5 fatos sobre exoplanetas habitáveis (AstroPT)
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Planetas demais (Carlos Orsi)
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Catálogo de Planetas Habitáveis (AstroPT)
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quarta-feira, 28 de maio de 2014
O Kepler está morto. Longa vida ao K2!
(Mensageiro Sideral - Folha) Depois de pifar e ter sido desenganado pela Nasa no ano passado, o satélite caçador de planetas Kepler voltará oficialmente à ativa a partir desta sexta-feira. Os pesquisadores envolvidos com o projeto desenvolveram uma técnica para operá-lo mesmo defeituoso, e a agência espacial americana acaba de aprovar um orçamento de dois anos para a iniciativa, batizada de K2.
É basicamente uma nova missão, com um velho telescópio espacial. Em sua operação original, o Kepler ficava o tempo todo apontado para a mesma região do céu, na direção das constelações de Cisne e Lira. Agora, ele apontará em diferentes direções do céu a cada época do ano. “A missão K2 irá observar campos-alvo ao longo do plano da eclíptica, a trajetória orbital dos planetas em nosso Sistema Solar, também conhecido como zodíaco”, afirma Charlie Sobeck, gerente da missão da Nasa.
Cada campanha de observação terá cerca de 75 dias. Esse é o tempo que o satélite terá para identificar planetas que passem à frente de suas estrelas — os chamados trânsitos planetários. Na prática, isso quer dizer que o K2 está limitado a descobrir mundos com órbitas curtas, menores que a de Mercúrio no Sistema Solar.
UMA SOLUÇÃO ENGENHOSA
Lançado em 2009, o Kepler foi originalmente equipado com quatro dispositivos destinados a mantê-lo apontado de forma estável no espaço. Pelo menos três dessas chamadas rodas de reação eram necessárias para controlar o satélite nos três eixos de apontamento (X, Y e Z). Como dois deles pifaram, só restaram outros dois, o que fez a Nasa decretar o fim da missão original, em agosto de 2013.
Então, os engenheiros tiveram uma ideia. E se eles usassem a pressão da radiação solar no lugar da terceira roda de atuação? Ela faria a estabilização num dos eixos, e os outros dois dariam conta do resto do serviço. Nascia o conceito da missão K2.
Como o telescópio espacial está numa órbita em torno do Sol, a direção de onde vêm as partículas do vento solar muda com relação ao satélite ao longo do tempo. Por isso ele precisa ser “reapontado” a cada 80 dias, mais ou menos, para se realinhar com o Sol e manter a estabilidade.
Por isso foi preciso mudar a estratégia de observação. Em vez de manter um único campo de visão o tempo todo, ele vai alternando o campo conforme avança em sua órbita ao redor do Sol. A Nasa fez testes entre fevereiro e março e mostrou que é possível controlar a espaçonave desse modo. Perde-se um pouco da sensibilidade original (ficou mais ou menos em um terço da original), mas ainda assim o potencial é para muitas descobertas.
PERDAS E GANHOS
Estima-se que, a cada bateria de observações, o Kepler monitore cerca de 10 mil estrelas simultaneamente. É bem menos que na missão original (150 mil), mas ainda assim um número suficiente para um bom número de detecções. Os pesquisadores estimam que o satélite consiga descobrir nos próximos dois anos cerca de 200 planetas com tamanho similar ao da Terra (com diâmetro entre 80% e 200% do terrestre) em torno de estrelas anãs vermelhas (menores e menos brilhantes que o Sol), com alguns deles na zona habitável — onde em tese pode haver água líquida.
Uma consequência interessante dessa mudança de planos é que, ao sair de seu campo de visão original, o caçador de planetas estudará estrelas mais próximas — o que, por sua vez, gerará alvos adequados para futuras observações de caracterização dos mundos descobertos. Em suma: poderemos procurar sinais de vida em sua atmosfera com equipamentos como o Telescópio Espacial James Webb, sucessor do Hubble agendado para voar em 2018.
Antes mesmo de ter seu orçamento de dois anos aprovado, a missão K2 já fez uma campanha de teste (denominada C0), que acaba de terminar. Embora a primeira bateria de observações efetivamente científica vá começar agora, no dia 30, é certo que os esforços preliminares já produzirão novas descobertas. A C0 aconteceu na direção da constelação de Gêmeos. Ainda em 2014, a C1, primeira campanha com foco científico, vai mirar entre Leão e Virgem, e a C2 apontará para Escorpião e Ofiúco.
Não sei quanto a você, mas já estou ansioso pelas novas descobertas!
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E mais:
Arrumar ou jogar fora? (Fundação Planetário)
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Segunda chance (Ciência Hoje)
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Sonda da Nasa será usada em dois projetos com participação brasileira (Veja)
terça-feira, 20 de maio de 2014
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