Planeta orbita apenas uma estrela de uma dupla que forma sistema binário. Estudo expande possibilidade de busca por planetas parecidos com a Terra.
(G1) Pesquisadores descobriram um planeta a 3 mil anos-luz da Terra que orbita apenas uma estrela de uma dupla de estrelas que compõem um sistema binário. O fenômeno foi visto com surpresa pelos cientistas. Até hoje, a maioria dos exoplanetas (planetas fora do nosos Sistema Solar) já descobertos orbitam estrelas solitárias. E, quando orbitam sistemas binários, é mais comum que eles orbitem as duas estrelas, e não uma só.
O planeta recém-descoberto fica a uma distância de sua estrela quase igual à distância entre a Terra e o Sol. Mas, como sua estrela tem menos brilho, a temperatura lá é bem mais fria do que a da Terra.
A descoberta, feita por quatro equipes internacionais de pesquisa lideradas pela Universidade do Estado de Ohio, foi publicada esta semana na revista "Science". Segundo os pesquisadores, o estudo fornece uma evidência de que planetas terrestres (rochosos) podem formar órbitas similares às da Terra mesmo em sistemas binários.
"Isso expande as potenciais localizações para descobrir planetas habitáveis no futuro", diz Scott Gaudi, professor de astronomia na Universidade do Estado de Ohio. "Metade das estrelas na galáxia estão em sistemas binários. Não tínhamos ideia de que planetas similares à Terra, com órbitas similares à da Terra poderiam se formar nessses sistemas."
Apesar de este planeta ser frio demais para ser capaz de abrigar vida, caso sua estrela fosse similar ao Sol, também dentro de um sistema binário, ele poderia estar na "zona habitável".
----
Matéria com vídeo aqui
segunda-feira, 7 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Estudo diz que é falsa a existência de dois planetas semelhantes à Terra
Exoplanetas 'Gliese d' e 'Gliese g' são, na verdade, manchas solares. Possíveis massas estavam a 22 anos-luz de distância.
(France Presse/G1) Cientistas dos Estados Unidos informaram nesta quinta-feira (3) que dois planetas distantes, mas semelhantes à Terra, e que alguns acreditavam que pudesse abrigar vida inteligente, na verdade não existem e foram confundidos com manchas solares.
O polêmico par de planetas, denominados Gliese d e Gliese g, a 22 anos-luz de distância, integram um conjunto de planetas potencialmente similares à Terra, que foram identificados por astrônomos.
Distantes demais para ser observados a olho nu ou com um telescópio, foram descobertos graças a uma técnica chamada de "velocidade radial Doppler", na órbita de uma estrela fria e vermelha chamada Gliese 581. O método capta luz estelar (a mais sensível) do telescópio e analisa seus comprimentos de onda. Ele pode, inclusive, revelar a messa de um planeta.
Mas astrônomos da Universidade Estadual da Pensilvânia (nordeste) agora descobriram que Gliese 581 g e d não eram planetas, mas um sinal confuso de uma estrela. "O que acreditávamos anteriormente que fosse um sinal planetário, foi causado por uma atividade estelar", disse Suvrath Mahadevan, coautor do estudo, publicado na revista "Science" e professor assistente do departamento de Astronomia e Astrofísica.
Interferência de sinal
Em outras palavras, os campos magnéticos ou as manchas solares podem ter interferido no sinal que os astrônomos estavam interpretando. O estudo destacou que "a intensa atividade magnética estelar (...) criou falsos sinais planetários para (Gliese) d e g".
Os cientistas já tinham descartado a existência de um terceiro planeta, Gliese f. Os astrônomos têm duas formas de detectar planetas remotos. A missão Kepler, da Nasa, observa a luz tênue de uma estrela quando um planeta passa em frente a ela. Essa técnica pode indicar aos astrônomos o tamanho aproximado de um planeta, mas não a massa.
Outra forma, a única usada no estudo da Science, é a mencionada velocidade radial Doppler. "Os astrônomos fizeram um grande avanço, sendo capazes de detectar planetas similares à Terra (de pequeno tamanho, massa leve e com distâncias similares às suas estrelas)", disse Eric Ford, professor de Astronomia na Universidade da Pensilvânia e que não participou do estudo. Mahadevan disse que são necessários mais estudos para determinar quantos planetas semelhantes à Terra descobertos poderiam ser um único sinal equivocado, disse.
----
Matérias similares no Astronomia On Line - Portugal, Veja e Inovação Tecnológica
----
E mais:
Cachinhos Dourados, não foi dessa vez! (Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)
(France Presse/G1) Cientistas dos Estados Unidos informaram nesta quinta-feira (3) que dois planetas distantes, mas semelhantes à Terra, e que alguns acreditavam que pudesse abrigar vida inteligente, na verdade não existem e foram confundidos com manchas solares.
O polêmico par de planetas, denominados Gliese d e Gliese g, a 22 anos-luz de distância, integram um conjunto de planetas potencialmente similares à Terra, que foram identificados por astrônomos.
Distantes demais para ser observados a olho nu ou com um telescópio, foram descobertos graças a uma técnica chamada de "velocidade radial Doppler", na órbita de uma estrela fria e vermelha chamada Gliese 581. O método capta luz estelar (a mais sensível) do telescópio e analisa seus comprimentos de onda. Ele pode, inclusive, revelar a messa de um planeta.
Mas astrônomos da Universidade Estadual da Pensilvânia (nordeste) agora descobriram que Gliese 581 g e d não eram planetas, mas um sinal confuso de uma estrela. "O que acreditávamos anteriormente que fosse um sinal planetário, foi causado por uma atividade estelar", disse Suvrath Mahadevan, coautor do estudo, publicado na revista "Science" e professor assistente do departamento de Astronomia e Astrofísica.
Interferência de sinal
Em outras palavras, os campos magnéticos ou as manchas solares podem ter interferido no sinal que os astrônomos estavam interpretando. O estudo destacou que "a intensa atividade magnética estelar (...) criou falsos sinais planetários para (Gliese) d e g".
Os cientistas já tinham descartado a existência de um terceiro planeta, Gliese f. Os astrônomos têm duas formas de detectar planetas remotos. A missão Kepler, da Nasa, observa a luz tênue de uma estrela quando um planeta passa em frente a ela. Essa técnica pode indicar aos astrônomos o tamanho aproximado de um planeta, mas não a massa.
Outra forma, a única usada no estudo da Science, é a mencionada velocidade radial Doppler. "Os astrônomos fizeram um grande avanço, sendo capazes de detectar planetas similares à Terra (de pequeno tamanho, massa leve e com distâncias similares às suas estrelas)", disse Eric Ford, professor de Astronomia na Universidade da Pensilvânia e que não participou do estudo. Mahadevan disse que são necessários mais estudos para determinar quantos planetas semelhantes à Terra descobertos poderiam ser um único sinal equivocado, disse.
----
Matérias similares no Astronomia On Line - Portugal, Veja e Inovação Tecnológica
----
E mais:
Cachinhos Dourados, não foi dessa vez! (Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Super-Terra vizinha à distância ideal mas com condições extremas
(Astronomia On Line - Portugal) Um mundo recém-descoberto poderá ser capaz de sustentar vida - e está a "poucos passos" da Terra de um ponto de vista cósmico.
Uma equipa internacional de astrónomos descobriu um exoplaneta na zona habitável da estrela Gliese 832 - a gama de distâncias que podem permitir a existência de água líquida à superfície de um planeta. Conhecido como Gliese 832c, situa-se a 16 anos-luz da Terra (em comparação, a nossa Galáxia mede cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro; a estrela mais próxima da Terra [além do Sol], Proxima Centauri, está a 4,2 anos-luz de distância).
Gliese 832c é uma "super-Terra" com pelo menos cinco vezes a massa do nosso planeta, e completa uma órbita em torno da sua estrela-mãe a cada 36 dias. Mas essa estrela é uma anã vermelha, muito mais ténue e fria que o nosso Sol, por isso Gliese 832c recebe aproximadamente a mesma energia estelar que a Terra, apesar de orbitar muito mais perto.
De facto, segundo uma medida normalmente usada, Gliese 832c é um dos três exoplanetas mais semelhantes à Terra já descobertos, comenta Abel Mendez Torres, director do Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico em Arecibo.
"O Índice de Similaridade com a Terra (ESI, Earth Similarity Index) de Gliese 832c (ESI=0,81) é comparável com Gliese 667Cc (ESI=0,84) e Kepler-62e (ESI=0,83)," escreveu Mendez num blog. Uma gémea perfeita da Terra teria um ESI de 1.
"Isto torna Gliese 832c um dos três planetas mais parecidos com a Terra, de acordo com o ESI (isto é, com respeito ao fluxo estelar e massa da Terra) e o mais próximo da Terra dos três - um objecto ideal para observações de acompanhamento," acrescenta.
A equipa liderada por Robert Wittenmyer, da Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália, descobriu Gliese 832c ao notar pequenas oscilações que a gravidade do planeta provocava no movimento da sua estrela hospedeira.
Observaram estas oscilações em dados recolhidos por três instrumentos diferentes - o Espectrógrafo Echelle da University College London acoplado ao telescópio Anglo-Australiano na Austrália, o PFS (Planet Finder Spectrograph) de Carnegie acoplado ao telescópio Magalhães II no Chile e o espectrógrafo HARPS (High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher), que faz parte do telescópio de 3,6 metros do Observatório La Silla do ESO no Chile.
Gliese 832c é o segundo planeta a ser descoberto em torno da estrela Gliese 832. O outro, Gliese 832b, foi descoberto em 2009; é um gigante gasoso que orbita muito mais longe da estrela, completando uma órbita em aproximadamente 9 anos.
"Até agora, os dois planetas de Gliese 832 são uma versão reduzida do nosso próprio Sistema Solar, com um planeta potencialmente tipo-Terra mais interior, e um planeta gigante mais exterior, parecido com Júpiter," acrescenta Mendez.
No entanto, de momento não se sabe quão Gliese 832c se assemelha com a Terra. De facto, os seus descobridores pensam que o mundo recém-descoberto pode ser mais parecido com Vénus, com uma espessa atmosfera que levou a um efeito estufa descontrolado.
"Dada a grande massa do planeta, parece provável que tenha uma grande atmosfera, o que pode tornar o planeta inóspito," escreve Wittenmyer e sua equipa no artigo científico, aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal. "Na verdade, é mais provável que GJ [Gliese] 832c seja um 'super-Vénus', com um significativo efeito estufa."
----
Matéria similar no G1
----
E mais:
Um Sistema Solar em miniatura (Mensageiro Sideral - Folha)
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Nova técnica permite determinar massa de exoplanetas quando os demais métodos falham
(Eternos Aprendizes) Até junho de 2014, os cientistas já detectaram a existência de quase 1.800 exoplanetas em mais de 1.100 sistemas extrasolares. Para determinar se estes mundos distantes são potencialmente habitáveis, precisamos conhecer sua massa. Tal informação pode ajudar os cientistas a discernir se o exoplaneta é feito de gás ou rocha e outros materiais que suportam a vida.
Entretanto, infelizmente, as técnicas atuais para estimar a massa exoplanetária são limitadas. A velocidade radial é o principal método usado pelos cientistas: análise das pequenas oscilações na órbita da estrela à medida que é puxada pela força gravitacional do exoplaneta. Com essas medidas os cientistas podem derivar a relação da massa entre o exoplaneta e sua estrela hospedeira. Para exoplanetas muito grandes, com o tamanho de Netuno ou maiores, ou para corpos menores como a Terra, orbitando muito próximo de estrelas brilhantes, a velocidade radial funciona relativamente bem. Infelizmente, a técnica tem menos sucesso com exoplanetas menores que orbitam relativamente afastados de suas estrelas, tal como a Terra o faz.
terça-feira, 10 de junho de 2014
segunda-feira, 9 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)






