Pesquisadores acreditam ter encontrado o primeiro exoplaneta rochoso orbitando um distante sistema estelar binário, como Tatooine, de Star Wars
(Info/Exame) Pesquisadores acreditam ter encontrado o primeiro exoplaneta rochoso, parecido com a Terra, orbitando um distante sistema estelar binário. As informações são do Cnet.
A última descoberta dos cientistas parece o planeta natal dos Skywalkers, Tatooine, e foi inicialmente chamado de “OGLE-2013-BLG-0341LBb”.
O análogo da vida real foi descoberto graças aos esforços de uma equipe global e uma técnica complicada chamada “gravitational microlensing” em inglês.
A novidade, publicada sexta-feira (4) na revista Science, apareceu apenas alguns meses depois de astrônomos anunciarem a existência do “Kepler-186F”, que poderia ser um primo mais gelado da Terra – assim como o planeta Hoth, local de uma batalha épica com os AT-AT em "O Império Contra-Ataca".
Infelizmente, o “OGLE-2013-BLG-0341LBb” está propenso a ter um clima mais parecido com o do gelado Hoth do que com o do deserto de Tatooine.
Pesquisadores dizem que não é provável que o novo planeta seja quente o suficiente para ser habitável, mas está muito mais próximo disso do que as outras coisas encontradas em torno de sistemas estelares binários até agora.
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Matéria similar no Astronomia On Line - Portugal
quinta-feira, 17 de julho de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Minerais de exoplanetas podem indicar habitabilidade
Astrobiólogos esperam encontrar minerais associados a processos bioquímicos na Terra
(Scientific American Brasil) Assim como a vida, rochas na Terra evoluem e se “especiam”. Calor, água e oxigênio conduzem a criação de novos minerais – colisões ancestrais, derretimentos e processos vulcânicos fornecem as forças de aquecimento necessárias.
Placas tectônicas também ajudam, empurrando elementos e minerais da crosta terrestre para o interior do planeta, levando-os a novas condições de pressão. Além de tudo isso, é marcante que grande parte da diversidade mineral de nosso planeta deva sua existência às formas de vida e processos biológicos da Terra.
Há cerca de 2,3 bilhões de anos, bactérias recém-formadas transformaram uma atmosfera composta por dióxido de carbono em uma atmosfera dominada por oxigênio. Essa quantidade cada vez maior de oxigênio interagia com minerais da superfície do planeta, que por sua vez interagiam com a vida em evolução. Essas transformações e reagrupamentos continuam até hoje.
Robert Hazen, da Carnegie Institution for Science, em Washington, capital, iniciou essa mudança de paradigma na mineralogia com o artigo “Como Evoluíram os Minerais”, publicado em abril de 2010, em Scientific American Brasil.
Ele e seus colegas estabeleceram uma linha do tempo para a evolução de minerais, assim determinando que a população mineral se tornou mais diversa conforme o planeta mudava. Por fim, interações com a vida adicionaram mais de 2.500 novos minerais ao catálogo dos cerca de 1.500 minerais que haviam sido forjados durante os primeiros dois bilhões de anos da Terra.
Agora, Hazen e seus colegas aplicaram sua linha do tempo a minerais de outros planetas e luas, onde as populações minerais poderiam trazer ideias sobre a habitabilidade passada e presente desses corpos celestes. Assim como minerais da Terra co-evoluíram com o planeta e sua vida, sua presença ou ausência em outros corpos dentro e fora do sistema solar poderia indicar sua evolução biológica, e se eles algum dia foram capazes de abrigar vida.
Hazen detalhou seu trablho mais recente sobre o assunto em abril, no simpósio do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial (STScI), batizado de “Mundos Habitáveis do Tempo e Espaço”.
A explosão de novas descobertas planetárias realizadas nos últimos quatro anos pela sonda Kepler e outros telescópios deixa essas investigações ainda mais intrigantes. “Isso muda completamente como nós pensamos sobre a evolução de um planeta, porque significa que podemos estudar sua mineralogia de quase-superfície e aprender sobre sua biologia”, declarou Hazen.
Hazen observa que dentro de uma ou duas gerações, telescópios espaciais com resolução melhorada podem permitir o estudo de ondas luminosas emitidas por minerais e outros elementos em exoplanetas. Orbitadores e jipes em Marte já executam a tarefa de localizar minerais por lá.
Esses instrumentos poderiam encontrar uma composição mineral semelhante à da Terra, ou composições dramaticamente diferentes enquanto processos locais distintos interagem para criar espécies minerais anteriormente desconhecidas. Acredita-se que a lua de Saturno, Titã, um corpo com tamanho de planeta que abriga uma atmosfera de metano, seja um dos locais mais habitáveis do sistema solar. Titã abriga lagos de metano/etano que, conforme evaporam, deixam para trás depósitos cristalizados completamente diferentes de qualquer outro encontrado na Terra.
Se minerais que requerem processos bioquímicos para se formarem na Terra puderem ser detectados em outros planetas, no sistema solar ou além dele, sua presença tem o potencial de indicar se um planeta abrigou vida em algum momento de seu passado.
Qualquer detecção remota de minerais em exoplanetas dependeria da existência de grandes formações, mas a presença de afloramentos massivos na Terra traz esperança. No Marrocos, por exemplo, rochas carbonadas podem cobrir centenas de quilômetros quadrados. Hazen explica que se a resolução em pixels de um telescópio espacial for boa o bastante para detectar uma área de aproximadamente 130 quilômetros quadrados, cientistas podem conseguir detectar esses sinais a partir da Terra.
Peter McCullough do STScI, que estava presente na palestra de Hazen, lembrou que encontrar [nos planetas recém-descobertos] minerais associados a processos vitais na Terra acenderá discussões a respeito de sua evolução: teriam evoluído em associados à vida ou de maneira independente em um novo ambiente?
Enquanto processos dominados por calor e água devem ser bastante semelhantes em outros corpos, uma terceira força que participa da criação de novos minerais na Terra é sua atmosfera de oxigênio, que produz o que Hazen declarou serem alguns dos mais belos e coloridos minerais.
Para que esses minerais existam em planetas que abriguem atmosferas diferentes, outro método químico para remover elétrons de rochas de quase-superfície seria necessário, apontou Christopher Burke, cientista do Kepler que trabalha no Instituto SETI e no Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, presente na palestra de Hazen. “Se não encontrarmos vida”, adicionou ele, “talvez poderemos encontrar minerais sugerindo que o planeta atingiu algum ponto em sua evolução mineral, mas não chegou até onde chegamos na Terra”.
(Scientific American Brasil) Assim como a vida, rochas na Terra evoluem e se “especiam”. Calor, água e oxigênio conduzem a criação de novos minerais – colisões ancestrais, derretimentos e processos vulcânicos fornecem as forças de aquecimento necessárias.
Placas tectônicas também ajudam, empurrando elementos e minerais da crosta terrestre para o interior do planeta, levando-os a novas condições de pressão. Além de tudo isso, é marcante que grande parte da diversidade mineral de nosso planeta deva sua existência às formas de vida e processos biológicos da Terra.
Há cerca de 2,3 bilhões de anos, bactérias recém-formadas transformaram uma atmosfera composta por dióxido de carbono em uma atmosfera dominada por oxigênio. Essa quantidade cada vez maior de oxigênio interagia com minerais da superfície do planeta, que por sua vez interagiam com a vida em evolução. Essas transformações e reagrupamentos continuam até hoje.
Robert Hazen, da Carnegie Institution for Science, em Washington, capital, iniciou essa mudança de paradigma na mineralogia com o artigo “Como Evoluíram os Minerais”, publicado em abril de 2010, em Scientific American Brasil.
Ele e seus colegas estabeleceram uma linha do tempo para a evolução de minerais, assim determinando que a população mineral se tornou mais diversa conforme o planeta mudava. Por fim, interações com a vida adicionaram mais de 2.500 novos minerais ao catálogo dos cerca de 1.500 minerais que haviam sido forjados durante os primeiros dois bilhões de anos da Terra.
Agora, Hazen e seus colegas aplicaram sua linha do tempo a minerais de outros planetas e luas, onde as populações minerais poderiam trazer ideias sobre a habitabilidade passada e presente desses corpos celestes. Assim como minerais da Terra co-evoluíram com o planeta e sua vida, sua presença ou ausência em outros corpos dentro e fora do sistema solar poderia indicar sua evolução biológica, e se eles algum dia foram capazes de abrigar vida.
Hazen detalhou seu trablho mais recente sobre o assunto em abril, no simpósio do Instituto de Ciências do Telescópio Espacial (STScI), batizado de “Mundos Habitáveis do Tempo e Espaço”.
A explosão de novas descobertas planetárias realizadas nos últimos quatro anos pela sonda Kepler e outros telescópios deixa essas investigações ainda mais intrigantes. “Isso muda completamente como nós pensamos sobre a evolução de um planeta, porque significa que podemos estudar sua mineralogia de quase-superfície e aprender sobre sua biologia”, declarou Hazen.
Hazen observa que dentro de uma ou duas gerações, telescópios espaciais com resolução melhorada podem permitir o estudo de ondas luminosas emitidas por minerais e outros elementos em exoplanetas. Orbitadores e jipes em Marte já executam a tarefa de localizar minerais por lá.
Esses instrumentos poderiam encontrar uma composição mineral semelhante à da Terra, ou composições dramaticamente diferentes enquanto processos locais distintos interagem para criar espécies minerais anteriormente desconhecidas. Acredita-se que a lua de Saturno, Titã, um corpo com tamanho de planeta que abriga uma atmosfera de metano, seja um dos locais mais habitáveis do sistema solar. Titã abriga lagos de metano/etano que, conforme evaporam, deixam para trás depósitos cristalizados completamente diferentes de qualquer outro encontrado na Terra.
Se minerais que requerem processos bioquímicos para se formarem na Terra puderem ser detectados em outros planetas, no sistema solar ou além dele, sua presença tem o potencial de indicar se um planeta abrigou vida em algum momento de seu passado.
Qualquer detecção remota de minerais em exoplanetas dependeria da existência de grandes formações, mas a presença de afloramentos massivos na Terra traz esperança. No Marrocos, por exemplo, rochas carbonadas podem cobrir centenas de quilômetros quadrados. Hazen explica que se a resolução em pixels de um telescópio espacial for boa o bastante para detectar uma área de aproximadamente 130 quilômetros quadrados, cientistas podem conseguir detectar esses sinais a partir da Terra.
Peter McCullough do STScI, que estava presente na palestra de Hazen, lembrou que encontrar [nos planetas recém-descobertos] minerais associados a processos vitais na Terra acenderá discussões a respeito de sua evolução: teriam evoluído em associados à vida ou de maneira independente em um novo ambiente?
Enquanto processos dominados por calor e água devem ser bastante semelhantes em outros corpos, uma terceira força que participa da criação de novos minerais na Terra é sua atmosfera de oxigênio, que produz o que Hazen declarou serem alguns dos mais belos e coloridos minerais.
Para que esses minerais existam em planetas que abriguem atmosferas diferentes, outro método químico para remover elétrons de rochas de quase-superfície seria necessário, apontou Christopher Burke, cientista do Kepler que trabalha no Instituto SETI e no Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, presente na palestra de Hazen. “Se não encontrarmos vida”, adicionou ele, “talvez poderemos encontrar minerais sugerindo que o planeta atingiu algum ponto em sua evolução mineral, mas não chegou até onde chegamos na Terra”.
terça-feira, 15 de julho de 2014
A eleição dos exoplanetas
(Mensageiro Sideral - Folha) Você por acaso está entre os que acham os nomes dados aos planetas fora do Sistema Solar chatos e difíceis de memorizar? Falta empatia e malemolência à nomenclatura? Impossível se entusiasmar com mundos com esses nomes? Seus problemas acabaram! A União Astronômica Internacional (IAU) fará uma votação pública para definir nomes populares oficiais para 305 exoplanetas descobertos entre 1995 e 2008.
Quer tomar parte? Há duas formas possíveis de participação. Clubes de astronomia e organizações sem fins lucrativos poderão se inscrever e sugerir nomes para os mundos “disponíveis”. Depois, os nomes serão submetidos a uma votação pública, e aí qualquer um inscrito no processo poderá participar. Tudo isso acontecerá por meio do site www.nameexoworlds.org. A eleição em si acontecerá em março de 2015, e os resultados serão anunciados em agosto.
E não pense você que será puro oba-oba. Haverá regras. Os nomes sugeridos não poderão ter mais de 16 caracteres, precisam ser pronunciáveis (em alguma língua), de preferência serem uma palavra só e não podem ser similares a nomes de objetos astronômicos já oficialmente batizados. Além disso, não vale sugerir nomes de animais de estimação, marcas ou nomes de natureza comercial (incluindo aqueles presentes em obras da ficção sob proteção de direitos autorais) ou ainda indivíduos, lugares ou eventos conhecidos por atividades religiosas, militares ou políticas. (E lá se vai o planeta Lula…)
Nomes de pessoas vivas também estão automaticamente desclassificados.
Por fim, qualquer organização que quiser sugerir nomes para exoplanetas terá de buscar o apoio dos descobridores dos ditos cujos. Ou seja, apesar do engajamento com o público, o procedimento vai seguir todas as regras caretas (e justas!) adotadas pela União Astronômica Internacional para o estabelecimento de nomenclatura.
POR QUALQUER OUTRO NOME
Acho bacana aproveitar o fascínio que os exoplanetas exercem sobre os humanos para engajá-los ainda mais na astronomia, e vejo com bons olhos a IAU calçando as sandálias da humildade e permitindo ao público participar do processo.
Contudo, será que faz sentido sair batizando toneladas de exoplanetas só pelo prazer de lhes dar nomes? Até o momentos, eles já são mais de 1.800, e a contagem só vai aumentar nos próximos anos.
Falem o que quiserem sobre a nomenclatura atual, mas ela é funcional. Ela indica, de uma vez só, em torno de qual estrela o planeta orbita, a ordem de descobrimento e o fato de fazer ou não parte de um sistema estelar múltiplo.
Exemplo: 16 Cygni B b. 16 Cygni é o nome da estrela. O “B” maiúsculo indica que estamos falando da segunda maior estrela de um sistema múltiplo (no caso em questão, trinário, sendo que as estrelas A e B são similares ao Sol, do tipo G, e a estrela C é bem menor, uma anã vermelha, tipo M). E o “b” indica que é o primeiro planeta descoberto em torno da estrela em questão (a letra “a” não é usada, como se fosse indicativa do astro principal, e os planetas são sempre contados a partir de “b”).
Outro: HD 183263 c. HD 183263 é o nome da estrela. A falta de letra maiúscula indica que o astro é solitário, a exemplo do Sol. A letra “c” indica que é o segundo planeta a ser descoberto em torno dela.
Os nomes das estrelas em si vêm dos catálogos que as listaram individualmente. O catálogo do telescópio espacial Kepler, por exemplo, segue o padrão “Kepler-Número” para designar uma estrela. O do satélite europeu CoRoT, a mesma coisa: “CoRoT-Número”. E temos outros catálogos, como o HD, o Gliese e o HIP, em formato similar “sigla número”.
Então, se por um lado os nomes não são tão facilmente memorizáveis, eles têm uma lógica que contém informação e referência. Os astrônomos jamais confundirão um planeta com outro pela nomenclatura atual. E a própria IAU aponta que os nomes científicos continuarão a ser esses, que os pesquisadores têm usado desde a descoberta do primeiro exoplaneta a orbitar uma estrela similar ao Sol, o 51 Pegasi b, em 1995.
A questão é: adicionar nomes populares a esses mundos todos, principalmente para uso midiático, agrega valor ao camarote?
A LÓGICA DOS NOMES
Acho, francamente, que a iniciativa é prematura. A verdade é que sabemos muito pouco sobre esses planetas para dar nomes significativos a eles. Os nomes dos planetas do Sistema Solar, derivados da mitologia romana, tinham uma simbologia própria. Mercúrio, sempre aparecendo próximo ao Sol e com deslocamento célere pelo céu, naturalmente se identificava com o deus-mensageiro romano. Vênus, esplendorosa em seu brilho, evocava naturalmente a deusa do amor. Marte, avermelhado, era a perfeita representação do deus da guerra. Júpiter, o maior deles, o deus dos deuses. Saturno, o mais vagaroso, como o deus do tempo.
Ao batizar exoplanetas sobre os quais quase nada sabemos, esvaziamos o próprio sentido do batismo. Note que até mesmo mundos cuja existência é ainda disputada (como Gliese 581 d) figuram da lista inicial.
Ainda se houvesse uma regra clara que norteasse a nomenclatura popular dos exoplanetas, essa iniciativa podia funcionar. A IAU até vai cobrar uma justificativa razoável por parte dos proponentes de nomes para planetas. Ainda assim, nenhum critério unificador norteará todas as escolhas, o que pode tornar tudo uma grande — e confusa — brincadeira.
A ideia, segundo os astrônomos responsáveis, é que os nomes populares oficiais dos exoplanetas, com essa multiplicidade de regras de batismo, reflitam a diversidade cultural da própria Terra. Mas não sei não. Tomara que seja só um pessimismo besta da minha parte e o processo de proposição e posterior votação produza resultados inspirados. E você, o que acha?
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E mais:
Quer batizar um exoplaneta? (Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1), com matéria similar no Inovação Tecnológica
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You Won’t Meet the Beatles in Space (The New Yotk Times - em inglês)
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra e com 'dois sóis'
Planeta orbita apenas uma estrela de uma dupla que forma sistema binário. Estudo expande possibilidade de busca por planetas parecidos com a Terra.
(G1) Pesquisadores descobriram um planeta a 3 mil anos-luz da Terra que orbita apenas uma estrela de uma dupla de estrelas que compõem um sistema binário. O fenômeno foi visto com surpresa pelos cientistas. Até hoje, a maioria dos exoplanetas (planetas fora do nosos Sistema Solar) já descobertos orbitam estrelas solitárias. E, quando orbitam sistemas binários, é mais comum que eles orbitem as duas estrelas, e não uma só.
O planeta recém-descoberto fica a uma distância de sua estrela quase igual à distância entre a Terra e o Sol. Mas, como sua estrela tem menos brilho, a temperatura lá é bem mais fria do que a da Terra.
A descoberta, feita por quatro equipes internacionais de pesquisa lideradas pela Universidade do Estado de Ohio, foi publicada esta semana na revista "Science". Segundo os pesquisadores, o estudo fornece uma evidência de que planetas terrestres (rochosos) podem formar órbitas similares às da Terra mesmo em sistemas binários.
"Isso expande as potenciais localizações para descobrir planetas habitáveis no futuro", diz Scott Gaudi, professor de astronomia na Universidade do Estado de Ohio. "Metade das estrelas na galáxia estão em sistemas binários. Não tínhamos ideia de que planetas similares à Terra, com órbitas similares à da Terra poderiam se formar nessses sistemas."
Apesar de este planeta ser frio demais para ser capaz de abrigar vida, caso sua estrela fosse similar ao Sol, também dentro de um sistema binário, ele poderia estar na "zona habitável".
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Matéria com vídeo aqui
(G1) Pesquisadores descobriram um planeta a 3 mil anos-luz da Terra que orbita apenas uma estrela de uma dupla de estrelas que compõem um sistema binário. O fenômeno foi visto com surpresa pelos cientistas. Até hoje, a maioria dos exoplanetas (planetas fora do nosos Sistema Solar) já descobertos orbitam estrelas solitárias. E, quando orbitam sistemas binários, é mais comum que eles orbitem as duas estrelas, e não uma só.
O planeta recém-descoberto fica a uma distância de sua estrela quase igual à distância entre a Terra e o Sol. Mas, como sua estrela tem menos brilho, a temperatura lá é bem mais fria do que a da Terra.
A descoberta, feita por quatro equipes internacionais de pesquisa lideradas pela Universidade do Estado de Ohio, foi publicada esta semana na revista "Science". Segundo os pesquisadores, o estudo fornece uma evidência de que planetas terrestres (rochosos) podem formar órbitas similares às da Terra mesmo em sistemas binários.
"Isso expande as potenciais localizações para descobrir planetas habitáveis no futuro", diz Scott Gaudi, professor de astronomia na Universidade do Estado de Ohio. "Metade das estrelas na galáxia estão em sistemas binários. Não tínhamos ideia de que planetas similares à Terra, com órbitas similares à da Terra poderiam se formar nessses sistemas."
Apesar de este planeta ser frio demais para ser capaz de abrigar vida, caso sua estrela fosse similar ao Sol, também dentro de um sistema binário, ele poderia estar na "zona habitável".
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sexta-feira, 4 de julho de 2014
Estudo diz que é falsa a existência de dois planetas semelhantes à Terra
Exoplanetas 'Gliese d' e 'Gliese g' são, na verdade, manchas solares. Possíveis massas estavam a 22 anos-luz de distância.
(France Presse/G1) Cientistas dos Estados Unidos informaram nesta quinta-feira (3) que dois planetas distantes, mas semelhantes à Terra, e que alguns acreditavam que pudesse abrigar vida inteligente, na verdade não existem e foram confundidos com manchas solares.
O polêmico par de planetas, denominados Gliese d e Gliese g, a 22 anos-luz de distância, integram um conjunto de planetas potencialmente similares à Terra, que foram identificados por astrônomos.
Distantes demais para ser observados a olho nu ou com um telescópio, foram descobertos graças a uma técnica chamada de "velocidade radial Doppler", na órbita de uma estrela fria e vermelha chamada Gliese 581. O método capta luz estelar (a mais sensível) do telescópio e analisa seus comprimentos de onda. Ele pode, inclusive, revelar a messa de um planeta.
Mas astrônomos da Universidade Estadual da Pensilvânia (nordeste) agora descobriram que Gliese 581 g e d não eram planetas, mas um sinal confuso de uma estrela. "O que acreditávamos anteriormente que fosse um sinal planetário, foi causado por uma atividade estelar", disse Suvrath Mahadevan, coautor do estudo, publicado na revista "Science" e professor assistente do departamento de Astronomia e Astrofísica.
Interferência de sinal
Em outras palavras, os campos magnéticos ou as manchas solares podem ter interferido no sinal que os astrônomos estavam interpretando. O estudo destacou que "a intensa atividade magnética estelar (...) criou falsos sinais planetários para (Gliese) d e g".
Os cientistas já tinham descartado a existência de um terceiro planeta, Gliese f. Os astrônomos têm duas formas de detectar planetas remotos. A missão Kepler, da Nasa, observa a luz tênue de uma estrela quando um planeta passa em frente a ela. Essa técnica pode indicar aos astrônomos o tamanho aproximado de um planeta, mas não a massa.
Outra forma, a única usada no estudo da Science, é a mencionada velocidade radial Doppler. "Os astrônomos fizeram um grande avanço, sendo capazes de detectar planetas similares à Terra (de pequeno tamanho, massa leve e com distâncias similares às suas estrelas)", disse Eric Ford, professor de Astronomia na Universidade da Pensilvânia e que não participou do estudo. Mahadevan disse que são necessários mais estudos para determinar quantos planetas semelhantes à Terra descobertos poderiam ser um único sinal equivocado, disse.
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Matérias similares no Astronomia On Line - Portugal, Veja e Inovação Tecnológica
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E mais:
Cachinhos Dourados, não foi dessa vez! (Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)
(France Presse/G1) Cientistas dos Estados Unidos informaram nesta quinta-feira (3) que dois planetas distantes, mas semelhantes à Terra, e que alguns acreditavam que pudesse abrigar vida inteligente, na verdade não existem e foram confundidos com manchas solares.
O polêmico par de planetas, denominados Gliese d e Gliese g, a 22 anos-luz de distância, integram um conjunto de planetas potencialmente similares à Terra, que foram identificados por astrônomos.
Distantes demais para ser observados a olho nu ou com um telescópio, foram descobertos graças a uma técnica chamada de "velocidade radial Doppler", na órbita de uma estrela fria e vermelha chamada Gliese 581. O método capta luz estelar (a mais sensível) do telescópio e analisa seus comprimentos de onda. Ele pode, inclusive, revelar a messa de um planeta.
Mas astrônomos da Universidade Estadual da Pensilvânia (nordeste) agora descobriram que Gliese 581 g e d não eram planetas, mas um sinal confuso de uma estrela. "O que acreditávamos anteriormente que fosse um sinal planetário, foi causado por uma atividade estelar", disse Suvrath Mahadevan, coautor do estudo, publicado na revista "Science" e professor assistente do departamento de Astronomia e Astrofísica.
Interferência de sinal
Em outras palavras, os campos magnéticos ou as manchas solares podem ter interferido no sinal que os astrônomos estavam interpretando. O estudo destacou que "a intensa atividade magnética estelar (...) criou falsos sinais planetários para (Gliese) d e g".
Os cientistas já tinham descartado a existência de um terceiro planeta, Gliese f. Os astrônomos têm duas formas de detectar planetas remotos. A missão Kepler, da Nasa, observa a luz tênue de uma estrela quando um planeta passa em frente a ela. Essa técnica pode indicar aos astrônomos o tamanho aproximado de um planeta, mas não a massa.
Outra forma, a única usada no estudo da Science, é a mencionada velocidade radial Doppler. "Os astrônomos fizeram um grande avanço, sendo capazes de detectar planetas similares à Terra (de pequeno tamanho, massa leve e com distâncias similares às suas estrelas)", disse Eric Ford, professor de Astronomia na Universidade da Pensilvânia e que não participou do estudo. Mahadevan disse que são necessários mais estudos para determinar quantos planetas semelhantes à Terra descobertos poderiam ser um único sinal equivocado, disse.
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Cachinhos Dourados, não foi dessa vez! (Cássio Leandro Dal Ri Barbosa - G1)
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Super-Terra vizinha à distância ideal mas com condições extremas
(Astronomia On Line - Portugal) Um mundo recém-descoberto poderá ser capaz de sustentar vida - e está a "poucos passos" da Terra de um ponto de vista cósmico.
Uma equipa internacional de astrónomos descobriu um exoplaneta na zona habitável da estrela Gliese 832 - a gama de distâncias que podem permitir a existência de água líquida à superfície de um planeta. Conhecido como Gliese 832c, situa-se a 16 anos-luz da Terra (em comparação, a nossa Galáxia mede cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro; a estrela mais próxima da Terra [além do Sol], Proxima Centauri, está a 4,2 anos-luz de distância).
Gliese 832c é uma "super-Terra" com pelo menos cinco vezes a massa do nosso planeta, e completa uma órbita em torno da sua estrela-mãe a cada 36 dias. Mas essa estrela é uma anã vermelha, muito mais ténue e fria que o nosso Sol, por isso Gliese 832c recebe aproximadamente a mesma energia estelar que a Terra, apesar de orbitar muito mais perto.
De facto, segundo uma medida normalmente usada, Gliese 832c é um dos três exoplanetas mais semelhantes à Terra já descobertos, comenta Abel Mendez Torres, director do Laboratório de Habitabilidade Planetária da Universidade de Porto Rico em Arecibo.
"O Índice de Similaridade com a Terra (ESI, Earth Similarity Index) de Gliese 832c (ESI=0,81) é comparável com Gliese 667Cc (ESI=0,84) e Kepler-62e (ESI=0,83)," escreveu Mendez num blog. Uma gémea perfeita da Terra teria um ESI de 1.
"Isto torna Gliese 832c um dos três planetas mais parecidos com a Terra, de acordo com o ESI (isto é, com respeito ao fluxo estelar e massa da Terra) e o mais próximo da Terra dos três - um objecto ideal para observações de acompanhamento," acrescenta.
A equipa liderada por Robert Wittenmyer, da Universidade de Nova Gales do Sul, Austrália, descobriu Gliese 832c ao notar pequenas oscilações que a gravidade do planeta provocava no movimento da sua estrela hospedeira.
Observaram estas oscilações em dados recolhidos por três instrumentos diferentes - o Espectrógrafo Echelle da University College London acoplado ao telescópio Anglo-Australiano na Austrália, o PFS (Planet Finder Spectrograph) de Carnegie acoplado ao telescópio Magalhães II no Chile e o espectrógrafo HARPS (High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher), que faz parte do telescópio de 3,6 metros do Observatório La Silla do ESO no Chile.
Gliese 832c é o segundo planeta a ser descoberto em torno da estrela Gliese 832. O outro, Gliese 832b, foi descoberto em 2009; é um gigante gasoso que orbita muito mais longe da estrela, completando uma órbita em aproximadamente 9 anos.
"Até agora, os dois planetas de Gliese 832 são uma versão reduzida do nosso próprio Sistema Solar, com um planeta potencialmente tipo-Terra mais interior, e um planeta gigante mais exterior, parecido com Júpiter," acrescenta Mendez.
No entanto, de momento não se sabe quão Gliese 832c se assemelha com a Terra. De facto, os seus descobridores pensam que o mundo recém-descoberto pode ser mais parecido com Vénus, com uma espessa atmosfera que levou a um efeito estufa descontrolado.
"Dada a grande massa do planeta, parece provável que tenha uma grande atmosfera, o que pode tornar o planeta inóspito," escreve Wittenmyer e sua equipa no artigo científico, aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal. "Na verdade, é mais provável que GJ [Gliese] 832c seja um 'super-Vénus', com um significativo efeito estufa."
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Matéria similar no G1
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E mais:
Um Sistema Solar em miniatura (Mensageiro Sideral - Folha)
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Nova técnica permite determinar massa de exoplanetas quando os demais métodos falham
(Eternos Aprendizes) Até junho de 2014, os cientistas já detectaram a existência de quase 1.800 exoplanetas em mais de 1.100 sistemas extrasolares. Para determinar se estes mundos distantes são potencialmente habitáveis, precisamos conhecer sua massa. Tal informação pode ajudar os cientistas a discernir se o exoplaneta é feito de gás ou rocha e outros materiais que suportam a vida.
Entretanto, infelizmente, as técnicas atuais para estimar a massa exoplanetária são limitadas. A velocidade radial é o principal método usado pelos cientistas: análise das pequenas oscilações na órbita da estrela à medida que é puxada pela força gravitacional do exoplaneta. Com essas medidas os cientistas podem derivar a relação da massa entre o exoplaneta e sua estrela hospedeira. Para exoplanetas muito grandes, com o tamanho de Netuno ou maiores, ou para corpos menores como a Terra, orbitando muito próximo de estrelas brilhantes, a velocidade radial funciona relativamente bem. Infelizmente, a técnica tem menos sucesso com exoplanetas menores que orbitam relativamente afastados de suas estrelas, tal como a Terra o faz.
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